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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"2008 – Depois das chuvas... o olhar de cuidado sobre o Vale do Itajaí"

Hoje, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Blumenau - SC, foi lançado o livro “2008 – Depois das Chuvas... O olhar de cuidado sobre o Vale do Itajaí”.

O livro foi organizado por José Toufic Thomé, pela assistente social Elisia Puel, que atua na Coordenação da Atenção Básica na Secretaria do Estado de Saúde, e pela psicóloga Zoraide Feuser, coordenadora do Programa de Saúde Mental e Trabalho da Semed.

A publicação reúne artigos sobre as vivências dos profissionais que atuaram no trabalho de suporte à população afligida pelos deslizamentos de terra, em novembro de 2008, na região do Vale do Itajaí. A construção literária tem base nas vivências humanas, aportes teóricos e ações práticas a partir dos encontros do grupo operativo de aprendizagem e formação coordenado pelo Dr. Thomé com o tema “Prevenção em Saúde Mental nas Situações de Desastres e Catástrofes – Eventos disruptivos e a reconstrução do fator humano”.

Após o desastre, através de um termo de cooperação técnica firmado pelo Governo do Estado de Santa Catarina e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o projeto idealizado pelo Dr. Thomé foi desenvolvido. E ao longo de dois anos, por meio de encontros mensais de formação, que reuniam profissionais de diversas áreas, envolvidos nos trabalhos de atenção à população e reconstrução, foram trabalhadas questões ligadas à prevenção de adoecimento psíquico, e tratamento em Saúde Mental, focadas na população e, principalmente, nos profissionais envolvidos em atendimento (cuidadores).

O Dr. José Toufic Thomé, esteve presente na cerimônia de lançamento do livro, apresentou palestra sobre o tema, e relatou um pouco da experiência que ele próprio vivenciou durante o período de execução do projeto. “Esse projeto, apoiado pelo Governo do Estado, se tornou referência nacional para as políticas de prevenção de adoecimento em Saúde Mental, destinadas à população afligida por eventos disruptivos. Após o trabalho realizado no Vale do Itajaí, outros projetos foram implementados, em outros estados, e isso, sem dúvida, foi um avanço”, afirmou. “Infelizmente, ainda são poucos os gestores públicos do país, que conseguem enxergar a importância de empreender projetos de prevenção de desastres, em Saúde e Saúde Mental, e em outras áreas”, lamentou.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Livro: "2008 – Depois das chuvas... o olhar de cuidado sobre o Vale do Itajaí"

O lançamento do livro “2008 – Depois das chuvas... o olhar de cuidado sobre o Vale do Itajaí” será às 10h desta sexta-feira, dia 7, no Salão Nobre da Prefeitura. O evento será realizado pelo Governo do Estado, com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação (Semed).

Durante a solenidade, ocorrerá a palestra proferida pelo doutor José Toufic Thomé, com o tema “Prevenção em Saúde Mental nas Situações de Desastres e Catástrofes”. Dr. Thomé é coordenador da Unidade Brasileira da Rede Ibero-Americana de Ecobioética para Educação, Ciência e Tecnologia - Unesco e vice-presidente da Secção Intervenção em Desastres da World Psychiatry Association (WPA).

Sobre o livro:

Organizado por José Toufic Thomé, pela assistente social da gerência de coordenação da Atenção Básica na Secretaria do Estado de Saúde, Elisia Puel e pela psicóloga coordenadora do Programa de Saúde Mental e Trabalho da Semed, Zoraide Feuser. É uma coletânea de artigos sobre as vivências dos profissionais que atuaram no trabalho de reconstrução.

A construção literária tem base nas vivências humanas, aportes teóricos e ações práticas a partir dos encontros do grupo operativo de aprendizagem e formação coordenado pelo Dr. Thomé com o tema “Prevenção em Saúde Mental nas Situações de Desastres e Catástrofes – Eventos disruptivos e a reconstrução do fator humano”.

Os encontros mensais de formação foram realizados durante dois anos após a catástrofe de novembro de 2008, entre os profissionais de diversas políticas públicas de vários municípios. A formação foi realizada através do termo de cooperação técnica, firmado pelo Governo do Estado e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em junho de 2009.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Governo usou só 48% da verba para evitar desastres

Até novembro, apenas R$ 2,1 bi dos R$ 4,4 bi previstos foram utilizados

Previsão para o verão é de chuvas fortes, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, segundo o Inmet.

Antes mesmo do período mais crítico de chuvas, o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), inaugurado em agosto pela presidente Dilma Rousseff, já emitiu alertas de emergência a 407 municípios atingidos por seca ou chuva.

As previsões para os próximos três meses são de chuvas fortes, mas as principais ações para prevenção e resposta a desastres continuam à espera de recursos.

Até o fim de novembro, dos R$ 4,4 bilhões reservados no Orçamento de 2012 para programas em todo o país -sobretudo ações de prevenção na época de chuvas-, o governo se comprometeu a pagar menos da metade -48%, ou R$ 2,1 bilhões. Pagou efetivamente R$ 1,1 bilhão, ou 25%.

O governo federal divide o ônus da baixa execução orçamentária com municípios e Estados. Diz que, como beneficiários, eles precisam cumprir uma série de exigências.

Um dos resultados dessa "dificuldade" em executar ações preventivas é que o governo precisa abrir os cofres para remediar tragédias.

A Comissão de Orçamento do Congresso aprovou crédito extra de R$ 676 milhões para os municípios que sofrem com a seca, principalmente no semiárido do Nordeste -a liberação ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara.

Esse dinheiro extra foi solicitado porque pode ser gasto livremente em ações emergenciais, enquanto a verba do Orçamento é em sua maioria atrelada à prevenção.

CULPA DA METEOROLOGIA

"Colocam a culpa na meteorologia, mas nós avisamos com antecedência. Se os governantes não tomarem providências, todo ano vai ser a mesma coisa: enchentes, carros boiando, deslizamentos", afirma o meteorologista Fabrício Silva, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

O prognóstico climático para o verão é de chuvas fortes, em especial nas regiões Sudeste e Sul do país.

"Não vai haver chuva abaixo da média no próximo trimestre", avisa Silva.

A maioria das ações à espera de verbas federais está descrita de forma genérica no Orçamento. São obras para contenção de encostas, controle de cheia e de erosão, drenagem e canalização de córregos, que envolvem sete diferentes ministérios.

Cabe a Estados e municípios apresentar projetos específicos que, depois de analisados e aprovados pelas pastas, entram na fila de repasses.

Para o Estado de São Paulo e seis municípios paulistas, por exemplo, há R$ 89,15 milhões autorizados.

Desse total, foram comprometidos R$ 500 mil para drenagem no bairro Morrinhos 3, no Guarujá (litoral sul), e R$ 3 milhões para apoio a obras preventivas em diferentes áreas do Estado.

Todos esses recursos foram garantidos no Orçamento por parlamentares de São Paulo por meio de emendas, cujos pagamentos precisam ser autorizados pela presidente.

Não saíram do papel ainda, por exemplo, R$ 45 milhões previstos para Osasco, na Grande São Paulo, e R$ 21 milhões para a capital paulista prevenirem enxurradas, enchentes e cheias.

MONITORAMENTO

Para o chefe do Cenad, Rafael Schadeck, obras de prevenção e um sistema eficiente de monitoramento são igualmente importantes. Para isso, o governo se prepara para criar um software que vai uniformizar e gerenciar todas as informações de áreas de risco e desastres em todo país.

A região serrana, no Rio, e os vales Doce, no Espírito Santo e em Minas, e do Paraíba, na divisa entre São Paulo e Rio, são apontadas como as regiões que mais exigem atenção.

Informção divulgada através do jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Artigo: sustentabilidade

Código Florestal (1934-2011)

Obituário: ele faleceu na noite da terça-feira, 6/12, vítima de múltiplos atropelamentos no Congresso. O corpo passará o verão em necrotério, pois há quem proponha seu esquartejamento antes da cerimônia no Planalto. Crueldade que só poderá ser evitada se deputados e senadores forjados na luta pela redemocratização aproveitarem o recesso para meditar sobre três questões.

O Código que está para ser revogado amadureceu em 15 anos de deliberações democráticas. Começou a tramitar em 2 de janeiro de 1950, quando o "Projeto Daniel de Carvalho" foi encaminhado ao Congresso por mensagem presidencial de Eurico Gaspar Dutra. Resultou a lei federal do "Novo Código Florestal" (NCF), só promulgada dia 15 de setembro de 1965, já por Castello Branco, em conjuntura que Elio Gaspari tão bem caracterizou como "Ditadura Envergonhada" (Companhia Das Letras, 2002). Antes do Ato Institucional nº 2 que dissolveu os partidos, tornou indireta a escolha do presidente da República e transferiu para a Justiça Militar o julgamento de crimes políticos.

Esse esclarecimento é crucial para desmentir ladainha da cruzada dos grupos mais interessados em afrouxamento das normas de conservação agroambiental. Infelizmente, também por desinformados simpatizantes da mobilização que alerta a opinião pública para as injustiças e retrocessos contidos nos projetos da Câmara (PLC 30) e do Senado (Substitutivo 1358). O NCF não foi "obra dos militares". Afirmá-lo é conspurcar a memória das lutas pela democracia.

A obra dos militares foi inversa. Por 27 anos foram promovidos desmatamentos de áreas vocacionadas à preservação permanente, assim como sabotagens de outros dispositivos de proteção desses "bens de interesse comum a todos os habitantes do país". Não apenas nos dois decênios de ditadura "escancarada", "encurralada" e "derrotada" (1965-1985), como também no tragicômico setenado de Sarney e Collor (1985-1992). As salvaguardas do artigo 225 da Constituição de 1988 só puderam surtir efeito dez anos depois, com a Lei de Crimes Ambientais, também esmiuçada pelo Congresso entre 1992 e 1998.

A principal consequência política dessa história institucional é a admissibilidade de se anistiar aqueles produtores agropecuários que - até 1998 - descumpriram o NCF por terem sido oficialmente tangidos a suprimir vegetação nativa de áreas sensíveis. O corolário é que nada tem de anistia, mas sim de torpe indulto, qualquer perdão a desmatamento feito sem licença a partir de 1999.

Ao não estabelecerem tal distinção, PLC e Substitutivo tratam como se fosse farinha do mesmo saco duas realidades opostas: áreas rurais legitimamente "consolidadas" por árduo e cuidadoso trabalho de abnegados produtores agropecuários, versus terras travestidas de pastagens para a especulação fundiária. A predatória aposta que alavancou 80% do déficit de áreas de preservação permanente: 44 dos faltantes 55 milhões de hectares (Mha).

Só isso explica a ilusão de que a bovinocultura ocupe área 3,5 vezes maior que o total das lavouras. A maior parte dos 211 milhões de hectares tidos como pastos constitui gigantesco estoque imobiliário voltado a rendimentos que nada têm a ver com atividades produtivas (lucros "extraordinários" em economês). Serão os senhores desses domínios os principais ganhadores caso o NCF seja revogado por diploma semelhante ao PLC ou ao Substitutivo senatorial.

Além de indultar as criminosas devastações dos últimos 13 anos, e premiar especuladores fundiários disfarçados de pecuaristas, esses dois projetos embutem uma terceira atrocidade: dispensam todos os imóveis rurais com área de até 4 módulos fiscais, por alegada compaixão por empreendedores agropecuários de pequeno/médio porte. Aí se tira proveito da reinante confusão entre duas categorias legais: imóveis e estabelecimentos. Uma coisa é propriedade/posse fora de perímetro urbano ("imóvel rural"). Outra é empreendimento agrícola, pecuário e/ou florestal ("estabelecimento agrícola"). Nem toda propriedade imobiliária abriga negócio produtivo.

Atinge 56 milhões de hectares o hiato entre a área ocupada por imóveis rurais de até 4 módulos fiscais (136 milhões de hectares) e a dos estabelecimentos agrícolas familiares (80 milhões de hectares). Lacuna que corresponde a 544 mil imóveis, cuja área média é, portanto, de 103 hectares. A maior parte não entra no Censo Agropecuário pelo simples fato de se tratar de terras nas quais inexiste atividade produtiva relevante. É a fatia da especulação imobiliária voltada ao mercado dos sítios e chácaras de recreio, turbinado pelas famílias urbanas emergentes. Neste caso, solidariedade aos agricultores familiares só serve de pretexto para contentar outros ocupantes do andar de cima com desobrigações de práticas conservacionistas.

Esta é, em suma, a economia política da revogação do NCF: um pacto do latifúndio mais tropical com as bucólicas elites urbanas. Aliança que já demonstrou imensa força parlamentar. Principalmente por contar com estarrecedora adesão do PT, a reboque da esquisita titular do Meio Ambiente.

Autor: José Eli da Veiga.
(professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP - IRI/USP, e do Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ)
Publicado no jornal Valor Econômico.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comissão sobre catástrofes climáticas aprova relatório final

A comissão especial sobre prevenção a catástrofes climáticas acaba de aprovar o relatório final, elaborado pelo deputado Glauber Braga (PSB-RJ). O relatório sugere medidas para um novo marco regulatório para a Defesa Civil no Brasil.

No texto, Braga propõe a criação de um novo fundo de recursos dentro de uma política nacional de proteção civil, para executar ações imediatas de prevenção e atendimento às populações afetadas por calamidades. Pelo relatório, metade das verbas será destinada necessariamente à prevenção de futuros desastres.

"Não se pode falar em prioridade sem estabelecer claramente de onde vão sair os recursos e de que forma esses recursos vão ser trabalhados. Precisamos ter clareza de onde os recursos podem sair e de que forma o governo brasileiro pode se comportar nesse sentido", disse o deputado sobre o relatório.

Para ver a íntegra do relatório aprovado, clique aqui.

Divulgado através do portal da Câmara dos Deputados.

terça-feira, 15 de março de 2011

Chuvas e enchentes afetam 705,5 mil pessoas no Sul do Brasil

O Paraná já conta 4 mortos por causa dos temporais. A pior situação, contudo, é em Santa Catarina, com 621.669 pessoas afetadas.

Vista área da cidade de Morretes, que decretou estado de calamidade pública e tem 8 mil desalojados.

As tempestades que atingem a região Sul do Brasil neste mês de março já afetam 705,5 mil pessoas. De acordo com dados da Defesa Civil, os afetados são moradores das regiões atingidas que foram forçados a mudar suas vidas por conta de alagamentos, deslizamentos e tempestades.

Nos piores casos, essas pessoas têm parentes e amigos desaparecidos ou mortos, perderam suas plantações ou estão parados na estrada, sem água e comida, como é o caso dos caminhoneiros à espera da liberação das estradas que levam ao porto de Paranaguá, no Paraná.

Em Antonina e Paranaguá, no litoral do Estado, falta água e comida nos mercados porque os acessos às cidades estão bloqueados nas principais vias. Outra cidade do litoral, Morretes, chegou a ficar isolada. Até agora, há 29.255 pessoas afetadas no Paraná. Destas, 1.477 estão desabrigadas e 8.843, desalojadas. São pessoas que tiveram de deixar suas casas para morar com parentes, amigos ou em abrigos públicos. Muitas delas tiveram as casas destruídas.

Ao todo, o Estado já registrou quatro mortes: duas em Antonina, uma em Morretes e uma em Honório Serpa.

A situação mais complicada é em Santa Catarina, que concentra o maior número de afetados: 621.669 até a noite desta terça-feira. Porém, é no Estado do Rio Grande do Sul, com seus 54.601 afetados, que está um dos símbolos da tragédia: São Lourenço do Sul. A cidade ficou debaixo d’água. A prefeitura estima que os custos para recuperá-la consumirão R$ 400 milhões – o equivalente ao PIB do município.

A previsão do tempo para os próximos dias na região é de tempo nublado e mais chuva na região.

Fonte: Último Segundo / IG

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Deslizamentos em Santa Catarina

Psiquiatra aplicou Programa preventivo para população afetada por catástrofes.

Notícia publicada na Revista Emergência edição 02/2011.
                                              
Após longo período de chuva sobrecarregar o solo da região do Vale o Itajaí, em Santa Catarina, na primeira semana de dezembro de 2008, enchentes, alagamentos e deslizamentos afetaram severamente 63 municípios e aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. Cidades ficaram inundadas, encostas deslizaram soterrando casas, empresas e trechos de estradas.

Informações divulgadas pela Defesa Civil, em janeiro de 2009, contabilizavam 135 vítimas fatais e 78 mil pessoas fora das suas casas, entre desalojados e desabrigados.

Populações inteiras ficaram sem energia elétrica e água potável, e algumas regiões, totalmente isoladas. Hospitais, escolas e ginásios acolheram, provisoriamente, os desalojados, oferecendo-lhes condições básicas para sobrevivência. E os programas de atendimento à saúde emergencial, sobrecarregados, convergiram para a atenção médica imediata, combate às doenças transmissíveis, água e reparação de danos causados à infra-estrutura sanitária.

No dia 9 de dezembro, 2 dias após as ocorrências mais sérias, o psiquiatra José Toufic Thomé, conseguiu reunir-se com a Secretária de Saúde do Estado, Carmen Zanotto, e com a coordenadora estadual em Saúde Mental, Elisia Puel, entre outras autoridades. Seu objetivo era apresentar a proposta de intervenção focada em preparar profissionais e lideranças que trabalhavam no atendimento à população afetada, segundo o Protocolo Internacional da Rede de Ecobioética / UNESCO. Aprovada a aplicação do Programa de Capacitação em Atendimento em Catástrofes, já no dia 15 de dezembro, profissionais da Associação Brasileira de Psiquiatria, sob a coordenação do Dr. Thomé, se reuniram com representantes dos Conselhos Regionais (Psicologia, Serviço Social, Enfermagem, Terapia Ocupacional e Medicina, e outros), para discussão da proposta de atuação em cada município, de forma a assegurar adesão e colaboração de todos na implantação do protocolo.

O Dr. Thomé, durante capacitação de cuidadores em Pernambuco.


De janeiro de 2009 a dezembro de 2010, foram realizadas 20 capacitações sob o tema “Cuidando dos Cuidadores”, com a participação de 685 profissionais. E em 2009, a Secretaria Estadual de Saúde ainda ofereceu um Curso de Especialização de Terapia Comunitária para 40 profissionais. O Dr. Thomé, que no Brasil, atua como representante da Organização das Nações Unidas - ONU, e da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA na sigla em inglês) para assuntos relacionados à intervenção em situações de transtornos psiquiátricos decorrente de catástrofe, explicou que o ‘fator humano’ é característica que precisa ser considerada em situações extremas. Ou seja, a percepção subjetiva com que cada indivíduo compreende e reage às situações de catástrofes, conforme a sua cultura, convicções e experiências sociais. “A dimensão psicossocial contempla não só a possibilidade de adoecimento psíquico, mas também o surgimento de inúmeros problemas como consumo drogas e substâncias psicoativas, comportamentos violentos, e outros” afirma o Psiquiatra. “Pesquisas apontam que após as tragédias de grandes proporções, até um terço da população exposta sofre algum tipo de transtorno em Saúde Mental. Portanto é importante oferecer tratamento adequado para as pessoas expostas, afim de prevenir o seu adoecimento”.

O Programa aplicado em Santa Catarina foi a primeira iniciativa de longo prazo, focada na prevenção de adoecimento em Saúde Mental, empreendida no Brasil. Entre os objetivos principais, destacam-se: Estabelecer programa sustentável e passível de ser reproduzido por período prolongado, visando a minimização do impacto negativo em Saúde Mental provocado pelo desastre; Identificação precoce e encaminhamento terapêutico adequado de casos de transtornos mentais em áreas e grupos de risco; e oferecer suporte especializado, conforme forem detectadas as necessidades específicas da população. O Dr. Thomé ressalta que nem todos os problemas psicossociais ocasionais que surgirem em pessoas expostas em situações extremas devem ser qualificados como doenças. “É compreensível que pessoas saudáveis afligidas por eventos de grande impacto, fiquem emocionalmente desorganizadas, por um período determinado. O trabalho que desenvolvemos em Santa Catarina, priorizou justamente treinar Cuidadores para que acompanhassem a população afetada, durante esse período de desorganização, afim de detectar e atender as pessoas, antes que desenvolvessem transtornos psiquiátricos”, explicou o Dr. Thomé.

Ao final do Programa, em 2010, população e SES puderam confirmar que os esforços empreendidos para minimizar os efeitos da catástrofe sobre a população afetada surtiram efeito. Segundo a SES, o Programa somou esforços na recuperação das pessoas afetadas por enchentes e deslizamentos nas cidades do Vale do Itajaí, e beneficiou diretamente as comunidades, com medidas preventivas que atenuaram o adoecimento em Saúde Mental. “O processo de capacitação permitiu que os participantes compreendessem a importância das ações intersetoriais e de se trabalhar de forma integrada para atender a população exposta em situações de desastres”, avalia Elisia Puel.

A Secretaria de Educação do município de Blumenau, replicou o Programa empreendido em toda a sua rede, e irá capacitar 4.500 funcionários da área de educação, com o objetivo de oferecer maior atenção à população infantil e adolescente. E o Dr. Thomé afirma que as experiências vivenciadas Santa Catarina também contribuíram de forma significativa para o aprimoramento dos protocolos da Rede de Ecobioética, em Programas similares, empreendidos junto às populações afetadas por desastres em Pernambuco e Rio de Janeiro. “O trabalho desenvolvido no Vale do Itajaí serviu como referência em outras ocasiões, inclusive, para profissionais que atuam liderados pelo Brasil, no Haiti. E atualmente, estou iniciando a criação de uma rede de apoio e intervenção nacional, a partir do Ministério da Saúde”, revela.


José Toufic Thomé é psiquiatra e psicoterapeuta psicodinâmico; coordenador e docente do Curso Intervenções em Situações Limite Desorganizadoras no Instituto Sedes Sapientiae - SP; preside a Unidade Brasileira da Rede Ibero-americana de Ecobioética para Educação, Ciência e Tecnologia- Cátedra UNESCO de Bioética - membro internacional e representante da Cátedra UNESCO de Bioética; membro do Comitê Executivo da Associação Mundial de Psiquiatria na Secção de Psiquiatria dos Desastres (WPA) e delegado do Conselho Mundial de Psicoterapia (WCP) na Comissão de Saúde Mental do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dois anos após tragédia, Santa Catarina é referência

Solução foi medida simples: aumentar eficiência dos mecanismos de alerta

Dois anos após uma tragédia que deixou 135 mortos, Santa Catarina está novamente em situação de alerta por causa das chuvas: a previsão é de fortes temporais até domingo no estado. Pode ser uma oportunidade de testar um sistema de gerenciamento de desastres que é tido como referência pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec).

Cidades ficaram completamente alagadas.

Parte dos municípios catarinenses já está em situação delicada: 15 prefeituras decretaram estado de emergência. São 5 mil desalojados e 500 desabrigados em Santa Catarina. Ao todo, 215 mil pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. Mas, até agora, a única morte registrada foi a de um homem atingido por um raio.

A diferença no número de óbitos está numa medida simples: desde a última tragédia, as defesas civis municipais aumentaram a eficiência nos mecanismos de alerta à população. Não houve grandes mudanças no sistema de monitoramento climático e ambiental, considerado adequado pelas autoridades estaduais.
“Treinamos 70 mil jovens para receber essa informação como líderes comunitários. Fizemos também um documentário sobre o tema e divulgamos em todas as escolas públicas”, explica o major Márcio Luiz Alves, coordenador da Defesa Civil catarinense. Os alertas de temporais também são veiculados na internet e distribuídos aos veículos de comunicação, que replicam o aviso às populações de risco.

Na opinião do major, os órgãos públicos devem se concentrar na tarefa de fazer o recado chegar de forma clara aos moradores das áreas de risco: “Não adianta o governo investir milhões no sistema de monitoramento se ele não investir proporcionalmente num projeto de mudança cultural. A comunidade precisa saber como se comportar diante dos alertas”, afirma. Ele garante que, se as chuvas do final de 2008 se repetissem agora, as perdas seriam muito menores.


Reconstrução

Apesar das melhorias no sistema de prevenção, as regiões atingidas ainda não se recuperaram plenamente das tragédias. Em Blumenau, a cidade mais devastada pelas chuvas de 2008, ainda há 120 famílias vivendo em abrigos da prefeitura, à espera da casa própria. Outras 96 já conseguiram um novo imóvel, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Só agora a prefeitura firmou parceria com o governo federal para a implantação de um sistema de pluviômetros no rio Itajaí-açu, que corta a cidade.
Depois da tragédia de dois anos atrás, Blumenau criou um novo sistema de mapeamento de áreas de risco: as regiões são classificadas pelas cores vermelha (proibido construir qualquer moradia), amarela (área em situação de alerta permanente) e verde (sem risco). A Defesa Civil municipal, que era um departamento e tinha seis funcionários, foi transformada em secretaria com 48 funcionários. De 2008 para cá, a prefeitura teve de reformar 62 unidades de saúde, 14 escolas e 19 creches. Em todo o estado, a reconstrução das áreas atingidas custou 360 milhões de reais aos cofres da União.

Blumenau é uma das cidades em situação de alerta por causa da previsão de novos temporais. Será um teste importante para confirmar se a cidade e o estado tiraram as lições necessárias da tragédia de dois anos atrás.

Fonte: Veja

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Chega a 45 o número de cidades em emergência pela chuva em SC

Mais de 23,4 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no estado.

Moradores tentam limpar as casas em Mirim Doce.

Já chega a 45 o número de cidades em situação de emergência devido à chuva em Santa Catarina. Segundo boletim divulgado nesta terça-feira (25) pela Defesa Civil Estadual, 62 municípios registraram prejuízos e mais de 876 mil pessoas foram afetadas pelas enxurradas em todo o estado.

Segundo boletim, mais de 23,4 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, entre elas 21.563 estão desalojadas e 1.862, desabrigadas. A Defesa Civil registra ainda danos em quase 22 mil residências.

As cidades em emergência são: Antônio Carlos, Alfredo Wagner, Águas Mornas, Armazem, Araquari, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Bombinhas, Cocal do Sul, Corupa, Criciúma, Forquilhinha, Grão Pará, Gravatal, Guaramirim, Governador Celso Ramos, Içara, Ilhota, Imaruí, Itapoá, Jaraguá do Sul, Jacinto Machado, Lauro Muller, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Santo Amaro da Imperatriz, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Sul, Siderópolis, São José do Cerrito, Rio do Campo, Taio, Turvo, Timbé do Sul, Tubarão e Urussanga.

Mortes

Cinco pessoas morreram por causa da chuva em Santa Catarina. Em Florianópolis, foram registradas três mortes: um menino de 8 anos, que caiu em um córrego, um homem de 38 anos, que foi atingido por um raio, e uma turista italiana, que caiu em um rio após o desabamento de uma ponte.

Em Massaranduba, uma menina de três meses morreu. A criança estava nos braços de uma tia, que foi arrastada pela enxurrada. Em Jaraguá do Sul, um operário de 42 anos foi atingido por um raio.

Outras 162 pessoas ficaram feridas e 79 estão enfermas, segundo a Defesa Civil.

Fonte: G1

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chuva em SC deixa cidade de Rio do Campo em situação de emergência

Subiu para 17.699 o número de pessoas desabrigadas e desalojadas.

Subiu para 17.699 o número de pessoas desabrigadas e desalojadas por conta das chuvas em Santa Catarina desde o início da semana, de acordo com informações divulgadas pelo Departamento Estadual de Defesa Civil nesta segunda-feira (24). No total, 29 cidades estão em situação de emergência. O último município a entrar neste panorama é Rio do Campo (SC). Mirim Doce (SC) é a única em estado calamidade pública.

São 15.754 desalojados e 1.745 desabrigados. De acordo com o último relatório do departamento, divulgado às 8h30, outras 780 pessoas foram deslocadas. Cerca de 4.783 mil residências foram danificadas pela chuva. No total, 758,5 mil pessoas foram afetadas.

Mortes

No sábado (22), subiu para cinco as mortes devido às chuvas, número que permanece inalterado. Outras 157 pessoas encontram-se feridas, de acordo com o boletim das 16h divulgado pela Defesa Civil. Há, ainda, outras 68 pessoas enfermas.

Previsão

Nesta segunda-feira (24), devem ocorrer pancadas de chuva, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe). Pode haver algum período com mais persistência de chuva, principalmente entre o sudeste catarinense e o nordeste do Rio Grande do Sul. Em Florianópolis, deve ocorrer ao longo do dia períodos de pancadas de chuva.

Fonte: G1

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Chuva deixa 3 mil pessoas fora de casa em SC

Mais de 22 mil foram afetadas pelos temporais, segundo a Defesa Civil.

A chuva que atinge Santa Catarina desde a madrugada já levou cerca de 3 mil pessoas a deixarem suas casas, nesta quarta-feira (19). De acordo com a Defesa Civil Estadual, mais de 22 mil pessoas foram afetadas pelo temporal, que causou prejuízos em pelo menos 16 cidades.

Ainda segundo a Defesa Civil, registraram ocorrências de alagamentos e enxurradas os municípios de Anitápolis, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Cocal do Sul, Criciúma, Florianópolis, Forquilhinha, Maracajá, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Siderópolis, Sombrio, Imaruí e Tubarão.

Chuva causou alagamentos em Criciúma, em Santa Catarina

Mais de 200 casas foram danificadas pelos temporais, em todo o estado. A situação é mais preocupante, segundo a Defesa Civil, nas cidades de Criciúma e Nova Veneza. Em Criciúma, mais de 2,5 mil tiveram que deixar suas casas.

O município de Nova Veneza, também de acordo com a Defesa Civil, decretou situação de emergência, com registro de 163 pessoas desalojadas, 54 desabrigadas, duas pessoas feridas e 1.840 afetadas.

Acumulados significativos

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), a chuva em Santa Catarina é causada pelo tempo quente e úmido, que forma nuvens carregadas.

Em Criciúma, em 24 horas, foi registrado um acumulado de 173 milímetros de chuva. Em Itajaí, o índice foi de 89 milímetros; e de 143, em Florianópolis.

Fonte: G1

Chuva causa alagamentos e quedas de muros em Santa Catarina

Pelo menos 12 municípios registraram prejuízos, segundo a Defesa Civil.
Pelo menos 12 municípios em Santa Catarina foram afetados pela forte chuva que atingiu o estado na madrugada desta quarta-feira (19). Segundo a Defesa Civil Estadual, as regiões com mais prejuízos foram a Grande Florianópolis e o sul do estado.

Os municípios de Anitápolis, Palhoça, Nova Veneza, Criciúma, Sombrio, Araranguá, Siderópolis, Balneário Arroio do Silva, Tubarão, Maracajá, Santo Amaro da Imperatriz registraram alagamentos e deslizamentos.

Em Florianópolis, cidade mais atingida, diversos bairros registraram alagamentos, deslizamentos e quedas de muros. Ainda não há números oficiais de desabrigados e desalojados, mas há registros de famílias que tiveram que deixar suas casas e pessoas feridas.

Ainda segundo a Defesa Civil, em Santo Amaro da Imperatriz, uma ponte foi destruída em Barra do Bom Jesus. Cerca de 50 famílias estão isoladas, segundo informações do município.

A Defesa Civil Estadual orienta que as pessoas fiquem atentas a qualquer movimento de terra e inclinação de postes e árvores próximo a suas casas. Em caso de qualquer movimentação, a família deve sair de casa e acionar a Defesa Civil municipal (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

O órgão também pede que a população não transite em áreas alagadas, especialmente próximo a córregos ou pontes com pontos de alagamento.

Fonte: G1

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Saúde Mental conclui série de capacitações iniciadas na enchente de 2008

A Secretaria de Estado da Saúde concluiu em novembro (19), a série de capacitações sobre Saúde Mental oferecidas aos profissionais e gestores da Saúde que atuam nas regiões mais atingidas pela enchente, em novembro de 2008.

Na ocasião, Santa Catarina sofreu a maior tragédia registrada no Estado. Dois milhões de catarinenses foram atingidos pelas chuvas, que duraram cerca de três meses. Para o enfrentamento da situação de calamidade, a SES desenvolveu diversas ações específicas na área de Saúde Mental, a partir de uma parceria institucional com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O trabalho foi coordenado pela Divisão de Políticas de Saúde Mental e realizado pelo psiquiatra José Thomé, coordenador da Comissão Técnica sobre Intervenção em Desastres da ABP. Ao longo de dois anos, foram realizadas 20 capacitações, com a participação de 685 profissionais. Em 2009, a SES também ofereceu um Curso de Especialização de Terapia Comunitária para 40 profissionais. A maioria atua em municípios do Vale do Itajaí, e atende, diretamente, a população mais afetada. “O processo de capacitação permitiu que os participantes compreendessem a importância das ações intersetoriais e de se trabalhar de forma integrada para atender a população exposta em situações de desastres”, avalia a Coordenadora Estadual de Saúde Mental, Elisia Puel.

Fonte: Governo de SC

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ABP continua intervenção em Santa Catarina

Palestra “Cuidando dos Cuidadores” foi ministrada em Blumenau.

A capacitação aconteceu no Hotel Himmelblau, em Blumenau.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina (SES SC) promoveram no dia 16 de julho, em Blumenau, Santa Catarina, mais uma etapa do Programa de Intervenção Emergencial e Suporte à Saúde Mental.

O objetivo é oferecer capacitação aos profissionais da região do Vale do Itajaí, afetada pela catástrofe decorrente das chuvas, no final de 2008, para fortalecer os gestores de base comunitária e melhorar os serviços especializados.

A capacitação também discutiu o “Protocolo de Atenção às Populações Atingidas por Desastres de Origens Naturais”, da ONU, e os conceitos Eco-Bioéticos.

A palestra “Cuidando dos Cuidadores” foi ministrada pelo psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador da Comissão Técnica sobre Intervenções em Desastres e Catástrofes da ABP.

Segundo o especialista, para cada indivíduo com danos físicos há pelo menos 400 com danos psicossociais, por isso é fundamental atenção a saúde mental dessas pessoas.

“Nosso objetivo é preparar e qualificar os cuidadores em situações de catástrofes para que possam ajudar a população, oferecendo um atendimento de qualidade, acolhimento e orientação”, explica.

Fonte: ABP

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Programa de Intervenção em Santa Catarina

Blumenau recebe curso para profissionais que atendem famílias afetadas em deslizamentos.

Por iniciativa do Projeto ABP Comunidade, em parceria com a Secretária de Saúde do Estado de Santa Catarina - SES-SC, acontece hoje (16), na cidade de Blumenau – SC, mais uma etapa de capacitação do Programa de Intervenção Emergencial e Suporte à Saúde Mental para a População Afetada por Inundações, Enchentes e Deslizamentos em Santa Catarina.

Dr. José Thomé durante a Jornada Catarinense de Psiquiatria, em 2009

O curso “Ações de Saúde Mental” é dirigido aos profissionais da área de Saúde, Defesa Civil e voluntários, que atuam no atendimento prestado à população afligida nas enchentes e deslizamentos que ocorreram em novembro de 2008, e está sendo ministrado pelo psiquiatra José Toufic Thomé, das 9H às 16H, no Hotel Himmelblau (rua 7 de Setembro, 1415 - Centro)

O Programa foi desenvolvido a partir de protocolos internacionais da Associação Mundial de Psiquiatria WPA, Rede de Ecobioética/UNESCO e Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, e empreende ações desde o período posterior aos deslizamentos que vitimaram 135 pessoas e deixaram mais de 78 mil desalojados e desabrigados. Foram organizadas capacitações e monitoramento permanente durante todo o ano de 2009, e estão previstas ações em curto, médio e longo prazo, num cronograma que deve se estender até o ano de 2011. Segundo o Dr. José Thomé’: “Trabalhamos orientando as pessoas que estão em contato direto com a população afetada, oferecendo-lhes suporte emocional para que não adoeçam, e instrução para que saibam identificar e prevenir problemas de Saúde Mental. Assim, os casos que precisam de atendimento especializado são devidamente encaminhados, antes que se desenvolvam, agravem o caso e afetem outras pessoas”.

Mais informações:


Hotel Himmelblau - Tel/Fax: (47) 3036 5800.
Coordenação Estadual de Saúde Mental -SES - Tel:(48) 221 2000 – www.saude.sc.gov.br
Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP – Tel: (21) 2199 7500 – www.abpcomunidade.org.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Desastres naturais marcam seis primeiros meses de 2010

Ano começou com deslizamentos e mortes em Angra dos Reis.
Terremoto no Haiti causou destruição.


Três terremotos de grandes proporções, dezenas de alagamentos e deslizamentos e uma erupção vulcânica que parou todo o tráfego aéreo da Europa. A lista de desastres naturais de 2010 é grande. O G1 relacionou alguns desses eventos ocorridos nos últimos seis meses e conversou com um especialista que acredita que é possível evitar mais perdas no futuro.

No Brasil, o ano de 2010 começou com uma tragédia logo no réveillon. Na virada do ano, choveu o equivalente a todo um mês em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, o que resultou em dois deslizamentos de grandes proporções e mais de 50 mortos.


Abril de 2010, Niteroi foi a cidade do Rio de Janeiro mais afetada, com 167 mortos

A chuva continuou forte no Sudeste – na cidade de São Paulo, ela não deu trégua por 47 dias seguidos entre janeiro e fevereiro; no Rio de Janeiro, em abril, causou a morte de 66 pessoas na capital e mais de 140 na vizinha Niterói. Cidades entraram em esquema de emergência na Bahia, em Santa Catarina e agora, em junho, em Alagoas e Pernambuco – onde os mortos já chegaram a 57.


Junho 2010, chuvas já causaram 57 mortos nos estados de Alagoas e Pernambuco

No exterior, o primeiro semestre também teve muitos desastres naturais. Em 12 de janeiro, um terremoto de 7 graus de magnitude colocou abaixo Porto Príncipe, capital do Haiti, o país mais pobre das Américas. Mais de 200 mil pessoas morreram – entre eles, a missionária brasileira Zilda Arns e o chefe civil da missão de paz da ONU no país, o também brasileiro Luiz Carlos da Costa.


Janeiro 2010, terremoto no Haiti, 200 mil mortos e cerca de 1 milhão de desabrigados


No mês seguinte, outro grande abalo sísmico: em Santiago, no Chile – seguido por outro, em abril, no Tibete.

Em abril, na Islândia, um vulcão entrou em erupção, algo que não é incomum no país, mas, desta vez, com efeito inédito: travar o tráfego aéreo da Europa, forçando o cancelamento de 20 mil voos em todo o mundo.

Previsão

Seria possível evitar as perdas de vidas e os estragos desses eventos? Para o engenheiro paranaense Fábio Teodoro de Souza, sim. Em sua tese de doutorado apresentada há quase seis anos, Souza afirma que é possível prever deslizamentos de terra e terremotos, desde que dados registrados e disponíveis sejam usados com mais sabedoria. Para tentar provar seu ponto de vista, ele está fazendo seu pós-doutorado na China, país que investe pesado em estudos sobre previsão de sismos.

A proposta de Souza é que modelos computacionais que associam dados históricos de deslizamentos, índices pluviométricos e características do solo podem indicar a probabilidade de que os fenômenos se repitam diante da recorrência de determinadas condições.

A metodologia é baseada em “mineração de dados” (ou “data mining”, em inglês), a exploração de grandes quantidades de variáveis em busca de padrões consistentes.
“Com uma rede bastante densa de pluviômetros e estações meteorológicas, esses modelos poderiam ser usados para indicar não somente riscos de deslizamentos, mas também de enchentes, descargas elétricas e quaisquer outras catástrofes induzidas por fenômenos meteorológicos”, explicou Souza ao G1.
“Quando acabei o doutorado, imprimi mais de 30 cópias e entreguei para órgãos de governo”, conta Souza. “Mas ficou nisso, não passou do ‘depois a gente se fala’. Não houve interesse de implementação.”

Terremotos

No caso da previsão de terremotos, o debate se arrasta há anos e reacende toda vez que há um sismo. Ainda que haja algum grau de conhecimento sobre a iminência de tremores, falta cacife para disparar ordens de grandes evacuações que, no fim das contas, revelem-se desnecessárias.
“Frequentemente se faz a pergunta errada aos cientistas, que é ‘quando será o próximo grande terremoto?’”, reclama Barry Parsons, do departamento de ciências da terra da Universidade de Oxford. “A pergunta correta é ‘como podemos garantir que o terremoto não mate tantas pessoas quando acontecer?’. A forma provada e efetiva de proteger populações é impondo rígidos padrões de construção civil.”

Suas ponderações foram publicadas na edição mais recente da revista “Nature”, em artigo discutindo um inusitado desdobramento do terremoto que arrasou L’Aquila, na Itália, em abril de 2009: meia dúzia dos mais renomados sismólogos italianos estão sendo acusados de homicídio culposo (sem intenção de matar) por não terem alertado governo e população a tempo sobre a tragédia.

Fonte: G1

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Chuva obriga cinco mil moradores de Santa Catarina a sair de casa

No Vale do Itajaí, ainda há risco de alagamentos. O rio que corta Blumenau pode subir. Para o sudeste são esperadas pancadas de chuva no Rio de Janeiro e no Sul de Minas Gerais.


Assista:




Fonte: G1

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chuva alaga ruas e causa deslizamentos em SC

Vinte e três municípios de Santa Catarina sofreram prejuízos por causa da chuva nos últimos dias. Pelo menos oito decretaram situação de emergência. Em algumas cidades, já choveu o dobro do esperado para o mês inteiro.


Assista:




Fonte: G1

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Chuva deixa 5.000 sem luz no Rio Grande do Sul

Aproximadamente 5.000 consu-midores estão sem energia elétrica desde terça-feira (16), devido aos fortes ventos e da chuva que atingiram o Rio Grande do Sul. Na área de concessão da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), há problemas nas áreas rurais de Rio Grande, Tavares e Mostardas, onde muitos postes caíram por causa do vendaval.

Além disso, as localidades de Colônia e Arroio do Padre, próximo a Pelotas, continuam desabastecidas. Na região, alguns postes de transmissão de energia passam próximo ao Arroio Pelotas, que está acima do nível normal em função da chuva.

Por causa dessas dificuldades, a CEEE não tem previsão de quando o serviço será restabelecido.


Fonte: R7

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ABP propõe ajuda à cidade atingida por enchentes

A Associação Brasileira de Psiquiatria realizou no dia 27 de janeiro, uma reunião com representantes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para apresentar um projeto de ajuda aos moradores do município de São Luiz do Paraitinga, que foi devastado pelas fortes chuvas e enchentes que atingiram a cidade nos primeiros dias de 2010.

O encontro foi realizado na sede do Departamento Regional de Saúde (DRS XVII), em Taubaté, órgão responsável pela administração pública de saúde de 39 municípios paulistas que compõe a região do Vale do Paraíba, entre eles, São Luiz.

Representando a ABP, o coordenador da Comissão Técnica de Intervenção em Catástrofes e Desastres, José Toufic Thomé, esteve na reunião e apresentou os trabalhos realizados com populações atingidas por desastres em outras regiões. “Nosso objetivo é trazer ajuda às pessoas atingidas pelas enchentes e aos cuidadores, através de protocolos internacionais de prevenção a transtornos e doenças mentais”, explicou Thomé.

O psiquiatra lembrou que a população da região está passando por uma situação de ruptura, atípica, com perdas pessoais e materiais inestimáveis. “Devemos ter a noção de que estamos lidando com pessoas sãs, mas que estão vivenciando uma situação anormal, de catástrofe. As chances de essa população adoecer são grandes”, alertou Thomé.

Durante a explicação do projeto, o especialista relatou a experiência de sucesso da ABP, adquirida ao longo dos trabalhos desenvolvidos em Santa Catarina, no ano passado, devido às chuvas e enchentes que atingiram diversos municípios do estado.

Após ouvir as explicações e fazer perguntas sobre o assunto, a diretora técnica do Departamento Regional de Saúde, Sandra Maria Tituhashi, se mostrou bastante interessada com o projeto da ABP. “Essas pessoas precisam de ajuda e eu acho que este projeto é de extrema importância. Nossa equipe avaliou que essa proposta é necessária”.

A diretora informou que apresentará o projeto ao Secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas, e à prefeitura de São Luiz. “Vamos levar essa iniciativa adiante, pois todas as autoridades responsáveis precisam conhecer essa proposta", afirmou Sandra.

Também participaram da reunião a diretora técnica II da Regional de Saúde, Maristela Luzia, a articuladora de Saúde Mental da Regional, Tatiana Amaral, o psiquiatra e auditor, Leandro Gavinier, e a vice-presidente da Associação Valeparaibana de Psiquiatria, Sabrina Cabral.

Desastre

Localizada a 170 km da capital paulista e com pouco mais de 10 mil habitantes, a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga sofreu a pior enchente de todos os tempos, e teve grande parte de seu patrimônio destruído. Devidos às chuvas no início deste ano, diversas construções centenárias, como a Igreja Matriz construída no século 19, ficaram totalmente destruídas.