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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Eleições na ABP

Esclarecimentos e agradecimentos sobre a eleição direta.

Prezado Associado da ABP,

A ABP Plural agradece aos psiquiatras pela expressiva votação que recebeu nas recentes eleições diretas da Associação Brasileira de Psiquiatria. A ABP Plural teve cerca de 37% dos votos válidos mesmo com o tempo escasso de campanha (3-4 meses) e as dificuldades de acesso ao eleitor, produzidos por um processo eleitoral que “protegeu” o associado das informações necessárias à votação esclarecida e politizada .

O resultado da eleição presencial realizada no Congresso Brasileiro de Psiquiatria produziu um empate técnico com uma diferença somente de 25 votos evidenciando a importância democrática de haver condições de isonomia na abordagem ao associado.

O movimento e a Chapa ABP Plural surgiram e cresceram pela busca de uma ABP ética e que respeitasse todos os associados e todas as opiniões de modo que a instituição se transformasse num coletivo democrático. Fizemos uma campanha com propostas claras para a ABP e o associado. Lutamos contra muitos obstáculos burocráticos, pseudoproteções dos associados e o uso maciço da máquina administrativa.

Nossa campanha foi financiada pelos próprios apoiadores. Não foi aceito pelo nosso grupo quaisquer apoios de empresas ou pessoas jurídicas e não permitimos que nenhum conflito de interesse pudesse acontecer no curso da campanha. Em breve, publicaremos no nosso site o balanço da nossa campanha.

Agradecemos aos associados que se dispuseram a ler nossa plataforma de trabalho e nossos emails bem como aqueles que visitaram nossa fanpage no facebook e nosso website.

O Movimento ABP Plural continuará a existir e manteremos este importante papel de colaborar com a psiquiatria brasileira e com a ABP.

Esperamos que mais psiquiatras se alinhem a nós. Receberemos pedidos de inclusão através do e-mail com os devidos dados de identificação (nome, estado e CRM) enviados para abpplural@gmail.com

Nosso abraço e especial agradecimento aos nossos eleitores,
ABP Plural

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

18 de outubro: dia do médico



O Psicoterapia Brasil e a Unidade Brasil da Rede Internacional de Ecobioética homenageiam todos os médicos do Brasil.
Que esse dia 18 de outubro de 2013 seja MAIS e melhor, para os profissionais que estão permanentemente expostos à frustração de serem apenas humanos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Opinião: Eleições na ABP

Afinal, quem está à frente da Chapa 2 / ABP Plural, como alternativa à atual gestão da Associação Brasileira de Psiquiatria?


Bate papo sobre as propostas da ABP Plural e as eleições diretas da ABP. com Hélio Lauar - candidato à presidência da ABP pela Chapa 2, Miguel Roberto Jorge (ex-presidente da ABP) e Alexandre Pereira, psiquiatra associado à entidade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Opinião: Eleições na ABP

Caros associados da ABP,

A Associação Brasileira de Psiquiatria sempre foi para mim um lugar de troca de conhecimento, no qual se estabelecia uma comunicação rica entre psiquiatras clínicos e cientistas nas suas mais diversas atividades, sejam elas congressos, simpósios ou cursos. Por acreditar nisso, ao longo de vários anos, participei intensamente da vida associativa, seja como presidente de federada, delegado, voluntário nas mais diversas comissões ou participando dos congressos.

Nestes pouco mais de 10 anos acompanhei com muito entusiasmo o crescimento da instituição, o aumento do número de psiquiatras associados, sua progressiva democratização e sua consolidação científica. Neste momento em que poderemos exercer, com o voto direto para diretoria da ABP, o que considero o ápice do seu processo democrático, paro para refletir o que foi esta última diretoria dentro deste contexto.

Eu fui um dos que não apoiei esta atual diretoria por acreditar que ela não estava comprometida com tudo o que havia sido construído ao longo dos anos na ABP. O que pude notar ao longo desta última gestão só confirmou as minhas preocupações. No meu modo de ver, ao contrário das gestões anteriores, esta tem sido demasiadamente centralizadora e com orientações contrárias ao que eu considero pilares da Associação.

Assim por exemplo, com a pretensa bandeira da consolidação da psiquiatria como especialidade médica, vi o desmonte do braço científico da Associação. É preciso lembrar que nenhuma especialidade médica se consolida sem uma base científica forte. Acompanhei também campanhas e representações na mídia as quais, longe de representaram um consenso da classe, refletem apenas a opinião de um grupo. E também, com preocupação, vejo um aprofundamento da dependência da ABP à indústria farmacêutica. Esta já não se limita ao apoio aos congressos, mas tem financiado inclusive reuniões e ações políticas.

Eu defendo uma ABP autônoma e realmente democrática, na qual os Psiquiatras possam encontrar apoio científico e político para exercer uma medicina de excelência. E por isso apoio a Chapa 2.


Autor: Sérgio Baxter Andreoli.
(médico, professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo, professor assistente doutor da Universidade Católica de Santos e diretor do Núcleo de Estatística e Metodologia Aplicadas do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo).

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Eleições na ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria

Caro colega psiquiatra,

Você recebeu DVD e carta da diretoria da ABP recentemente e quase concomitantemente ao recebimento das cédulas de votação?

Você percebeu que muitos dos últimos palestrantes do PEC são candidatos a cargos nas próximas eleições da ABP?

Percebeu também que em muitos eventos regionais apoiados pela ABP os palestrantes são candidatos a cargos nas próximas eleições?

A ABP Plural lamenta esta postura administrativa da atual Diretoria da ABP por acreditar que isto fere o princípio da isonomia além de atacar os princípios democráticos que sempre foram alicerces históricos da associação.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Eleições na ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria



O grupo ABP Plural apoia a candidatura individual dos profissionais acima, para o Conselho Fiscal.
Participe, comente e divulgue a Chapa 2 / ABP Plural.
www.abpplural.com.br
#ABPPlural
#VoteChapa2

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM 12% DE FUMANTES

Dados do Ministério da Saúde mostram que 12% dos brasileiros são fumantes. Para tentar conscientizar as pessoas sobre o risco do tabaco e a importância de largar o cigarro, foram feitas nessa quinta-feira (29/08), data em que é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, ações educativas em praticamente todo o país para comemorar.

O pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo, do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Ricardo Meirelles, alerta que o tabagismo é uma doença que pode ocasionar outras: é um dos fatores de risco para o aparecimento de diversos tipos de câncer (pulmão e boca), doenças cardiovasculares, AVCs (acidentes vasculares cerebrais), além de menopausa, infertilidade e envelhecimento precoces.

Meirelles explica que, logo depois de deixar o cigarro, o ex-fumante já sente melhora na qualidade de vida. “Ele sente uma melhora dentro de dois, três dias no fôlego, se não tiver uma doença respiratória, já dá pra subir uma escada melhor, fazer exercícios”, disse o especialista.

Segundo o especialista, deixar de fumar é difícil, mas o acompanhamento de profissionais pode tornar o processo mais confortável. De acordo com o Ministério da Saúde, existem 24.515 equipes de 4.371 municípios brasileiros inscritas no PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica ), que inclui o PNCT (Programa Nacional de Controle do Tabagismo), para oferecer tratamento gratuito ao dependente.

A terapia do serviço público inclui apoio psicológico, medicamentos (entre adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona), atendimentos educativos e terapêuticos.

O tabagismo é considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) a principal causa de morte evitável. Além disso, cerca de 1,2 bilhão de pessoas são fumantes. “Cerca de 80% dos fumantes desejam parar, mas apenas 3% conseguem realmente abandonar o vício. Além disso, é considerado ex-fumante a pessoa que fica um ano sem fumar”, explica o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, João Ferreira Marques. O médico esclarece que, quem abandona o vício antes dos 30 anos, consegue reestabelecer o organismo a ponto de parecer que nunca fumou.

De acordo com Meirelles, muitas vezes o fumante espera ter um problema de saúde para decidir parar de fumar. O médico acrescentou que a proibição de fumar em locais fechados fez com que muitos fumantes se sentissem incomodados em ter que deixar o ambiente de amigos para fumar e isso está fazendo com que pensem em deixar o vício. “Ele está conversando com amigos e tem que sair para fumar, a pessoa sente-se escrava do cigarro. Se está no shopping e precisa sair pra fumar, isso passa a ser desconfortável”.

Segundo pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde, entre 1989 e 2010 um em cada três brasileiros deixou de fumar devido à entrada em vigor das medidas que restringiram a propaganda de cigarros na televisão e em veículos de comunicação de massa.

A meta do governo brasileiro é reduzir de 12% para 9% a proporção de fumantes na população adulta até 2022.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia dos Namorados



Que os românticos, por favor, nos perdoem. É apenas uma piada.

Felicidade, tranquilidade e muito amor aos casais. Hoje e sempre.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PEC 37 vai a votação

Apesar de os líderes dos procuradores de Justiça e dos delegados de polícia não terem chegado a um acordo em torno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.° 37, que proíbe o Ministério Público de executar diligências e promover investigações criminais, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), anunciou que irá submeter o projeto à votação em plenário no próximo dia 26. "A decisão é irreversível", afirmou.

Pela PEC 37, os promotores e procuradores só podem supervisionar a atuação da polícia e solicitar ações durante a elaboração de inquéritos policiais. A investigação criminal é definida como sendo de competência exclusiva da Polícia Federal e da Polícia Civil. Os líderes partidários acham que, se fizerem pequenas alterações no texto da PEC, poderão obter um acordo entre procuradores e delegados na próxima semana. Uma das sugestões é permitir que o Ministério Público possa fazer investigações em situações excepcionais - como, por exemplo, nos casos em que houver indícios de inércia e inépcia nas investigações da polícia.

A sugestão, que prevê que as investigações sejam acompanhadas pela Justiça, parece ter agradado aos promotores e procuradores. Mas os representantes dos delegados não se comprometeram com os líderes partidários - segundo eles, a proposta ainda terá de ser submetida às entidades estaduais da categoria.

A rivalidade entre delegados e procuradores é antiga. Embora a Constituição de 88 atribua competências específicas aos promotores e procuradores - como patrocinar com exclusividade ações penais públicas, promover inquérito, impetrar ação civil pública e exercer o controle externo da atividade policial -, ela não faz menção às prerrogativas da categoria em matéria de investigação criminal

Mas, invocando a tese de que quem pode o mais também pode o menos, os promotores e procuradores sempre alegaram que, se têm exclusividade na proposição de ações penais públicas, implicitamente detêm competência para fazer investigações criminais. Essa interpretação, contudo, não é compartilhada por especialistas em direito constitucional, direito processual penal e hermenêutica jurídica. Segundo eles, se os constituintes de 1988 não incluíram a investigação criminal no rol de competências específicas do Ministério Público, previstas pelo artigo 129, é porque não quiseram dar ao órgão uma força institucional que comprometesse o equilíbrio entre os Poderes, além de pôr em risco as garantias processuais dos cidadãos.

Não faz sentido permitir, nos inquéritos criminais, que promotores e procuradores sejam parte (acusadores) e juízes (como condutores da investigação) ao mesmo tempo. Isso reduziria a pó o direito dos investigados à ampla defesa. "O Ministério Público pode muito, mas não deve poder tudo", disse o criminalista Guilherme Batochio, em artigo publicado pelo Estado. De fato, em momento algum a Constituição de 88 tratou o Ministério Público como um Poder autônomo e independente, limitando-se a defini-lo como um órgão "essencial à administração da Justiça e à função jurisdicional do Estado".

Para vários constitucionalistas e processualistas, se não inclui a investigação criminai no rol das prerrogativas específicas do Ministério Público, a Constituição é taxativa ao afirmar que cabe à Polícia Federai e à Polícia Civil exercer a função de polícia judiciária - e, por consequência, presidir os Inquéritos criminais.

Como a Constituição de 88 é clara quando define as competências do Ministério Público e das Polícias Federal e Civil, atribuindo àquele o papel de "zelar pela ordem jurídica e pelos interesses sociais e individuais indisponíveis" e a essas a função de atuar como policia judiciária, não havia necessidade de uma PEC para assegurar aos delegados prerrogativas exclusivas que já lhes são concedidas pelo artigo 144. A PEC 37 só foi apresentada porque o Ministério Público continua almejando ser o Quarto Poder da República, ampliando suas competências em detrimento de outros órgãos públicos.

Argumento divulgado em editorial do jornal O Estado de São Paulo.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Propaganda de veneno



Hoje, 31 de maio, é o Dia Mundial sem Tabaco, data que a Organização Mundial da Saúde - OMS alerta para o papel da propaganda na expansão da epidemia de tabagismo, orientando a total proibição dessas atividades como uma das melhores práticas para reverter essa epidemia.

Só no século 20, o tabagismo matou 100 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, são 200 mil pessoas mortas por ano, e cada morte é precedida de meses de sofrimento, além de um custo muito alto para a sociedade.

Tabagismo é uma doença pediátrica: na grande maioria, os fumantes tornam-se dependentes na infância ou na adolescência. Só no Brasil, 80% dos 24 milhões de fumantes começaram a fumar antes dos 18 anos. Documentos internos de fabricantes de cigarros registram o enorme esforço ao estímulo à experimentação entre adolescentes para torná-los consumidores regulares.

Enquanto as propagandas os instigam a correrem esses riscos e a experimentarem o produto, o cerco se complementa com o acondicionamento de cigarros em embalagens cuidadosamente elaboradas para atraí-los com cores e design arrojado. Dentro das belas embalagens, aromas adocicados disfarçam o sabor ruim do tabaco, garantindo a continuidade do uso depois da primeira tragada, até que a dependência química se instale no organismo. Somando-se a isso, o posicionamento milimetricamente estudado dos produtos nos pontos de venda próximo ao caixa — sempre perto de doces e chicletes.

Muitos países já proíbem a exibição das embalagens nos pontos de venda, e alguns adotam medidas para impedir que sejam usadas como propaganda. É o caso da Austrália, onde uma lei de 2012 determinou a padronização da cor das embalagens de produtos de tabaco. Outros países, como a Nova Zelândia e o Reino Unido, se preparam para fazer o mesmo.

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - Inca e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas divulgam no Dia Mundial sem Tabaco, resultados da Pesquisa de Avaliação de Controle do Tabaco no Brasil, iniciativa coordenada mundialmente pela Universidade de Waterloo, do Canadá. Comparando dados de 2009 e 2012, o estudo mostra que a crescente restrição da publicidade dos produtos de tabaco nos últimos anos reduziu a percepção de estímulos para o uso desses produtos entre fumantes e não fumantes brasileiros.

Mesmo assim, o nível de percepção ainda é expressivo: quase 1/4 dos fumantes e dos não fumantes notaram elementos que estimulam a fumar. Essa percepção é ainda maior no grupo entre 18 e 24 anos. O motivo? Em 2000, uma lei federal restringiu as propagandas de cigarros e similares nos pontos de venda (PDVs), por meio de painéis, pôsteres ou cartazes — o que é um grande avanço.

Por seu lado, os fabricantes intensificaram os esforços para dar visibilidade aos produtos nesses estabelecimentos, que se multiplicaram em quiosques, lojas de conveniência e bancas de jornais. Embalagens chamativas (e belíssimas) ganharam o status de peça de propaganda, com posicionamento diferenciado nesses locais. E a publicidade de marcas de cigarros em eventos musicais, de moda e festivais aumentou, mesmo depois de proibidas por lei.

Em dezembro de 2011, a Lei nº 12.546 proibiu a propaganda de produtos de tabaco também nos PDVs, permitindo apenas a exibição das embalagens acompanhada de advertências sanitárias. Em contrapartida, a medida ainda é desrespeitada em grande parte dos estabelecimentos do país. Artigo publicado no boletim PLOS Medicine apontou que, no Brasil, a queda de 50% na prevalência de fumantes entre 1989 e 2010 evitou 420 mil mortes e que 14% dessa redução resultou da proibição de estratégias de marketing de produtos do tabaco. Também apontou que o tabagismo poderia ser reduzido ainda mais, caso o Brasil proibisse todos os tipos de propaganda.

O que falta?

Além do cumprimento da proibição da propaganda de produtos de tabaco nos PDVs, são necessárias medidas que impeçam que produtos altamente tóxicos e cancerígenos sejam vendidos em embalagens atraentes e exibidos como se fossem doces ou chicletes. Alguns certamente vão recorrer ao usual argumento de que medidas desse tipo ferem o princípio da liberdade de expressão. Tentam confundir liberdade de expressão de ideias, de crenças e de posições políticas com liberdade para atribuir de forma enganosa qualidades positivas a um produto que causa dependência e mata, pelo menos, metade dos consumidores.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Simpósio de Psicologia propõe reflexões sobre o LUTO.

 
Nos dias 19 e 20 de abril, o Instituto de Ensino e Pesquisa HCor realizará o XVII Simpósio de Psicologia do Hospital do Coração, organizado a partir do tema: “Refletindo sobre a complexidade do LUTO: Questões fundamentais”.

Estão confirmadas as participações de diversos especialistas nas áreas Saúde e Saúde Mental, que debaterão temas como: “Trabalhando o luto na escola”, “Atitudes diante da perda”, “Comunicação de más notícias (comunicação da fase curativa para paliativa)”, “A morte como parte da vida” e “Rompimento de vínculos afetivos: luto normal e complicado”, entre outros, em formato conferência e mesa redonda.

Convidado para participar na mesa redonda que abordará o tema “Luto em urgências e emergências: grandes tragédias”, o psiquiatra psicoterapeuta José Toufic Thomé, presidente da unidade Brasil da Rede Ecobioética, afirmou que está aumentando o interesse da sociedade sobre como oferecer apoio especializado às pessoas e comunidades submetidas em situações extremas e de perda. “Recentemente eu participei do Congresso Internacional sobre Consequências Psicossociais em Crises e Desastres, organizado pela Associação Mundial de Psiquiatria, em Athenas, e a atenção dos profissionais da classe médica e ligados à gestão pública, com relação aos impactos emocionais sobre as populações expostas em situações de desastres, aos poucos, ganha maior espaço de reflexão e planejamento para ações efetivas de apoio”, afirmou o psiquiatra. “Acredito que o tema escolhido para essa edição do Simpósio do HCor é muito oportuno, em contexto internacional e nacional. Pois infelizmente, as tragédias tem se repetido também aqui no Brasil”, finalizou o Dr. Thomé.


Para mais informações sobre o evento:

Tel.: (11) 3053 6611 – e-mail: cetes@hcor.com.br

Ou no portal HCor e na página exclusiva do XVII Simpósio de Psicologia.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Programa de cooperação da ONU com países africanos lança campanha global para escolher logomarca

Na primeira semana de abril, um programa da ONU de cooperação com a África inspirado por uma iniciativa brasileira — o PAA África — lançou uma campanha aberta para a escolha de uma nova logomarca para compor a identidade visual do projeto.

Estabelecido em 2012, o PAA África — Purchase from Africans for Africa, em tradução livre ‘Comprar dos africanos para a África’ — é uma iniciativa do Governo do Brasil em parceria com o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Reino Unido para promover segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar em 5 países africanos.

Inspirado pela experiência positiva do Programa de Aquisição de Alimentos do Brasil, o programa já tem cinco projetos piloto de compras locais da agricultura familiar para alimentação escolar em curso — na Etiópia, no Malauí, no Níger, no Senegal e em Moçambique.

A participação é livre e os candidatos podem baixar o regulamento e a ficha de inscrição AQUI.

Para participar, basta mandar um design original para a logomarca do projeto junto com a ficha de inscrição preenchida para o endereço eletrônico: info@paa-africa.org até o dia 10 de maio de 2013.

O desenho escolhido fará parte de todas as comunicações oficiais do PAA África e das organizações parceiras na ONU e no Governo brasileiro. O trabalho vencedor e seus respectivos autores receberão amplo reconhecimento como parceiros na luta pelo combate à insegurança alimentar na África, com seu perfil publicado no site do PAA África.

O vencedor também receberá um certificado reconhecendo sua contribuição vencedora e um kit exclusivo do PAA África.

O anúncio do vencedor está previsto para o dia 22 de maio de 2013, durante o Fórum Global sobre Nutrição Infantil 2013, evento coorganizado pelo Centro de Excelência contra a Fome do PMA, que acontecerá na Praia do Forte, Bahia. O evento discute formas de construir programas nacionais de alimentação escolar sustentáveis, um elemento chave na concepção e execução do PAA África.

O PMA é a maior agência humanitária do mundo lutando contra a fome em diferentes países. A cada ano, o PMA alimenta em média mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países.
 
 

28 anos sem Cora Coralina.



Cora Coralina (20/08/1889 – 10/04/1985), é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, poetisa e contista brasileira. Reconhecida entre as principais escritoras do país, Cora Coralina teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, quando tinha quase 76 anos de idade.

Hoje, completam-se 28 anos que Cora parou de traduzir em palavras, sentimentos tão íntimos a todos nós.

terça-feira, 9 de abril de 2013

II Simpósio Internacional de Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais / I Encontro da REATAA

Foram divulgadas as primeiras informações sobre o II Simpósio Internacional de Atividade, Terapia e Educação Assistia por Animais (II SINTAA) e I Encontro da REATAA, que acontecerá de 25 a 27 de outubro de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, RJ.
 
O II SINTAA será organizado pela Pós-Graduação Geral em Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFF e terá como tema principal: "O Papel dos Animais no Cuidado Integral em Saúde".
 
Os organizadores se comprometeram a divulgar mais informações em breve e já há um site oficial do evento.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Opinião: energia e Sustentabilidade

A energia elétrica sustentável

A posta mais segura no futuro energético é a necessidade de fontes energéticas de baixo carbono. Cerca de 80% da energia primária consumida hoje no mundo é à base de carbono: carvão, petróleo e gás. Teremos de mudar para uma energia sem carbono - ou de baixo carbono - até meados do século. As grandes interrogações: como e quando.

A energia primária de baixa emissão de carbono envolve três opções: energia renovável, entre as quais a eólica, a solar, a geotérmica, a hidrelétrica e a gerada pelo aproveitamento da biomassa; a energia nuclear; e captura e sequestro de carbono, o que significa usar combustíveis fósseis para criar energia, mas aprisionar as emissões de CO2 resultantes e armazenar o carbono em segurança no subsolo.

Há três razões incontornáveis para o mundo fazer a mudança para uma energia de baixo carbono. Em primeiro lugar, a elevação dos níveis de CO2 está acidificando os mares da Terra. Se mantivermos nossos velhos hábitos, acabaremos destruindo uma enorme parte da vida marinha, o que comprometerá severamente as cadeias alimentares das quais dependemos.

Muitos, sem dúvida, discutirão qual das alternativas é mais inteligente: a aposta da França na energia elétrica de centrais nucleares ou a opção solar da Alemanha. Mas tudo indica que ambas as estratégias estão corretas.

Em segundo lugar, o CO2 está mudando perigosamente o clima do mundo, por mais que os interesses dos grandes conglomerados do petróleo tentem nos convencer do contrário.

Em terceiro lugar, estamos diante da alta significativa dos preços dos combustíveis fósseis, num momento em que o crescimento dos países em desenvolvimento eleva a demanda e se esgotam as fontes convencionais de carvão, petróleo e gás. Podemos, seguramente, encontrar mais combustíveis fósseis, mas a um custo muito mais alto e com um risco ambiental muito maior, decorrente de contaminações industriais, resíduos, vazamentos e outros estragos.

Mesmo a tão apregoada revolução do gás de xisto é, em grande medida, um excesso de alarde publicitário - semelhante às corridas do ouro e às bolhas das ações do passado. As reservas de gás de xisto se esgotam muito mais rapidamente do que os campos convencionais. E são ambientalmente sujas, para piorar.

Os Estados Unidos desenvolveram muitas novas tecnologias energéticas de baixo carbono, mas outros países mostram-se atualmente muito mais determinados, prescientes e decididos em canalizar essas tecnologias para o uso em grande escala. Politicamente, os EUA ainda são a terra dos grandes conglomerados do petróleo. Os americanos são bombardeados pela mídia que minimiza a mudança climática, enquanto países muito mais pobres em combustíveis fósseis já estão fazendo a transição necessária para um futuro de baixo carbono.

Dois países europeus vizinhos, a Alemanha e a França, estão mostrando o caminho alternativo para um futuro de baixo carbono. A Alemanha está levando à frente a "Energiewende", ou transição para a energia sustentável - um esforço notável para atender toda a demanda energética do país com energia renovável, principalmente a solar e a eólica. Por seu lado, a França recorre intensamente à energia elétrica nuclear de baixo carbono, e está migrando rapidamente para veículos elétricos, como o pioneiro Leaf, da Renault-Nissan.

Desses dois enfoques, o da Alemanha é uma aposta mais ousada. Depois do desastre nuclear do Japão em Fukushima, a Alemanha resolveu fechar todo o seu setor nuclear de geração de energia elétrica e mudar totalmente para uma estratégia baseada em maior eficiência energética (menor utilização de energia por unidade de renda nacional) e em fontes renováveis. Não há, na verdade, uma receita clara para operar uma enorme transformação energética desse porte, e a Alemanha, quase certamente, precisará depender de uma rede elétrica pan-europeia para distribuir energia limpa, e poderá acabar recorrendo também à energia elétrica solar importada do norte da África e Oriente Médio.

A aposta da França nas centrais elétricas nucleares é uma opção menos arrojada. Afinal, a maior parte da energia elétrica francesa provém há anos das centrais nucleares. E, embora o sentimento antinuclear seja muito forte na Europa - e, cada vez mais, até mesmo na França -, a energia elétrica gerada em centrais nucleares continuará fazendo parte da cesta energética mundial por várias décadas, simplesmente porque boa parte da Ásia (incluindo China, Índia, Coreia do Sul e Japão) continuará sendo sua grande usuária.

O fundamental é que a França e a Alemanha, e muitos outros países europeus - entre os quais os países escandinavos, com seu considerável potencial eólico e hidrelétrico - estão reconhecendo que o mundo como um todo terá de abandonar o modelo energético baseado em combustíveis fósseis. Esse é o prognóstico certo.

Muitos, sem dúvida, discutirão qual das alternativas - a aposta da França na energia elétrica de centrais nucleares ou a opção solar da Alemanha - é mais inteligente.

Mas tudo indica que ambas as estratégias estão corretas. A maior parte dos estudos mostra que a descarbonização profunda da economia mundial entre os dias atuais e meados do século, um horizonte temporal curto, determinado por realidades ambientais, exigirá que todas as alternativas de baixo carbono - entre as quais a maior eficiência e os renováveis - tenham sua escala enormemente ampliada.

Uma das maiores prioridades da nova Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, que eu dirijo representando o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, será traçar caminhos alternativos em favor de uma economia de baixo carbono, levando em consideração as especificidades dos países de todo o mundo. Países diferentes escolherão estratégias diferentes, mas precisaremos todos chegar ao mesmo lugar: um novo modelo energético sustentado por fontes de baixo carbono, eletrificação de veículos e prédios e cidades inteligentes e eficientes.

Os pioneiros nessa mudança talvez paguem atualmente um preço ligeiramente mais elevado por essas estratégias, mas eles e o mundo colherão benefícios econômicos e ambientais de longo prazo. Ao abraçar tecnologias verdadeiramente sustentáveis, a França, a Alemanha e outros países estão criando o sistema energético que sustentará cada vez mais a economia mundial por todo este século.

Autor: Jeffrey D. Sachs
(professor de desenvolvimento sustentável, de política e gestão de saúde e diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. É também assessor especial do secretário-geral da ONU sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio)
Comentário publicado no jornal Valor Econômico.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Faltam 1.000 dias para acabar o prazo de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Nesta sexta-feira, 5 de abril, as Nações Unidas marcam um momento vital na história do maior e mais bem-sucedido esforço de combate à pobreza: faltam 1.000 dias para atingir a data prevista para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). Veja como o público pode participar.

Os oito ODMs foram criados no ano de 2000, quando os líderes mundiais se reuniram nas Nações Unidas e concordaram em reduzir pela metade a pobreza mundial e a fome, diminuir a mortalidade materna e infantil, lutar contra as doenças, melhorar o saneamento básico, oferecer educação para todos e ampliar as oportunidades para as meninas e mulheres.

Alguns dos ODMs foram atingidos globalmente. A redução das taxas de pobreza pela metade foi alcançada e, nos últimos 12 anos, 600 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. A meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso a água potável foi cumprida, assim como a meta de melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de moradores de favelas.

No Brasil, muitos dos ODMs também foram cumpridos. A meta de reduzir a fome e a pobreza extrema foi alcançada pelo Brasil em 2002. Em 2007, a meta nacional de reduzir a porcentagem de pobres a um quarto da de 1990, apesar de mais ambiciosa, também foi cumprida e superada em 2008, afirma o Governo. E o País é referência mundial no combate ao HIV/Aids.

No entanto, para que este sucesso continue e se acelere, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pedirá à comunidade internacional que aumente os investimentos direcionados a saúde, educação, energia e saneamento; capacite mulheres e meninas; tenha foco nas pessoas mais vulneráveis; e mantenha os compromissos de ajuda.

“Os ODMs têm provado que objetivos de desenvolvimento globais focados podem fazer uma profunda diferença”, disse Ban. “O sucesso nos próximos 1.000 dias não só irá melhorar a vida de milhões, mas nos ajudará a planejar além de 2015 e enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável.”




Participe.

A mídia social vai desempenhar um papel importante na comemoração do marco. Nesta sexta-feira, 5 de abril, a ONU e diversos parceiros promoverão 1.000 minutos consecutivos de engajamento digital através da hashtag #MDGmomentum no Twitter para unir o mundo e redobrar esforços para atingir os oito Objetivos, à medida que o ano de 2015 se aproxima.

Pessoas de todo o mundo estão convidadas a participar da mobilização nas redes sociais entre sexta-feira, 5 de abril, às 9h, até 2h de sábado, 6 de abril (horário de Brasília).

Ações nas redes sociais no Brasil

No Brasil, a ONU promoverá ações no Facebook e Twitter em que o público será o principal colaborador.

De hoje (5) até o dia 12 de abril, qualquer pessoa poderá mandar por mensagem (pelo Facebook) ou pela hashtag #Pos2015 (pelo Twitter, além da #MDGmomentum) uma foto ou vídeo (de até 1 minuto) que represente as melhorias e desafios na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em suas comunidades e áreas de atuação.

A equipe de comunicação da ONU selecionará de uma a duas mensagens por dia e publicará em seus perfis oficiais: www.facebook.com/ONUBrasil e www.twitter.com/ONUBrasil

Envie agora mesmo por meio destas redes, até o prazo final do dia 12, sua foto ou vídeo, indicando assim que você deseja que este conteúdo seja disponibilizado nos perfis da ONU e contribuindo para o aumento da conscientização sobre o tema. Saiba mais sobre os oito ODMS em www.pnud.org.br/ODM.aspx

Conheça todas as iniciativas que estão sendo organizadas no site www.un.org/millenniumgoals ou, em português, em www.onu.org.br/1000dias

terça-feira, 5 de março de 2013

90% dos assassinatos de jornalistas ficam impunes, alerta ONU


Em uma mensagem em vídeo para a campanha global “Dia Sem Notícias” (Day Without News), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou sobre a importância do jornalismo e da proteção da liberdade de expressão, expressando preocupação com a violência crescente contra a imprensa e impunidade na resolução dos crimes.

“Um dia sem notícias pode parecer algo impensável neste mundo conectado e globalizado. No entanto, todos os dias, as vozes das notícias estão sendo silenciadas”, disse Ban.

Segundo o Secretário-Geral da ONU, um jornalista é morto a cada semana, e nove a cada dez desses casos ficam impunes.

A chefe da agência da ONU encarregada de promover e proteger a liberdade de expressão e de imprensa, Irina Bokova, condenou um recorde de 121 assassinatos de jornalistas, profissionais de mídia e jornalistas comunitários ano passado.

Como parte de um esforço para combater essa violência, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com sede em Paris, lançou o Plano de Ação da ONU sobre a segurança dos jornalistas e a questão da impunidade. (acesse aqui)

O objetivo, disse Ban, é simples: “Garantir que cada jornalista possa fazer o seu trabalho em segurança”.

Todos os anos, no dia 3 de maio, a ONU lembra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – uma oportunidade de falar sobre a segurança dos jornalistas e o combate à impunidade, inclusive no mundo digital.

O vídeo do Secretário-Geral está hospedado no site adaywithoutnews.com. A campanha “Dia Sem Notícias” surgiu durante um painel de discussão com jornalistas na sede da ONU e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre as condições hostis e perigosas na qual muitos repórteres e fotógrafos trabalham em todo o mundo.

O dia é lembrado simbolicamente em 22 de fevereiro – o aniversário dos assassinatos em 2012 da correspondente do ‘Sunday Times’, Marie Colvin, e do fotógrafo freelance Remi Ochlik, ambos em Homs, na Síria. Ninguém foi responsabilizado por suas mortes.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Congresso da WFMH

Em 2013, o Congresso Mundial de Saúde Mental da Federação Mundial de Saúde Mental (WFMH na sigla em inglês) se realizará em Buenos Aires, Argentina, de 25 a 28 de agosto de 2013.

O congresso será organizado pela Associação Argentina de Saúde Mental (AASM), membro com direito a voto da WFMH.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Padilha: diga NÃO à internação compulsória de usuários de crack

Por que isto é importante

A internação compulsória em massa tem sido apresentada como uma solução para os problemas decorrentes do consumo abusivo de crack. A opção por essa política não encontra amparo na literatura da saúde e é uma afronta aos direitos constitucionais. O Ministro da Saúde ainda não se posicionou claramente sobre isso.

Em seu discurso de posse, em janeiro de 2011, o Ministro Alexandre Padilha afirmou que o combate ao crack não poderia fazer com que as pessoas perdessem sua autonomia e o contato com o espaço social. Até agora, apesar de declarações de técnicos do Ministério da Saúde contra as políticas de internação compulsória, o ministro Padilha ainda não manifestou com suficiente clareza a sua posição em relação a este assunto.

Quando perguntado sobre internação compulsória, o Ministro tem respondido que a lei prevê a internação involuntária. A internação involuntária de usuários problemáticos de substâncias pode ser eventualmente necessária, mas é excepcional e decidida caso a caso, por equipes de saúde. A internação compulsória só pode ser definida pela Justiça, e, portanto, exige o exame individualizado e respeito aos trâmites do Poder Judiciário. Ela não pode, portanto, ser uma política de aplicação genérica ou, pior, ser feita em massa, sob determinação exclusiva do Poder Executivo.

O próprio Ministério da Saúde – por meio da Área Técnica de Saúde Mental – tem oferecido alternativas de financiamento para a implementação de ações em rede que levam em consideração os direitos e as complexas demandas de saúde dos cidadãos que fazem uso problemático de crack. Ao não se manifestar claramente contra a internação compulsória em massa, o ministro nos leva a supor que sofre pressões estranhas aos consensos técnicos e ao ordenamento jurídico que devem sustentar as decisões na área da saúde.

Em nome de seu compromisso com a Saúde e a Justiça, solicitamos ao Ministro da Saúde que sustente claramente sua posição histórica contra a internação compulsória como política pública, pois, caso contrário, sinalizará um perigoso apoio a práticas higienistas, obscuras, inefetivas, discriminatórias e, notadamente, ilegais.

Se você concorda que esse posicionamento é importante, ajude-nos a deixar isso claro para o Ministro, assinando e divulgando esta petição.

Instituições Apoiadoras

• Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos (FNDDH)
• Conselho Federal de Psicologia (CFP)
• Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME)
• Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (ABESUP)
• Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)
• Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES)
• International Center for Ethnobotanical Education, Research and Service (ICEERS)
• Conselho Regional de Psicologia - 6ª Região (SP)
• Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos - RJ (FEDDH-RJ)
• Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro (ATOERJ)
• Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo
• Núcleos Sorocaba, Assis, Cuesta e Sobral da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)
• Associação Amazonense do Campo de Atenção Psicossocial Chico Inácio (AM)
• Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP)
• Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) - SP
• Coletivo Princípio Ativo - RS
• Instituto Plantando Consciência
• Grupo Tortura Nunca Mais - RJ
• Movimento “Respeito é BOM e eu gosto!” - RJ
• Centro de Convivência ‘É de Lei’
• Centro de Estudos e Pesquisas Aníbal Silveira (CEPAS-SP)
• Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI-RJ)
• Centro Regional de Referência em Educação na Atenção ao Usuário de Drogas de Sorocaba - SP
• CONCIES - Grupo Coletivo de Discussão e Trabalho em Saúde Mental - MS
• Coletivo (En)Cena (ULBRA/TO)
• Grupo Babel – Saúde Mental na Atenção Primária - RJ/SP/RS/CE
• Grupo de Pesquisa Ciência, Cuidado e Saúde (UFF-Volta Redonda-RJ)
• Grupo de Pesquisa de Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces (UNICAMP)
• Grupo de Pesquisa Política de Drogas e Direitos Humanos (FND/UFRJ)
• Grupo de Pesquisa Saúde Mental e Sociedade (UFSCar)
• Laboratório Interdisciplinar de Estudos sobre Cultura e Diversidade (UNICENTRO - PR)
• Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS - IMS/UERJ)
• NEPS - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (UERJ)
• Paralaxe: Grupo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Intervenções em Psicologia Social Crítica (UFC)
• Projeto Transversões – Projeto Integrado de Pesquisa e Extensão “Saúde mental, desinstitucionalização e abordagens psicossociais” (UFRJ)
Unidade Brasil da Rede Ibero-americana de Ecobioética / Cátedra UNESCO de Bioética.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

agenda: Conferência Mundial da Cátedra UNESCO de Bioética



9ª Conferência Mundial da Cátedra UNESCO de Bioética.
- Bioética, Ética Médica e Direito em Saúde, para o século XXI -

Royal Continental Congress Center • Nápoles – Itália
Dias 19, 20 e 21 de novembro de 2013.


A Cátedra UNESCO de Bioética e a Unidade Brasil da Rede Ibero-americana de Ecobioética estimam a sua presença como interlocutor na 9ª Conferência Mundial da entidade.

Assim como aconteceu em 2009, 2010 e 2012, esta 9ª edição do evento será organizada para oferecer ampla e singular oportunidade de intercâmbio, troca de informações e conhecimentos, através de debates, palestras, oficinas e exposição de programas e informações estatísticas sobre os principais temas/eixos de reflexão e atuação das redes interligadas à Cátedra UNESCO de Bioética.

Eixos de pesquisa e reflexão
• Bioética e Direito • Eco-bioética • Ética e Direito em Odontologia • Ética e Direito Ambiental • Ética e Religiões • Ética e Ciências Sociais • Imigração e Bioética • Ética Médica e Direito • Comitês de Ética • Bioética e Direito de Saúde • Psicoterapia, Linguagem e Bioética • Meta-ética • Enfermagem Ética e Direito • Farmácia Ética e Direito • Ética Filosófica • Risco Profissional e Bioética • Psiquiatria e Bioética • Reabilitação e Bioética • Ciência e Bioética • Pesquisa e Bioética • Cirurgia e Bioética • Ética Tecnológica e Direito • Jovens e Bioética • Atividades Voluntárias e Bioética • Bio-política e Ética.

Público alvo
• profissionais em Bioética • filósofos • pesquisadores • escritores • membros de comissões de ética • médicos • enfermeiras • assistentes sociais • psicólogos • psiquiatras • fonoaudiólogos • profissionais especializados em medicina legal • advogados • juízes • professores • educadores • reitores, decanos e administradores de universidades e institutos • gestores hospitalares • professores e estudantes de medicina, enfermagem, ética, filosofia, psicologia e direito • membros de organizações profissionais, culturais e de voluntariado • profissionais do setor público.

Inscreva-se como conferencista e/ou como *expositor no Programa Científico Oficial da conferência, e venha compartilhar conosco as suas ideias e projetos.

A Unidade Brasil da Rede Ibero-americana de Ecobioética está organizando uma alternativa para viagem em grupo (pacote econômico). Os interessados devem solicitar mais informações através do endereço eletrônico: atendimento@ecobioetica.com.br.

*ATENÇÃO!
Os profissionais que desejarem expor no programa científico da 9ª Conferência Mundial da Cátedra UNESCO de Bioética, devem apresentar a sinopse dos seus projetos, juntamente com breve currículo, diretamente à Comissão Organizadora da conferência, através do endereço eletrônico: seminars@isas.co.il

As sinopses devem contemplar algum dos temas listados no programa, e conter: título, apresentação com cerca de 250 palavras, nomes dos autores e locais de trabalho, currículos e informações de contato, incluindo: endereço postal e eletrônico, número de telefone.

O prazo de envio dos projetos inscritos para apresentação oral e pôster é 15 de março de 2013.

Acesse o manual (arquivo “.PDF”) com as primeiras informações AQUI.

Organização compartilhada por:
Comitê “Carlo Romano” de Ética para Atividades Biomédicas
Escritório Internacional de Pesquisa em Bioética da Universidade Federico II de Nápoles
Centro Europeu de Bioética e Qualidade de Vida – Unid. Itália da Cátedra UNESCO de Bioética