Mostrando postagens com marcador Banco Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banco Mundial. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ONU destaca aumento do investimento estrangeiro entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) que entra e sai das economias emergentes dos BRICS — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – está aumentando sua influência global, de acordo “Monitor de Tendências do Investimento Global”.

O relatório, divulgado na segunda-feira (25/03) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), também destaca a crescente relação entre os BRICS e a África.

O estudo mostra que na última década, o IED mais do que triplicou nos BRICS, totalizando 263 bilhão de dólares em 2012. Este valor representa 20% dos fluxos de IED do mundo. Um aumento significativo desde 2000, quando era de apenas 6%.

Enquanto isso, o investimento dos BRICS em outros países subiu de 7 bilhões de dólares em 2000 para 126 bilhões em 2012, passando de 1% para 9%, com a China e a Rússia puxando os números.

No continente africano, os investimentos do bloco representaram 25% dos investimentos estrangeiros em 2012, especialmente nos setores industrial e de serviços. Apesar dos custos de trabalho na África serem próximos aos custos domésticos nos BRICS, a isenção de impostos nos países africanos e as medidas de tarifa zero da China para os países menos desenvolvidos explicam os investimentos.

O Brasil, por exemplo, expandiu seus negócios na nova indústria de etanol africana em países como Angola, Gana e Moçambique. A China é um dos países que investem em países menos desenvolvidos como o Sudão e Zâmbia. Uma empresa indiana adquiriu recentemente uma rede de telefonia móvel africana e os bancos russos estão se expandindo para países como Costa do Marfim e Nigéria.

“O aumento do IED na indústria, que tem consequências positivas para a criação de emprego e crescimento industrial, está se tornando uma faceta importante da cooperação econômica Sul-Sul”, ressalta o relatório, que prevê um aumento dessa tendência no futuro.

No entanto, a principal fatia do investimento externo do BRICS ainda está em economias desenvolvidas, com 34% de suas ações indo para a União Europeia. O relatório observa que esses investimentos são em grande parte impulsionados por motivos de procura de mercado, bem como fusões e aquisições transfronteiras.

O relatório foi publicado as vésperas da quinta Cúpula do BRICS, realizada nesta terça-feira (26) e quarta-feira (27), em Durban, África do Sul, e cujo tema é “BRICS e África: Parceria para o desenvolvimento, integração e industrialização”.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Banco Mundial: incêndios florestais na Amazônia podem dobrar até 2050 com Planeta 1,5°C mais quente

Em 2005, quando uma seca afetou a Amazônia, diversos rios secaram e pelo menos 20 municípios declararam estado de emergência. À época, 70 milhões de hectares de árvores (i) foram afetados.

O pior: as árvores não haviam se recuperado ainda quando uma segunda seca – mais grave do que a primeira – atingiu a floresta em 2010.

A intensidade e a frequência de secas como essas (e de tempestades na Amazônia também) podem aumentar ainda neste século, segundo o estudo Turn Down the Heat – Why a 4ºC Warmer World Must be Avoided, do Banco Mundial.

O relatório (Diminuindo o Calor – Por que um Mundo 4º mais Quente Precisa ser Evitado, numa tradução livre) mostra que o planeta já está 0,8ºC mais quente do que nos tempos pré-industriais. O estudo ainda alerta que, com as atuais emissões de gases causadores de efeito estufa, o aquecimento global pode chegar a 4ºC antes de 2100.

Grande impacto

Entre as consequências, estão o aumento do nível dos oceanos e a ocorrência de temperaturas extremas em todo o mundo.

“O impacto na Amazônia seria enorme,” diz Erick Fernandes, consultor do Banco Mundial nas áreas de mudanças climáticas e gerenciamento de recursos naturais. “As secas de 2005 e 2010 provam que a floresta não se recupera facilmente desse tipo de evento”, acrescenta ele, que é um dos autores do relatório.

Apenas com um aquecimento global de 1,5ºC ou 2ºC (acima dos níveis pré-industriais), os incêndios florestais já poderiam dobrar até 2050. Em um mundo 4ºC mais quente, os danos seriam ainda maiores – principalmente no Pará, em Rondônia e em Mato Grosso, os estados mais afetados pelo desmatamento.

“Se os incêndios se tornarem mais frequentes devido às mudanças climáticas, a biodiversidade (e) da Amazônia também correrá perigo”, diz Fernandes.

Calcula-se que, em todo o mundo, entre 20% e 30% das espécies conhecidas entrarão em risco de extinção caso a temperatura do planeta aumente de 2ºC a 3ºC.

Objetivos brasileiros

O aquecimento global, no entanto, pode ficar abaixo dos 2ºC se as emissões de gases causadores de efeito estufa forem reduzidas – e se mais providências forem tomadas para preservar ecossistemas como os da Amazônia.

Com um aquecimento de 4ºC, a área das florestas tropicais do mundo deve diminuir e chegar a apenas 25% do tamanho original. Em compensação, se o aumento for de 2ºC, ainda será possível preservar mais de 75% dessas terras, segundo o estudo.

No Brasil, iniciativas como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) têm um papel importante na manutenção dos ecossistemas locais.

“A floresta, quando intacta, resiste melhor às mudanças climáticas e se recupera mais facilmente de pragas e incêndios”, explica o consultor do Banco Mundial.

O governo brasileiro tem a meta de reduzir o desmatamento em 70% até 2017. Além disso, o país se comprometeu a diminuir as emissões de gases causadores de efeito estufa em 36% a 39% até 2020 (i) – e o Rio de Janeiro se destaca nesse trabalho.

Objetivos como esses são essenciais neste momento, segundo Fernandes: “Quanto mais puder ser feito para diminuir o efeito estufa, melhor”. Ele completa: “As consequências de um planeta 2ºC mais quente já são suficientemente dramáticas; precisamos agir agora”.

Informação divulgada no portal do Banco Mundial.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Entenda as crises (Síria e Mali)

O conflito na Síria continua causando sofrimento humano e destruição imensuráveis. Dados compilados pelo escritório de direitos humanos da ONU indicam que mais de 60 mil pessoas foram mortas desde março de 2011, quando começou o levante contra o Presidente Bashar al-Assad.

A estimativa é que mais de quatro milhões de pessoas necessitem de assistência humanitária urgente. Até o começo de janeiro, o número de refugiados sírios no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia já superava os 600 mil.

No Mali – um vasto país encravado na região do Sahel – a situação política, social e de segurança é volátil, após um golpe de Estado em março de 2012 e que grupos armados tomaram três regiões no norte do país. Isto causou movimentos populacionais dentro do Mali e também para países vizinhos.

A nação é a 175º colocada entre 187 países avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e cerca de 69% da população vive abaixo da linha de pobreza. Além disso, mais de um quinto das crianças em idade escolar não frequentam aulas: três quartos das quais são meninas.

Criança aguarda, curiosa, para ser registrada em um centro em Al Beereh (Líbano)
(ACNUR / S.Malkawi)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Recuperação de Lagoas do Norte, em Teresina, dá exemplo ao Brasil


A região de Lagoas do Norte, onde os rios Poti e Parnaíba se encontram, é conhecida entre os moradores como o lugar onde Teresina foi fundada, em 1852. Com o passar dos anos, no entanto, a área ganhou uma reputação bem menos nobre.

“Quem vivia e trabalhava aqui sofria preconceito porque a região estava acabada. Havia barracos, lixo e animais mortos à beira da lagoa. As enchentes eram um problema”, lembra o motorista Luiz Felipe da Costa, 48 anos.

Aproximadamente 100 mil pessoas vivem nessa região. Desse total, 65% ganham por volta de US$ 1,5 ao dia. “Cresci aqui porque meu pai era oleiro e me trazia desde que eu tinha 6 anos. Desde aquela época, as pessoas tiravam argila das lagoas para fazer tijolos. Hoje a gente sabe que esse é um recurso limitado”, ele completa.

Depois de anos de decadência, Lagoas do Norte renasceu por meio de uma parceria de quatro anos entre a prefeitura de Teresina, o governo federal e o Banco Mundial. A área ganhou infraestrutura de água e saneamento, um parque, ciclovias, ruas mais amplas e um teatro. Além disso, 400 famílias que moravam à beira das lagoas foram transferidas para um conjunto habitacional próximo.

“As águas estão bem menos poluídas, o parque virou ponto turístico e as famílias não têm mais medo de enchentes”, conta Vicente Moreira, coordenador do projeto na prefeitura da capital piauiense.

Esses avanços foram mostrados durante a Rio+20, em junho passado. No evento, o governo federal destacou o projeto “Melhorando a Governança Municipal e a Qualidade de Vida em Teresina” como um exemplo de crescimento verde e inclusivo.

O projeto foi financiado com US$ 31,1 milhões do Banco Mundial e US$ 13,3 milhões da prefeitura de Teresina.

Ambientes e carreiras sustentáveis

“Mudar a cara de Lagoas do Norte era uma prioridade municipal desde 2002, mas a prefeitura não tinha recursos suficientes”, diz a especialista em água e saneamento Lizmara Kirchner, do Banco Mundial.

“Uma particularidade desse projeto é que ele oferece uma alternativa aos antigos oleiros”, acrescenta. A retirada de argila das lagoas, além de causar danos ambientais ao local, provia sustento apenas durante quatro meses ao ano.

Por esse motivo, cursos profissionalizantes foram estruturados com base nas necessidades dessas pessoas. As aulas começarão em breve.

Uma vez que estejam formados, os antigos oleiros poderão trabalhar como cabeleireiros, pedreiros e eletricistas – carreiras tão sustentáveis quanto a comunidade em que eles vivem.

Informação divulgada através do portal do Banco Mundial.