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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Opinião: necessidades especiais e políticas públicas

A 'indústria' da deficiência

Assim como existe no Brasil, há muito tempo, a "indústria" da seca, também temos, há não tanto tempo, a igualmente criminosa "indústria" da deficiência. Assim como os "coronéis" da "indústria da seca" beneficiários das gordas verbas governamentais para compensar a falta de chuvas e dos votos fidelizados com a distribuição de migalhas de tais verbas em currais eleitorais, hoje também temos um "coronelato" equivalente tirando proveito das pessoas com deficiência.

As duas principais ações patrocinadas pela "indústria" da deficiência são a insistente proposta de um Estatuto da Pessoa com Deficiência (eles não desistem nunca!) e a manobra contra a educação inclusiva com a inserção do termo "preferencialmente" na orientação para matrícula escolar de crianças com deficiência na Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE).

Ora, se entre 1998 e 2010 aumentou de 13% para 69% o percentual de alunos com deficiência matriculados na rede de ensino regular, e, em sentido inverso, as matrículas em escolas especiais tiveram uma redução de 87% para 31%, em quê estão de olho os interessados na manutenção das escolas especiais separadas do ensino regular, senão nas verbas que deixarão de receber do governo e na preservação dos seus currais eleitorais mantidos na ignorância?

E quanto à proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência — que pelo simples fato de ser um instrumento de tutela excepcional ofende a dignidade humana da maioria das pessoas com deficiência, que têm na autonomia o principal elemento de elevação da auto-estima e na Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência seu documento legal emancipador, não aceitando ser subjugadas ao poder dos "coronéis" consolidado num "Estatuto do Coitadinho" —, o melhor destino é, obrigatoriamente, o lixo da história.

Ao contrário de crianças e idosos, que por suas condições específicas de dependência precisam de tutela excepcional, por que amputados, cegos, paraplégicos, paralisados cerebrais, surdos, tetraplégicos, autistas e demais deficientes intelectuais devém ser excluídos do exercício da cidadania plena? Em nome de um equivocado instrumento legal que é um fim em si mesmo e também alimenta a ignorância nos currais eleitorais?

As ideias que compõem a proposta de Estatuto e trabalham contra a educação inclusiva nascem e vivem nas sombras de interesses inconfessos, definhando e morrendo sob a luz da Convenção da ONU, e não podem vingar e promover o retrocesso até mesmo de um governo em que tal Convenção foi promulgada como emenda constitucional e que instituiu o Atendimento Educacional Especializado (AEE), o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência e o PNE.

"Educação é um direito inalienável e não se pode dispor dele" repete como um mantra a advogada Claudia Grabois — e "o único texto constitucional referente à educação das pessoas com deficiência é o texto da Convenção da ONU, que é claro ao adotar a educação inclusiva" sentencia a médica, professora, ativista por direitos iguais e cadeirante Izabel Maior. A elas eu me junto, quixotescamente investindo contra a poderosa "indústria" da deficiência.





Autor: Andrei Bastos
(jornalista e ativista dos direitos humanos, na mídia e na política.)
Artigo publicado no jornal O Globo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Charge: Programa Mais Médicos



A charge acima foi criada pelo artista Bruno, de São José dos Campos – SP.
Acesse o blog do BRUNO.
Entre em contato com o chargista através do e-mail: chargesbruno@yahoo.com.br

Opinião: Programa Mais Médicos

Na condição de médico com 36 anos exercendo a profissão com ética e dignidade, não admito que um cidadão incompetente, travestido de Ministro da Saúde e pau mandado de um governo sabidamente corrupto, venha a público chamar os médicos de xenófobos. Senhor Alexandre Padilha, talvez o seu grau de cultura não seja suficiente para saber o verdadeiro significado da palavra xenofobia, o que eu, com grande prazer lhe explico: o substantivo xenofobia significa medo irracional, aversão sistemática ou profunda antipatia em relação a estrangeiros.

A nossa classe profissional não tem medo de nada, ministro. Veja que até agora tem tido boa vontade, e acima de tudo coragem, suficientes para prestar assistência em uma saúde publica que, nos últimos 12 anos, exatamente depois que assumiu o poder esse partido ao qual o senhor é subserviente, tem atingido o mais alto grau de deterioração. Situação nem comparável aos países pobres da África, aqueles dirigidos há 30 anos pelos ditadores premiados com perdão de dívidas pela sua "presidenta".

Ministro o senhor não participa de congressos médicos, nem no Brasil nem no exterior, o senhor só participa, pelo menos nos últimos tempos, de reuniões nos porões do Planalto, visando através de uma política suja invadir o Palácio dos Bandeirantes pela porta dos fundos, e que para isso está usando inclusive a saúde para a prática de proselitismo político.

Saiba ministro, que os congressos médicos que o senhor desconhece mostram a união dos médicos ao redor do mundo. Independente de nacionalidade, a medicina é universal, excetuando-se Cuba, onde a "democracia" reinante, da qual o senhor é admirador, não permite a saída de profissionais, salvo quando na qualidade de escravos do regime, como está acontecendo agora, patrocinada pela súcia a qual o senhor pertence. Já aviso que não tenho medo de ameaças; estou respaldado em meus 36 anos de vida profissional, ética e moral, além de respeitar os princípios constitucionais. Tenho CRM (São Paulo) por favor anote 35.196.

Autor: Humberto de Luna Freire Filho
(médico)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

opinião: sexualidade

GAYS E HETEROSSEXUAIS INCURÁVEIS.

Apesar dos anos vividos, ainda me surpreendo com a estupidez humana.

Os crentes dizem que Deus houve por bem limitar-nos a inteligência, para impedir que bisbilhotássemos seus domínios. Se assim agiu, pena não lhe ter ocorrido impor limites para a burrice dos seres que criou à sua imagem e semelhança.

Um grupo de deputados reunidos na Comissão de Direitos Humanos, presidida por um evangélico sem nenhuma aparência de homem fervoroso, aprovou o projeto conhecido como “cura gay”, que assegura aos psicólogos o direito de aplicar métodos de tratamento destinados a transformar homo em heterossexuais, e de apregoar aos incautos a cura da homossexualidade, práticas condenadas pelo Conselho Federal de Psicologia e por todas as pessoas com um mínimo de discernimento.

Em todos os povos conhecidos, uma parcela de indivíduos em alguma fase da vida experimentou orgasmo, por meio da estimulação dos genitais realizada por uma pessoa do mesmo sexo.

A incidência da homossexualidade varia de acordo com o grupo social. Um estudo clássico dos anos 1950 mostrou que, em cerca de 60% das populações pesquisadas, o comportamento homossexual é aceito sem restrições. Na África, entre os povos Siwan, e no sudoeste do Pacífico, entre os melanésios, virtualmente todos os homens praticaram sexo com outros homens em algum estágio da vida.

As 40% restantes vivem em países nos quais a homossexualidade é objeto de tabu social. As nações industrializadas se enquadram nesse grupo minoritário.

Embora os dados nem sempre confirmem com exatidão, a homossexualidade masculina parece ser duas a três vezes mais prevalente do que a feminina, em todas as sociedades até hoje avaliadas.

A maioria esmagadora dos indivíduos que experimentam orgasmos com pessoas do mesmo sexo são bissexuais. No Ocidente, homossexualidade pura, caracterizada pela ausência de práticas sexuais com o sexo oposto durante a vida inteira, ocorre em apenas 1% da população.

Comportamento homossexual tem sido descrito em répteis, pássaros e mamíferos, animais que na evolução divergiram há mais de 100 milhões de anos. Uma parte dos machos e fêmeas de todas as espécies de aves estudadas tem relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo. Em muitas ocasiões, essas práticas terminam em orgasmo de apenas um ou dos dois parceiros.

Nos mamíferos, a maioria das relações homossexuais entre as fêmeas acontece quando uma parceira monta sobre a outra, comportamento já documentado em pelo menos 70 espécies: ratos, coelhos, martas, gado, carneiros, cavalos, antílopes, porcos, macacos, chimpanzés, bonobos, leões, etc.

Há mais de um século e meio, Charles Darwin nos ensinou que uma característica presente em diversas espécies distintas indica que foi herdada de um ancestral comum, portador do mesmo traço. Podemos garantir que o ancestral que deu origem aos vertebrados tinha dois globos oculares, característica herdada por todos os animais com esqueleto.

O paralelismo é óbvio, prezadíssimo leitor: se o comportamento homossexual está documentado em animais tão distintos quanto répteis, aves e mamíferos, é porque a homossexualidade é mais antiga do que a humanidade.

Certamente, já existiam hominídeos homo e bissexuais cinco a sete milhões de anos atrás, quando nossos ancestrais resolveram descer das árvores nas savanas da África. Está coberta de razão a sabedoria popular ao dizer que a homossexualidade é mais velha do que andar a pé.

Sempre houve e haverá mulheres e homens que desejam pessoas do mesmo sexo, porque essa é uma característica inerente à condição humana. Com persistência e determinação, eles podem controlar o comportamento sexual, mas o desejo não. O desejo é uma força da natureza mais íntima de cada um de nós; é água que corre montanha abaixo.

Os fatores genéticos e as interações sociais envolvidas no comportamento sexual são de tal complexidade, que só a ignorância crassa é capaz de propor simplificações.

Eu, que sempre coloquei em dúvida a masculinidade daqueles excessivamente preocupados ou ofendidos com a homossexualidade alheia, gostaria de saber em que porta de botequim os nobres deputados ouviram falar que o homossexual é um doente à espera de tratamento psicológico.


Autor: Dráuzio Varella.
(Médico oncologista, cientista e escritor).
Artigo divulgado através do site pessoal do médico.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Após agressão de homofóbicos, grupo cria projeto 'Homens de Salto'

Iniciativa visa fotografar homens em trajes masculinos, com sapato de salto.
Projeto começou após um bissexual de Cascavel, no PR, ser agredido.
 
 
Um grupo de homossexuais de Cascavel, no oeste do Paraná, criou um projeto chamado “Homens de Salto”. A iniciativa fotografa homens em trajes masculinos, usando sapatos de salto alto em locais públicos. As imagens devem fazer parte de uma exposição, de 7 a 28 de junho, na sala Verde da Biblioteca Pública e secretaria de Cultura da cidade.

A ideia surgiu após Maisson Dyeimes Portes, de 19 anos, sofrer dois ataques homofóbicos em um terminal de ônibus da cidade. As agressões, de acordo com o jovem, partiram de dois rapazes. Os fatos aconteceram em um intervalo de uma semana.

Ao G1, o idealizador do projeto e que também fotografa os jovens, Jeferson Kaiders, contou que a ideia de fazer a exposição com fotos de homens usando salto em lugares públicos da cidade partiu, justamente, pelas agressões terem ocorrido em um lugar de movimento. “É uma forma de mostrar que os espaços públicos são um espaço de direito de qualquer pessoa que queira usar e expressar como quiser. É direito porque todos somos cidadãos e todos nós pagamos impostos”, assegurou.

Kaiders revela que o grupo fez uma pesquisa e descobriu que os sapatos de salto eram usados inicialmente por homens e que, em 1630, as mulheres começaram a usar também. “Diante dessa pesquisa histórica a gente foi percebendo que o salto era um elemento primordialmente masculino”, complementou.
 
Jeferson Kaiders disse que muitos homens já começaram a enviar as fotos tiradas em lugares públicos, inclusive, pessoas de outros lugares do país. Contudo, apesar de o objetivo ser de levar o projeto por todo o Brasil, a exposição será apenas de fotos tiradas em Cascavel. “Vamos fazer uma discussão com relação ao preconceito. Do fato de a gente, muitas vezes, não perceber que as diversas culturas precisam ser respeitadas. Existem diversas pessoas que pensam de diversas formas e tem diversos gostos, e esses gostos precisam ser respeitados”, garantiu.

Usando sapatos com salto alto desde outubro de 2012, Maisson garante que não teve dificuldades para se equilibrar nas primeiras tentativas. “Eu comprei um simplesinho só para eu treinar. Coloquei e já andei normal. Eu acho que já nasci diva”, brincou.

Segundo ele, a primeira vez que ousou em sair com um sapato de salto foi para ir ao trabalho e garantiu que muitas pessoas olharam, mas não houve rejeição. “Mas o primeiro estouro, mesmo, foi quando eu fui a um casamento. Foi muito diferente, foi algo que eles [familiares] não esperavam. Foi quando eu mais me assumi para os parentes, familiares. (...) Eu sabia que iam olhar, iam criticar, mas não liguei porque eu estava gostando”, disse.

Maisson também brincou que é o mais difícil é encontrar sapatos no número 40, tamanho que usa. Quanto ao atendimento das vendedouras de calçados, garante que é “normal”. “Elas até acham estranho, mas atendem muito bem”, comentou.

Ao G1, ele disse que sempre gostou de usar sapatos com salto alto que é dá uma sensação de “poder”. “Quando você está em cima de um salto a autoestima, pelo menos para mim, vai lá em cima”, acrescentou. Ele garante que não recebe o apoio dos pais, mas que eles o respeitam. “Nenhuma mãe quer, né?”, argumenta.

Henquique Gonçalves de Assis não usa sapatos com salto no dia a dia. No entanto, segundo ele, abraçou a causa para tentar acabar com o preconceito. “As pessoas, nessas questões, têm uma mente muito primitiva. São acostumadas, desde criança, que azul é para meninos e rosa para meninas. Tem que largar um pouco dos estereótipos, ser mais mente aberta, conviver mais com todas as questões”, contou.

Apesar de usar o salto apenas para fotografar, ele garante que é “confortável e seguro”. “Você fica mais alto, fica mais poderoso. Dá para saber como uma mulher também se sente de salto”.

Informação divulgada através do portal G1.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Organização pede mudanças em maços de cigarro para proteger crianças

Uma organização não-governamental britânica que atua na prevenção e no tratamento do câncer lançou um apelo para que autoridades adotem mudanças no visual dos maços de cigarro para tornar o fumo menos atraente para crianças e adolescentes.

De acordo com a entidade Cancer Research UK, usar embalagens menos atraentes e com alertas de saúde é “vital” para proteger os menores dos males do cigarro.

A organização divulgou uma pesquisa anual que indica que 570 menores começam a fumar por dia na Grã-Bretanha. No total, cerca de 207 mil crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos fumaram pela primeira vez em 2011, 50 mil a mais do que em 2010.

Os números sugerem que cerca de 27% de todos os jovens abaixo de 16 anos na Grã-Bretanha experimentaram cigarro pelo menos uma vez, o equivalente a um milhão de crianças. Além disso, oito em cada dez fumantes adultos começaram antes dos 19 anos.

Sarah Woolnough, diretora-executiva de política e informação da Cancer Research UK, afirmou que medidas urgentes são necessárias para enfrentar o problema. "Substituir as embalagens atraentes, de cores brilhantes que atraem as crianças, por embalagens padronizadas que mostrem com destaque alertas de saúde é parte vital dos esforços para proteger a saúde (das crianças)."

"Reduzir o poder de atração dos cigarros por meio do uso de embalagens simples dará a milhões de crianças uma razão a menos para começar a fumar", acrescentou.

Vício

De acordo com a Cancer Research UK, os dados também sugerem que, à medida que ficam mais velhas, as crianças fumam mais.

Em 2010 a pesquisa descobriu que, entre crianças de 12 anos, nenhuma fumava regularmente, 1% fumava ocasionalmente e 2% disseram que não fumavam mais.

Mas, um ano depois, em 2011, ao pesquisar o mesmo grupo, agora com 13 anos de idade, 2% afirmaram que fumavam regularmente, 4% fumava ocasionalmente e 3% informaram que haviam parado de fumar.

Metade de todos os fumantes de longo prazo vai morrer devido a doenças relacionadas ao fumo, segundo a organização.

Pesquisas já mostraram que crianças acham as embalagens sem cores ou logotipos menos atraentes e, neste caso, há uma chance menor de serem enganadas pelas técnicas de propaganda voltadas para jovens, segundo a organização.

Em dezembro de 2012, a Austrália determinou a venda dos cigarros em caixas verdes, sem nenhum logotipo ou marca, apenas fotos com alertas de saúde.

Outro lado

A Associação dos Fabricantes de Cigarros britânica, afirmou que a porcentagem de crianças que fumam na Grã-Bretanha atingiu "o nível mais baixo: 5%".

"Não há prova plausível de que as propostas de embalagens padronizadas terão um impacto nos números de fumantes jovens, na verdade pode até aumentar o fumo entre jovens ao aumentar a disponibilidade de cigarros contrabandeados vendidos por criminosos em comunidades locais", acrescentou.

Simon Clark, do grupo de lobby britânico Forest, que atua contra a adoção de restrições contra o fumo, reforça a visão de que não há indícios conclusivos associando a aparência do maço a uma redução no número de menores que fumam.

“Os principais motivos que levam adolescentes a começar a fumar é a pressão dos colegas e a influência dos pais, não a embalagem”, disse.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Leading pediatricians' group backs same-sex marriage

The nation's most influential pediatrician's group has endorsed same-sex marriage, saying a stable relationship between parents regardless of sexual orientation contributes to a child's health and well-being.

The new policy of the American Academy of Pediatrics, published online Thursday, cites research showing that the parents' sexual orientation has no effect on a child's development. Kids fare just as well in same-sex or straight families when they are nurturing and financially and emotionally stable, the academy says.

Separately, a new national survey shows the nation's views on same-sex marriage are more favorable -- in large part because of a shift in attitudes among those who know someone who is gay or became more accepting as they got older of gays and lesbians.

The Pew Research Center poll also finds that a large group of younger adults who tend to be more open to gay rights is driving the numbers upward.

The issue has grabbed the national spotlight recently with the public embrace of same-sex marriage by Democrat Hillary Rodham Clinton and Republican Sen. Rob Portman of Ohio.

The pediatricians' academy says a two-parent marriage is best equipped to provide that kind of environment. The new policy says that if a child has two same-sex parents who choose to marry, "It is in the best interests of their children that legal and social institutions allow and support them to do so."

The policy cites reports indicating that almost 2 million U.S. children are being raised by same-sex parents, many of them in states that don't allow gays to marry.

Officials with the academy said they wanted to make its views known before two same-sex marriage cases are considered by the U.S. Supreme Court next week.

"We wanted that policy statement available for the justices to review," said Dr. Thomas McInerney, the academy's president and a pediatrician in Rochester, N.Y.

The pediatricians' stance is not surprising. They previously joined other national groups, including the American Medical Association, in supporting one of the Supreme Court cases that contends the Defense of Marriage Act is unconstitutional. The academy also previously supported adoption by same-sex parents.

The academy's statement notes that several other national health groups have supported same-sex marriage. Those are the American Academy of Family Physicians, the American Psychiatric Association, the American Psychological Association and the American College of Nursing.

Dr. Ben Siegel, a Boston pediatrician and chairman of an academy committee that developed the new policy, said its focus is on "nurturing children. We want what's best for children."

Commenting on the new national survey, the Pew center's director, Michael Dimock, says, "We've certainly seen the trend (in support of same-sex marriage) over the last ten years. But we're now really in a position to talk about the combination of generational change and personal change that have sort of brought the country to where it is today."

Overall, the poll finds 49 percent of Americans favor allowing gay men and lesbians to marry legally, and 44 percent opposed to the idea. That's more people now favoring same-sex marriage than opposing it. A decade ago, 58 percent opposed it and a third supported it.

The 49 percent who now support same-sex marriage includes 14 percent who say they have changed their minds.

Informação divulgada através do portal da rede de notícias CBS.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Jovens mais sensibilizados para a violência no namoro, mas apenas 9% apresentam queixa


Os jovens estão mais sensibilizados para a violência no namoro, mas ainda são poucos os que procuram ajuda e apenas nove por cento das vítimas apresentam queixa às autoridades, afirmou a investigadora Sónia Caridade.

"Constituindo a violência no namoro uma experiência pessoal caracterizada por sentimentos de vergonha, embaraço, a grande maioria dos jovens não procura ajuda", adiantou a autora de um estudo sobre este tema.

O medo de serem culpabilizados, de que o segredo não seja preservado, que os adultos os pressionem para terminar a relação, acharem que não vão ser ajudados, temerem punições parentais (muitas relações são proibidas pelos pais), faz com que os jovens não contem o que estão a passar.

Os seus "principais confidentes" costumam ser os amigos, mas, na grande maioria, "não reúnem condições" para dar o "devido apoio", ou porque também estão envolvidos em relações abusivas ou porque "legitimam um conjunto de crenças perpetuadoras do fenómeno", explicou a investigadora da Universidade do Minho, que falava a propósito do Dia dos Namorados.

Para despertar os jovens para esta problemática, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tem realizado campanhas que alertam para a importância de valorizar todos os atos de violência, comportamentos puníveis criminalmente.

"É fundamental investir na aproximação a estes jovens para os sensibilizar e promover neles uma postura de maior pró ação quando estas situações lhe chegam", disse Manuela Santos, da APAV.

A decisão de um jovem apresentar queixa ou expor esta experiência a um agente de autoridade "não é fácil de tomar", preferindo dirigir-se a uma instituição de apoio.

"A APAV recebe alguns pedidos de ajuda de jovens que partilham conosco as suas experiências de vitimação e nos pedem apoio e encaminhamento sobre o que podem fazer do ponto de vista legal", contou Manuela Santos, adiantando que essas solicitações têm vindo a crescer.

Para a investigadora Susana Lucas, do Instituto Piaget, as campanhas de prevenção têm contribuído para "mudar o paradigma" da violência no namoro ser "uma coisa encoberta e mostrar às pessoas que não estão sozinhas".

"Felizmente já começa a existir alguma procura [por parte dos jovens] das autoridades e das associações de apoio à vítima que depois os encaminha para os trâmites legais", disse Susana Lucas, adiantando que os maus-tratos começam por volta dos 13 anos.

O estudo nacional sobre a prevalência da violência do namoro envolveu 4.667 jovens com idades entre os 13 e os 29 anos, dos quais 25,4% relataram ter sido vítimas de, pelo menos, um ato abusivo no último ano e 30,6% admitiu ter sido agressor.

Em termos de vitimação, os comportamentos emocionalmente abusivos lideram (19,5%), seguindo-se os fisicamente abusivos (13.4%) e a violência física severa (7,6%).

A legitimação da violência surge "mais elevada" entre os participantes mais novos, com menor formação e rapazes, que são educados para "serem mais fortes, emocionalmente pouco expressivos, competitivos e dominadores face às suas parceiras".

Uma "cultura de prevenção", que envolva a promoção de relacionamentos saudáveis, a consciencialização dos jovens e modificação de comportamentos violentos é, para Sónia Caridade, a melhor forma de combater este fenómeno.

Para isso, defendeu, terá de haver uma "articulação concertada" entre os jovens, entidades e agentes educativos (pais, professores, funcionários), os pares e a comunidade.

Informação divulgada no portal SIC Notícias, de Portugal.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Crise global afeta mais meninas e mulheres, diz relatório

A crise econômica global afetou mais fortemente mulheres e meninas, segundo um relatório divulgado por organizações de direitos das crianças e de desenvolvimento.

Segundo o levantamento feito pelas organizações Plan International e Overseas Development Institute, o encolhimento econômico elevou a mortalidade infantil de meninas e levou mais mulheres a sofrer abusos ou a passar fome.

Segundo as ONGs, esse efeito poderia eliminar os ganhos conseguidos nos últimos anos para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU para erradicar a pobreza extrema e melhorar índices sociais até 2015.

"As melhorias ocorridas nos últimos cinco anos foram muito frágeis", disse o presidente-executivo da ONG de direitos das crianças Plan International, Nigel Chapman, um dos autores do estudo.

"É chocante, porque eu não acho que as pessoas estejam realmente notando isso", afirma Chapman, que antes de assumir o cargo na ONG chefiou o Serviço Mundial da BBC por quatro anos.

Segundo Chapman, os problemas começam quando as meninas são ainda muito jovens. "As meninas são o grupo mais marginalizado do mundo", disse ele.

A proporção de meninas que morreram desde o início da crise global aumentou cinco vezes mais rapidamente que a proporção de mortes de meninos, afirma.

Chapman cita uma pesquisa do Banco Mundial em 59 países que indica que uma queda de 1% na atividade econômica eleva a mortalidade infantil em 7,4 mortes por 1.000 meninas e 1,5 morte por 1.000 meninos.

"É o exemplo mais completo da pobreza exacerbada", afirma Chapman.

Falta de dados

Os autores do relatório, que compila dados de várias fontes, como estudos acadêmicos ou documentos do Banco Mundial, afirmam que há uma falta de dados coletados especificamente para medir o impacto da recessão condicionado por gênero.

"Entretanto, do que está disponível parece claro que as meninas e as mulheres jovens estão sob risco específico durante períodos de incerteza econômica e estresse", afirma o relatório.

Com o aumento da pobreza em consequência da recessão, cada vez mais famílias sem recursos vêm optando por tirar da escola meninas mais velhas, segundo o documento.

A conclusão do ensino primário caiu 29% entre as meninas, enquanto o índice de para os meninos caiu 22%.

Segundo o relatório, muitas meninas foram tiradas da escola para ajudar em casa, porque suas mães tinham que trabalhar mais horas para compensar salários mais baixos.

"As meninas são sugadas pelas tarefas domésticas", diz Chapman. "E uma vez que elas parem de ir à escola, é muito difícil que elas voltem ao ritmo normal", afirma.

Casamentos de crianças

Em muitos casos, um aumento no número de casamentos de crianças foi observado quando a atividade econômica baixou. "Famílias atingidas pela pobreza simplesmente não conseguiam alimentar todas essas bocas, então elas tentam casá-las mais cedo", diz Chapman.

Outras meninas eram enviadas para trabalhar - em alguns casos, como prostitutas.

Em casa, as meninas e as mulheres muitas vezes comem menos para garantir que o chefe da família, responsável pelo "ganha-pão", tenha alimentação suficiente.

"Elas ficam mais fracas e menos saudáveis e entram numa espiral negativa", diz Chapman.

Enquanto isso, meninas e mulheres sofrem mais negligência e abusos do que sofriam antes da crise.

O relatório diz ainda que quando grávidas, elas recebem menos ajuda do que antes, deixando adolescentes entre 14 e 19 anos particularmente sob risco durante a gravidez.

 
Direitos sob ameaça
 
Segundo o documento, meninas e mulheres também têm menos acesso a serviços básicos e redes de segurança social.

"Os direitos humanos fundamentais das meninas estão crescentemente sob ameaça", diz Nicola Jones, pesquisadora do Overseas Development Institute.

Muitos dos problemas se devem a "desigualdades de gênero estabelecidas", segundo Chapman.

Segundo ele, programas internacionais precisam ser estabelecidos para garantir que as mulheres jovens recebam alimentação adequada, sejam protegidas socialmente e frequentem a escola, e também para criar empregos para elas após o término dos estudos.

"Precisamos eliminar as diferenças entre meninas e mulheres de um lado e meninos e homens do outro", afirma Chapman.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Autismo - Programa Especial

Nesta edição do programa Ser Saudável, saiba como o autismo afeta a sociabilidade, linguagem, capacidade lúdica e comunicação da criança. Assista também ao Programa Especial sobre autismo.

Programa exibido pela TV Brasil.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Suicídio de menina de 15 anos cria debate sobre ciberbullying no Canadá

Em vídeo, Amanda Todd disse ter sido vítima de uma campanha de perseguição e intimidações pela internet após publicação de fotos de topless

A história trágica de uma adolescente canadense que suicidou após ser vítima de uma campanha de perseguição e intimidações pela internet está causando comoção nacional e internacional - e já motivou o Parlamento do Canadá a abrir um debate sobre como lidar com o problema, conhecido como ciberbullying.

Amanda Todd, de 15 anos, teria começado a ser vítima de bullying aos 12 anos, segundo seu relato, depois de ter sido convencida a mostrar os seios para uma pessoa com quem conversava na Internet.

Uma página do Facebook foi criada para expor a foto da menina de topless e a imagem foi distribuída para seus colegas de escola. Amanda mudou de casa e de escola, mas o assédio continuou pela internet, o que a teria levado a se enforcar na semana passada.

Vídeo no YouTube

No dia 7 de setembro, a adolescente publicou no YouTube um vídeo no qual relata o bullying e a depressão resultante da perseguição dos colegas. Na gravação de nove minutos, que já foi vista por milhões de pessoas, o rosto de Amanda não aparece.

A adolescente também não fala, mas conta sua história com uma sequência de mensagens escritas em pequenos cartazes, identificando-se no fim do vídeo. Ela diz que, por causa do bullying, mergulhou em uma depressão e começou a ter medo de sair de casa, buscando conforto em drogas, álcool e antidepressivos.

Também conta que bebeu água sanitária em uma tentativa anterior de suicídio após apanhar de uma menina na escola. Nem depois disso, no entanto, teria tido o apoio de colegas. Pelo contrário, segundo ela relata em seu vídeo, na ocasião, teria recebido mensagens pela internet de ódio incentivando seu suicídio. "Todo dia penso por que ainda estou aqui'", a menina escreveu. "Não tenho ninguém. Preciso de alguém."

O vídeo termina com uma imagem dos braços de Amanda repletos de cortes. No fim do vídeo, ela também explica que não fez a gravação porque queria atenção, mas para ser uma "inspiração" para outros adolescentes.
 
Comoção

Amanda vivia em Port Coquitlam, em British Columbia, mas a notícia de sua morte causou comoção em todo o Canadá e também em outros países - principalmente nos Estados Unidos.

Os parentes da menina criaram uma página do Facebook em homenagem a ela que já foi "curtida" por mais de 800 mil pessoas. Sua família recebeu centenas de mensagens de apoio - embora mensagens ofensivas também tenham aparecido na internet.

Manifestações e vigílias estão sendo organizadas no Canadá e em algumas cidades dos EUA para lembrar o drama de Amanda e pedir políticas contra o bullying mais firmes.

No Parlamento canadense, deputados pretendem aprovar uma moção que abra espaço para uma estratégia nacional para impedir o bullying. Segundo a emissora CTV, o projeto, proposto pelo deputado Dany Morin, criaria um comitê multipartidário para avaliar o problema.

Mas o pai de Amanda disse à emissora que o país precisa de "mais ação" e não de mais estudos sobre cyberbullying. Alguns especialistas defendem a criminalização do bullying pela internet no Canadá e mais empenho em identificar os responsáveis por esse tipo de assédio.

Investigações

A polícia canadense continua a investigar as circunstâncias que levaram ao suicídio de Amanda e diz ter recebido "mais de 400 pistas" de pessoas querendo contribuir com as investigações.

De 20 a 25 policiais foram destacados para o caso em uma tentativa de mostrar que ele realmente está sendo levado a sério.

O objetivo da investigação seria identificar aqueles que tiveram algum contato com Amanda "antes de ela tomar sua trágica decisão", nas palavras do porta-voz da polícia local, o sargento Peter Thiessen.

Informação divulgada através do portal Último Segundo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A ira do delegado contra filme de ursinho incorreto

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB–SP) pediu, pelo Twitter, que a comédia Ted fosse retirada das salas de cinema do país, após levar o filho Juan, de 11 anos, para assistir ao filme. De acordo com o deputado, o longa-metragem, não recomendado para menores de 16 anos, faz "apologia ao consumo de drogas" utilizando "ícones infantis", no caso, um urso de pelúcia que usa entorpecentes, bebe e simula cenas de sexo.

O deputado comentou no Twitter que iria acionar "os meios legais" para impedir a exibição da comédia no Brasil: "O filme Ted não está apropriado para nenhuma faixa etária. Incentivar o consumo de drogas é crime", opinou o deputado, que cobrou explicações do Ministério da Justiça, responsável pela classificação indicativa da obra. O filme, distribuído no Brasil pela Universal Pictures, foi dirigido pelo norte-americano Seth MacFarlane, conhecido pelo humor politicamente incorreto da animação Uma Família da Pesada, e conta a história da amizade entre um homem e seu ursinho de pelúcia, com quem bebe e fuma maconha.

A discussão tomou conta das redes sociais, após o deputado expressar sua indignação com o longa-metragem e lançar a campanha #forafilmeTED, um dos assuntos mais comentados do Twitter. Protógenes classificou o filme de "lixo infantojuvenil" "Não aceitamos mais esses enlatados culturais americanos no Brasil", declarou. Em resposta aos comentários do deputado, um usuário da rede social o acusou de incentivar a "censura e a burrice"

Orientação aos pais

De acordo com o Ministério da Justiça, a classificação indicativa é uma ferramenta de informação aos pais a respeito do conteúdo da obra audiovisual quanto a cenas de sexo, consumo de drogas ou violência. Ainda segundo o ministério, durante o processo de classificação, cada cena é analisada. Longas-metragens não recomendados para menores de 16 anos exibem cenas de conteúdos mais violentos ou de apelo sexual mais intenso, cenas de tortura, suicídio, estupro ou nudez total. Já os filmes não recomendados para menores de 18 anos apresentam conteúdos violentos e sexuais extremos, cenas de incesto, atos repetidos de tortura, mutilação ou abuso sexual. Crianças podem entrar em sessões de filmes não recomendados para menores de 16 anos, desde que acompanhadas dos pais. O Correio procurou a distribuidora Universal Pictures, que prometeu comentar o assunto hoje.

Informação veiculada através do jornal Correio Braziliense.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Opinião: revisão do Código Penal brasileiro

O Código Penal e a psicofobia

O presidente do Senado Federal, José Sarney, recebeu há poucos dias o anteprojeto de revisão do Código Penal brasileiro. Trata-se de um avanço fundamental, tendo em vista que o Código data de 1940. Em tempos de redes sociais e comunicação instantânea, 72 anos são uma eternidade: há consenso de que as leis que regem os passos da sociedade são anacrônicas. Questões relevantes e polêmicas da contemporaneidade serão analisadas, como a criminalização do bullying e as regras de autorização de abortos. Novos ventos prometem colocar a Justiça brasileira em sintonia com o compasso acelerado da vida dos cidadãos.

Agora cabe ao Senado analisar o documento com atenção e aproveitar a chance única de atender também outras parcelas da população que, muitas vezes, não têm voz na sociedade civil, mas carecem da proteção da lei. É o caso dos brasileiros que sofrem algum tipo de transtorno mental, como esquizofrenia, bipolaridade, dislexia, autismo, ansiedade, transtornos alimentares e síndrome de Down. São mais brasileiros do que imaginamos: silenciosamente, cerca de 20% da população padece desses transtornos. Se focarmos em depressão, especificamente, pode chegar a 25%, percentuais muito significativos para serem ignorados.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que a depressão e os demais transtornos mentais crescem exponencialmente entre os brasileiros, é proporcional a escalada do preconceito em torno deles. É hora de combater essa discriminação. A expressão psicofobia, que começa a circular entre psiquiatras, psicólogos e leigos na internet, expressa justamente o nefasto preconceito contra os doentes mentais e portadores de deficiência.

Não há razão para as doenças mentais não serem encaradas com a seriedade que pedem e os portadores exigem. Há várias formas de preconceito; entre elas, a própria negação da doença como algo menor ou passageiro. Neste momento, cabe ao Senado fazer justiça e incluir a psicofobia como crime no anteprojeto de revisão do Código Penal.

Aos poucos, o bom-senso da causa vai ganhando adesão. As mais representativas esferas médicas, como o Conselho Federal de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos e a Associação Médica Brasileira declararam apoio. O senador Paulo Davim (PV-RN) já solicitou que diversas instituições médicas e de pacientes compareçam à Comissão de Direitos Humanos, a fim de que sejam ouvidas no pleito da inclusão da psicofobia no novo Código Penal que se desenha. É um alentador começo. Mas podemos mais.

Em um segundo momento, será fundamental o engajamento dos estados e municípios da Federação, das escolas e universidades, dos professores e educadores. A informação é a melhor arma contra o preconceito. A conscientização é o elemento-chave para que as próximas gerações cresçam sem o nocivo lastro do prejulgamento. Uma enorme campanha de conscientização toma conta dos Estados Unidos neste momento, comparando a depressão com o câncer, pelos danos que ambos causam no cotidiano de quem os sofrem.

A ministra Cármen Lúcia, ao ser empossada presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez a pungente declaração: "Justiça artesanal numa sociedade de massas é um desafio que se impõe sem solução mágica, mas mudar esse quadro é o desafio que se impõe e para o qual nós nos propomos. O desafio de não apenas reformar, mas transformar a Justiça a fim de que ela corresponda aos anseios do cidadão". A colocação da ministra é perfeita. É isso que os portadores de transtornos mentais e deficiência esperam: que a Justiça corresponda aos seus anseios.

A adesão da generosa sociedade brasileira, sem dúvida, virá na sequência. Um povo que soube reagir com tanta dignidade e sabedoria a causas nobres como a dos homossexuais e a dos negros saberá dar novo exemplo de civismo e justiça.

Em pleno século 21, ideias preconceituosas devem ser combatidas com ainda mais veemência. É chegada a hora de o Poder Legislativo olhar com maturidade e respeito para os portadores de transtornos mentais. Psicofobia é crime.

Autor: Armando Castelar
(Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia - Ibre/FGV, e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ)
Publicado no jornal Correio Braziliense.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crianças com deficiência tem quatro vezes mais chances de sofrer violência


Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, revela que crianças com deficiência têm até quatro vezes mais chances de sofrer violência física ou sexual.

Os menores com doença mental ou deficiência intelectual estão entre os mais vulneráveis, com 4,6 vezes mais risco de passar por abuso sexual, na comparação com crianças sem deficiência.

Negligência

A pesquisa da OMS, publicada no jornal médico The Lancet, aponta o estigma, a discriminação e a ignorância entre os fatores de risco.

De Genebra, o médico da OMS, Tom Shakespeare, explica que em muitos casos, as crianças com deficiência são colocadas em instituições, onde a negligência é mais comum.

Segundo Tom Shakespeare, esses menores tem mais problemas de comunicação e muitas vezes não são ouvidos, compreendidos e por isso a chance de ataque é maior.

Agenda

Foram avaliadas mais de 18 mil crianças de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Finlândia, França, Espanha e Grã Bretanha.

A OMS afirma também que os dados de países de baixa e média renda não foram conclusivos, mas há indícios de que os casos de violência contra crianças deficientes nessas nações podem ser bem maiores.

A agência defende a criação de uma agenda para prevenir a violência e reduzir as consequências nos que sofrem o abuso.

Já o Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou nessa quarta-feira que os casos continuam amplamente escondidos. A prioridade do órgão é lutar pela maior proteção de mulheres e meninas com deficiência.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Internacional: APS 24th Annual Convention

The Masquerade of Race

James Jackson’s research finds that responses to stress in life, more than race, explain health disparities among populations.


There are some considerable health disparities in American society that seem tied to race. White people, for instance, live many years longer than blacks on average. In his keynote address at the 24th APS Annual Convention on Thursday, James S. Jackson of the University of Michigan, who is black, joked that he could live seven more years just by saying he was white on a survey.

But this supposedly black-and-white matter contains a lot of grey.

While white people also have more favorable physical health outcomes, African Americans have more favorable mental health outcomes. What’s more, many of tehse disparities aren’t present in the early years of life.

The complexity of the statistics has led Jackson to challenge the “easy” idea of race as an explanation for physical and mental health disparities.

“Racial group differences that we observe are really only a masquerade — and in fact they are not really racial group differences at all,”Jackson says.

Jackson’s work over the years has shown that these differences are best explained not by race but by the types of behaviors people engage in to reduce the stressors of life. Faced with a stressful environment, people of both groups often turn to coping mechanisms like eating comfort foods, drinking, smoking, or using drugs.

These coping strategies have different effects on black and white people, Jackson and his colleagues have found. They appear to raise the probability of depression in whites, but actually seem to buffer the onset of mental health problems in blacks.

What happens with many black people, argues Jackson, is that in the face of a stressful life environment they turn to these physically damaging behaviors. That saves them mental anguish, but it comes at the expense of biodily health problems such as Type 2 diabetes.

In other words, it’s a confluence of cultural factors and psychological responses related to stress in life that determines one’s health trajectory — as opposed to race alone.

“We really believe this is about psychology,” he says. “That is, the inter-relationship between physical and mental health disparities is about the utilization of stress-coping mechanisms over the life-course.”

Jackson and his colleagues have underscored this point by manipulating the statistics to make a white profile look black, and vice versa. Doing this — essentially controlling for race — demonstrates that even as race disappears from the picture, the health disparity trends remain.

“We’re arguing that individuals become racial through their experiences over the life-course,” Jackson says. “Blacks don’t start off life as black. They end life as black.”

This news was publicized through the APS website (Association for Psychological Science)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Internacional - Saúde Mental

Territories react to federal mental health plan

The federal government released a national strategy on mental illness last week, and the territories are welcoming the plan.

Mental health is a serious problem in the North.

Suicide rates are among the highest in Canada, addictions to alcohol and drugs plague many, and the criminal justice system deals with a huge volume of charges every year.

The territories lack services, and as a result, police are sometimes the first point of contact for people in distress.

"Looking at some of our stats in 2012 so far to date, there has been a noticeable increase of encounters with folks who are suffering from mental health symptoms," said the RCMP’s chief superintendant for Nunavut, Steve McVarnock.

The RCMP in Nunavut announced last month a plan to review security protocols after a number of dangerous incidents in the territory, including the theft of a handgun from the Arviat detachment.

One of the things the national strategy calls for is that the federal government acknowledge the distinct circumstances, rights and cultures of aboriginal peoples.

"I have a lot of faith in the government that they will move with this," said Manitok Thompson, who served on the Mental Health Commission of Canada which created the new strategy. It took five years for the commission to create the strategy.

Mental illness costs Canadian tax payers and businesses more than $50 billion a year. As a former minister in the Nunavut government, Thompson knows the cost of treating mental illness in the territory is high.

Overall, the Department of Health accounts for 25 per cent of Nunavut’s budget.

Health is a territorial responsibility in Nunavut, but with the high costs, the federal government plays a big role.

"Change will not be possible unless people in the leadership roles take this strategy seriously and change their policies."

No one from the Nunavut government was available to speak, despite repeated requests to talk about mental health services in the territory.

Health advocate says strategy lacks critical element

A Yukon mental health advocate said the new strategy lacks a critical element.

Sue Edelman, the co-chair of the mental health committee of the Yukon Anti-Poverty Coalition, said addictions are not considered in the national report.

"Addictions and mental health are inextricably linked. You cannot deal with one without the other."

Meanwhile, Edelman said there is no mental health strategy in Yukon, despite a promise by premier Darrell Pasloski last year.

"Premier Pasloski promised that there would be a mental health strategy for the Yukon, and they were going to be using federal monies for that mental health strategy, and that promise was made in Yellowknife in August," she said.

Edelman said mental health services for youth are also sorely lacking. She said there is often diagnosis, but a lack of treatment.

Stigma about addictions and mental illness also continue to be a huge problem in the North.

"The reality is that we have such limited resources. We have to deal with the two of them together. And part of the problem is that stigma around addictions and the stigma around mental health are so huge that people are loathe to come forward and get the help that they need. And even when they do get the courage and find out how to get that help - there isn't much."


N.W.T. set to table own plan this fall

The Northwest Territories is following the federal government's lead by putting more attention on mental health issues.

Health and Social Services Minister Tom Beaulieau said the N.W.T. is putting the finishing touches on its own plan.

"I would say the biggest area of improvement would be the lack of attention in the small communities and I think followed closely by the lack of a treatment facility in the Northwest Territories that is targeted directly to mental health,” he said.

Beaulieu said the new plan will primarily focus on prevention, recruiting more physicians and counsellors. He said the need for more treatment centers has also been identified but is not likely to happen because of a lack of funding.

The department said it will look at improving services at facilities which already exist.

The strategy will be tabled in the N.W.T. legislature during the next sitting.

This information was published in the portal CBCNews / Health.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Internacional - Saúde Mental

First Nations' suicide prevention guide celebrates diversity



Aboriginals who are gay, lesbian, bisexual and transgendered face homophobia and rejection that may increase their risk of suicide, a national health group says.

The National Aboriginal Health Organization released its report on suicide prevention and "two-spirited" people on Tuesday.

First Nations who identify as two-spirit people are gay, lesbian, bisexual or transgendered and prefer the term because they say it reflects the fluid nature of sexual and gender identity and its connection with spiritual and traditional world views.

"Two-spirited people were accepted in First Nations communities prior to European contact," NAHO acting CEO Simon Brascoupé said in a release.

"Since then there has been a sense that being two-spirited is wrong, resulting in them feeling marginalized and increasingly alienated, sometimes resulting in suicide. This guide is a reminder of the values that First Nations culture is based upon, such as inclusiveness and diversity."

Suicide rates among First Nations are not known, the group said.

It noted that of 81 children and youth who died by suicide in British Columbia between 2003 and 2007, 17 were aboriginal.

Fighting discrimination

Violence, oppression and loss of culture are considered risk factors for suicide — themes that affected individuals highlighted in the report.

"I had the worst time coming out of the closet in my reserve," a 25-year-old gay male was quoted in the report. "They gay-bashed and everything. My family dropped me …my cousins, my friends. Basically I was driven off the reserve."

This guide was created to make what's known about suicide prevention and two-spiritedness more accessible, the group said.

The document includes suggestions on how individuals, service providers can help, such as: Speak out against homophobia and related forms of discrimination. Talk about suicide and gender/sexual orientation to family members, friends, leaders, elders and service provides. If you talk openly, respectfully and compassionately you will help to overcome stigma, fear and shame. Create safe and inclusive environments. Focus on resilience and positive coping skills. Find culturally relevant ways to "come out."

The report was released as the Mental Health Commission of Canada officially launched a national strategy on mental health in Ottawa.

Health Minister Leona Aglukkaq said her government has made significant investments in mental health and suicide prevention for children and youth since it took power in 2006, which she said were "worth every dime."

At the launch of the national mental health strategy, psychiatrist Dr. David Goldbloom, senior medical advisor at the Centre for Addiction and Mental Health in Toronto, said it's important to recognize how First Nations, Inuit and Métis culture contribute to a more holistic understanding of mental health.

NAHO had its funding from the federal government cut in last month’s budget.

This information was published in the portal CBCNews / Health.

Internacional - Saúde Mental

Canadians urged to support mental health plan II (video)



This information was published in the portal CBCNews / Health.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Internacional - Saúde Mental

Canadians urged to support mental health plan



Canadians shouldn't waste the opportunity now before them to help improve the mental health system, the chair of the Mental Health Commission of Canada said Tuesday as its landmark strategy was officially launched.

The commission's report, Changing Directions, Changing Lives, contains 109 priorities and recommendations for action and is being called a blueprint for change. It was obtained in advance by media outlets and its details publicized on Monday.

Mental health advocates, Parliamentarians, including Health Minister Leona Aglukkaq, and members of the commission celebrated its official release at an event in Ottawa on Tuesday and called for its recommendations to be implemented.

"This is a time of great opportunity for mental health in Canada. With governments, corporations, communities, families and individuals expressing growing interest in mental health, we must not squander the best chance we've ever had to make the biggest improvements in our history," Dr. David Goodbloom, the newly appointed chair of the commission, said. "We owe it to all Canadians to act and to act immediately."

The report is one of the signature initiatives that the Mental Health Commission of Canada has been working on since it was created in 2007 by Prime Minister Stephen Harper's government.

It has a 10-year mandate and its establishment was borne out of a major report from a Senate committee in 2006 on mental health.

The strategy's recommendations, divided into six strategy areas, are aimed at governments, the private sector, health professionals, social services providers, and all Canadians. It addresses all age groups and Canada's diverse population, including new Canadians and First Nations communities.

It wants recovery to be put at the heart of mental health reform so that the consequences of mental illness can be minimized, and it also calls for timely access to the right combination of treatments, services and support.

"We expect this for people confronting heart disease or cancer. Why should we expect anything less for people living with mental health problems and illnesses?" said Goldbloom.

More health professionals, better access to medicines, and peer-support programs are needed but enhanced social and community services, such as housing, are also required, he said.

The report says that the current mental health system is fractured and chronically underfunded and the commission wants to see at least $3 to $4 billion invested in it over the next decade.

Every Canadian has a role to play

But Goldbloom said in addition to more investment, existing resources also need to be used more efficiently.

Goldbloom said that while progress has been made and Canadians are talking more openly about mental health problems, there is still a long way to go, and it's not just up to the government to change the way mental illness is treated.

"While the federal government has asked us to create this strategy, this plan is far more than just government. Thousands of Canadians have already played a role in creating this strategy and every Canadian has a role to play in making it work," he said.

Momentum has been building in recent years, and the commission says collaboration, leadership and support from all Canadians is needed to keep it going.

An estimated one in five Canadians will be affected by a mental health problem or illness, which means almost every Canadian will be touched by it either themselves or through someone they know, and mental illness is estimated to cost the economy $51 billion annually.

"If there is one thing we need Canadians to hear today it's this call for action. We all have a stake in this," said Louise Bradley, CEO of the commission.

She said the commission will be reaching out to governments, national organizations, and community groups and encouraging Canadians and decision-makers to implement the plan.

Health Minister Leona Aglukkaq was also at the launch and called Canada's first mental health strategy a "milestone."

Aglukkaq said she hopes the strategy will "further energize the national dialogue about the importance of mental health" and said the report represents a call for all levels of government, the private sector, and volunteers to keep working to change the system to meet the needs of vulnerable citizens.

"No single person, group or government will succeed on its own," she said.

Now with the release of the report there is pressure on Ottawa to dedicate more funding to the mental health commission to follow through on its report. The government has also been criticized in recent weeks because budget cuts at the Department of National Defence are trickling down to mental health programs for veterans.Aglukkaq announces new research funds

Aglukkaq said her government has made significant investments in mental health and suicide prevention since it took power in 2006 and that the investments "are worth every dime."

She also announced during her speech that the federal government is issuing a new call for research proposals on the issue of homelessness and mental illness. The government is committing about $800,000 for new research projects.

But when asked after her speech whether the government will listen to the call for billions more dollars to be invested in mental health, Aglukkaq said the federal government is committed to providing stable, long-term funding to the provinces to deliver health care and that its investments in research parallel the commission's work.

"It's not going to be one government to address this strategy, it's going to involve all partners," the health minister said.

Goldbloom's predecessor, retired Senator Michael Kirby, was more blunt about whether the primary responsibility for implementing the report falls to the federal or provincial governments.

"The strategy outlines a variety of actions that are needed, which ones the individual provinces will pick up and decide to act on will vary. It depends, for instance, in particular on what services they now have available – the gaps in some provinces are totally different from the gaps in others," he said at the event. "So in my view there is absolutely not a role for the federal government on the implementation side because it's an area of provincial responsibility."

During his remarks, however, he said federal and provincial governments must make mental health a priority after decades of keeping it in the shadows.

"We simply cannot allow the current situation to continue," he said. The challenge that lies ahead now that the report is done, is getting decision-makers in the private and public sectors to act on it, he said.

"To sell it, to get it adopted, is going to require a very strong marketing effort," he said.

This information was published in the portal CBCNews / Health.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Suicídio de adolescente por bullying

James Rodemeyer tenía 14 años y hacía terapia para salir de la depresión. Dejó una carta de despedida en Facebook y se suicidó.

Un nuevo caso de bullying conmocionó a los Estados Unidos. James Rodemeyer, de tan sólo 14 años, se cansó de soportar las burlas de sus compañeros por su condición homosexual y decidió quitarse la vida el último lunes, tras dejar un mensaje de despedida en las redes sociales.

Fue justamente a través de sus cuentas de Twitter y Facebook que James venía contando desde hace unos meses los padecimientos que sufría en la escuela. Hasta llegó a filmar un video de la serie It Gets Better ("Se pone mejor"), en el cual manifestaba su esperanza de poder sobreponerse a las bromas.

El bullying, una forma de violencia física o verbal en el entorno escolar, se cobró una nueva víctima en Estados Unidos: un chico de 14 años se suicidó como consecuencia de las pesadas bromas que soportaba en la escuela y en los foros de Internet por ser homosexual.

El caso conmociona al mundo y enciende una nueva alarma respecto del maltrato reiterado entre compañeros de colegio. James Rodemeyer había contado su padecimiento y pedido ayuda a través de las redes sociales Facebook y Twitter en varias oportunidades. Incluso llegó a grabar un video de la serie "It gets Better" ("Se pone mejor"), en el que pese a manifestar su dolor, se mostraba dispuesto a sobreponerse a las burlas.

Pero eso no sucedió. Sus papás lo encontraron muerto en su casa de Buffalo, en Nueva York. Había dejado una carta de despedida en las redes sociales, donde su final causa hoy conmoción (en Facebook se abrieron varias páginas en su nombre y en Twitter es un tema muy comentado). Cruzada por dolor, pero con una firme entereza, la mamá admitió que "Jamie era acosado, pero también tenía buenos amigos que lo apoyaban y fue un adolescente feliz”. Según dijo, el chico asistía a terapia para salir de la depre-sión.

James era fanático de Lady Gaga a tal punto que reprodujo un fragmento de su tema “The queen” en su carta de despedida publicada en Facebook. La muerte del chico causó un fuerte impacto en la cantante que, enterada de la noticia, tuiteó: “En los últimos días estuve llorando, reflexionado y gritando. Estoy muy enojada”. Además, aseguró que se reunirá con el presidente de los Estados Unidos, Barack Obama, para luchar contra el acoso en las escuelas.

No fue la única. El cantante Ricky Martin también usó Twitter para mostrar su indignación por la muerte de Jamie. "Cuantas vidas tenemos que perder para finalmente detener el acoso, el odio, la intolerancia, el abuso", escribió en su cuenta, en la que puso una imagen del chico como foto de perfil.

Assista el video.

Colaboração de Pablo Sigal.