segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sequestros relâmpagos em alta

O aumento do número de sequestros relâmpagos agrava a sensação de insegurança no Distrito Federal. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública comprova que o roubo com restrição de liberdade figura em preocupante estatística: encontra-se entre os 10 crimes que mais cresceram no primeiro semestre deste ano. Comparando-se com os dados do mesmo período de 2010, verifica-se que o salto foi de 11% — 280 ocorrências contra 252.

Na escalada do delito, surpreende a ousadia dos bandidos. Eles já não se restringem a lugares ermos e pouco iluminados. Atuam à luz do dia em áreas centrais e muito movimentadas da cidade. É o caso do Setor Comercial Sul, palco de sequestro relâmpago na quarta-feira, às 18h40. É horário em que a maioria dos trabalhadores deixa o serviço a fim de voltar para casa ou dirigir-se a outro destino.

Os brasilienses há muito vêm pagando alto preço pela explosão de violência que assusta adultos e crianças. A rua, tradicional espaço de brincadeiras infantis e confraternização de vizinhos, tornou-se lugar de risco. Veículos em alta velocidade, presença de traficantes, confronto de gangues obrigam os moradores a se trancar dentro de casa. Os pais abdicam do conforto de mandar os filhos à escola em transporte coletivo porque temem as surpresas desagradáveis do caminho.

Para proteger a residência, os proprietários erguem cercas altas, recorrem a câmeras e contratam segurança privada. Com medo de assalto, guardam as joias em cofres. Ao sacar dinheiro em banco, correm risco de serem surpreendidos por bandidos que os atacam e lhes roubam os valores. Balas perdidas, até há pouco inéditas no Distrito Federal, têm feito vítimas inocentes. Em suma: a barbárie, que prolifera em áreas nobres e se banaliza nas cidades do DF, priva os brasilienses de usufruir as conquistas do desenvolvimento.

Urgem providências capazes de devolver a tranquilidade à capital da República. O crime ganha asas porque bandidos ou aprendizes de bandidos têm a sensação de impunidade. Se imperar a certeza de que prestarão contas à Justiça, muitos temerão correr o risco porque a aventura os conduzirá à cadeia. A experiência ensina lições. Iluminação das ruas inibe a ação de meliantes. Policiamento ostensivo e efetivo serviço de inteligência previnem assaltos, sequestros, arrastões e homicídios. É importante agir com rapidez. A inação agravará as estatísticas, já muito graves.

Pubicado no jornal Correio Braziliense.

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