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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Programa de cooperação da ONU com países africanos lança campanha global para escolher logomarca

Na primeira semana de abril, um programa da ONU de cooperação com a África inspirado por uma iniciativa brasileira — o PAA África — lançou uma campanha aberta para a escolha de uma nova logomarca para compor a identidade visual do projeto.

Estabelecido em 2012, o PAA África — Purchase from Africans for Africa, em tradução livre ‘Comprar dos africanos para a África’ — é uma iniciativa do Governo do Brasil em parceria com o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Reino Unido para promover segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar em 5 países africanos.

Inspirado pela experiência positiva do Programa de Aquisição de Alimentos do Brasil, o programa já tem cinco projetos piloto de compras locais da agricultura familiar para alimentação escolar em curso — na Etiópia, no Malauí, no Níger, no Senegal e em Moçambique.

A participação é livre e os candidatos podem baixar o regulamento e a ficha de inscrição AQUI.

Para participar, basta mandar um design original para a logomarca do projeto junto com a ficha de inscrição preenchida para o endereço eletrônico: info@paa-africa.org até o dia 10 de maio de 2013.

O desenho escolhido fará parte de todas as comunicações oficiais do PAA África e das organizações parceiras na ONU e no Governo brasileiro. O trabalho vencedor e seus respectivos autores receberão amplo reconhecimento como parceiros na luta pelo combate à insegurança alimentar na África, com seu perfil publicado no site do PAA África.

O vencedor também receberá um certificado reconhecendo sua contribuição vencedora e um kit exclusivo do PAA África.

O anúncio do vencedor está previsto para o dia 22 de maio de 2013, durante o Fórum Global sobre Nutrição Infantil 2013, evento coorganizado pelo Centro de Excelência contra a Fome do PMA, que acontecerá na Praia do Forte, Bahia. O evento discute formas de construir programas nacionais de alimentação escolar sustentáveis, um elemento chave na concepção e execução do PAA África.

O PMA é a maior agência humanitária do mundo lutando contra a fome em diferentes países. A cada ano, o PMA alimenta em média mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países.
 
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Entenda as crises (Síria e Mali)

O conflito na Síria continua causando sofrimento humano e destruição imensuráveis. Dados compilados pelo escritório de direitos humanos da ONU indicam que mais de 60 mil pessoas foram mortas desde março de 2011, quando começou o levante contra o Presidente Bashar al-Assad.

A estimativa é que mais de quatro milhões de pessoas necessitem de assistência humanitária urgente. Até o começo de janeiro, o número de refugiados sírios no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia já superava os 600 mil.

No Mali – um vasto país encravado na região do Sahel – a situação política, social e de segurança é volátil, após um golpe de Estado em março de 2012 e que grupos armados tomaram três regiões no norte do país. Isto causou movimentos populacionais dentro do Mali e também para países vizinhos.

A nação é a 175º colocada entre 187 países avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e cerca de 69% da população vive abaixo da linha de pobreza. Além disso, mais de um quinto das crianças em idade escolar não frequentam aulas: três quartos das quais são meninas.

Criança aguarda, curiosa, para ser registrada em um centro em Al Beereh (Líbano)
(ACNUR / S.Malkawi)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ONU vai levar alimentos para 2,5 milhões de pessoas na Síria

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) vai levar ajuda a 2,5 milhões de pessoas no interior da Síria, um milhão a mais do que auxilia atualmente, agora que o Governo ampliou a lista de parceiros locais com os quais a agência pode trabalhar. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pela Diretora Executiva do PMA, Ertharin Cousin, em Genebra, na Suíça. “Estamos satisfeitos que o Governo nos deu a oportunidade de expandir nossos parceiros.”

O Governo sírio enviou na semana passada uma lista ao PMA com mais 110 organizações não governamentais. A agência avaliou a capacidade operacional de cada uma delas e identificou 44 em condições de ampliar as ações do PMA para alcançar mais um milhão de pessoas.

Estima-se que o número de pessoas que necessitam de assistência humanitária na Síria quadruplicou entre março e dezembro de 2012, chegando a quatro milhões. O plano humanitário da ONU prevê que até um milhão de refugiados sírios precisarão de ajuda no primeiro semestre de 2013 – a maioria deles na Jordânia, Iraque, Líbano, Turquia e Egito.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Conselho de Segurança da ONU discute situação no Mali que já afeta cinco milhões de pessoas


Desde janeiro de 2012, o norte do Mali está sendo ocupado por radicais islâmicos e sofre com combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues, sendo este apenas um de vários problemas de segurança, políticos e humanitários da nação da África ocidental. De acordo com relatos da mídia, rebeldes islâmicos tomaram o controle da Konna – uma cidade de 50 mil habitantes – há cerca de 700 quilômetros a nordeste da capital, Bamako – na última quinta-feira, dia 3.

 Os novos confrontos no norte, bem como a proliferação de grupos armados na região, a seca e a instabilidade política que se seguiu a um golpe de Estado militar em março, deixaram centenas de milhares de civis deslocados. Mais de 400 mil pessoas foram forçadas a fugir do norte do país, e cinco milhões de pessoas já foram afetadas pelo conflito.

Para discutir estes problemas e alertar a comunidade sobre a urgência da situação no país, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu (10) em Nova York e seus membros lembraram que as Resoluções 2056, 2071 e 2085 – que lidam com a situação no Mali – foram aprovadas sob o Capítulo VII da Carta da ONU, que prevê que o Conselho pode fazer uso da força em face de uma ameaça à paz ou agressão.

Com a Resolução 2085, aprovada em dezembro do ano passado, o Conselho autorizou a implantação da força militar internacional, a Missão de Suporte Internacional liderada pela África no Mali (AFISMA) por um período inicial de um ano. Durante a reunião, o Conselho também expressou sua determinação em prosseguir a implementação integral de suas resoluções sobre Mali, em particular a resolução 2085, em todas as suas dimensões: “Neste contexto, os membros do Conselho apelam a uma rápida implantação da AFISMA,” afirmaram.

Cem mil podem morrer e mais de um milhão se tornarão refugiados se conflito na Síria continuar, afirma ONU


Um relatório divulgado na última terça-feira (8) pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima que, se o conflito na Síria persistir, o número de refugiados chegará a 1,1 milhão em junho de 2013, quase o dobro da cifra atual de 597.240.

O Enviado Especial Conjunto da Liga Árabe e da ONU, Lakhdar Brahimi, também alerta que, com a situação se deteriorando, mais 100 mil pessoas podem morrer este ano. Até agora, de acordo com estimativas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), pelo menos 60 mil sírios já morreram desde que o levante contra o regime do Presidente Bashar al-Assad começou, em março de 2011, sendo a maioria destes mortos homens, cerca de 76%.

As crianças também estão sendo muito atingidas pela grave crise humanitária. Três em cada quatro crianças sírias no campo de refugiado Gaziantep Islahiye, na Turquia, perderam pelo menos um parente imediato no conflito. De acordo com um pesquisa feita no campo, metade das crianças sofria de alguma desordem depressiva e um terço delas tinha sintomas de estresse pós-traumático.

A segurança alimentar da Síria é outra preocupação. Em 2012, apenas 5% dos agricultores pesquisados conseguiu colher a safra completa no começo do verão. Cerca de 20% deles perderam toda a colheita por causa de dificuldades decorrentes do conflito.

A ONU e seus parceiros humanitários calculam que seja necessário um fundo de 1,5 bilhão de dólares para entregar a ajuda necessária a cerca de quatro milhões de pessoas dentro da Síria, incluindo os 400 mil refugiados palestinos que vivem no país, e aos refugiados sírios nos países vizinhos, como Líbano, Turquia, Jordânia, Iraque e o Norte da África. No ano passado, a apelo humanitário pedido à comunidade internacional só foi financiado em 55%, o que prejudicou setores básicos de ajuda, como educação, saúde, água e saneamento. Para mais informações ou para fazer doações, acesse o site do OCHA dedicado à crise na Síria.