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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Comandante da PM admite ´quebra de protocolo´ durante ação para libertar reféns em ònibus sequestrado no centro do Rio
O comandate geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu, durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, que houve uma quebra de protocolo no momento em que os PMs atiraram no ônibus da Viação Jurema com a intenção de evitar que o veículo, sequestrado por bandidos na Avenida Presidente Vargas , furasse o bloqueio policial. Ele admite que os tiros podem ter ferido passageiros, mas a comprovação só vai ser feita após o trabalho dos peritos da Polícia Civil. A PM instaurou uma sindicância para avaliar os erros na ação, que deixou seis pessoas feridas, entre elas um bandido. O comandandante da PM, no entanto, ressaltou que a polícia acertou, segundo ele, na operação, já que possibilitou que 11 pessoas fossem resgatadas sem ferimento de dentro do coletivo.
- Lamento pelas pessoas feridas e pelas famílias. Esses erros e acertos serão todos avaliados para que, no futuro, não tenhamos novamente. Mas, essa era uma situação muito complexa. Os criminosos agiam com muita violência - disse o coronel, ressaltando que um dos bandidos desceu atirando do coletivo e acertou uma pessoa que estava de carona num carro que passava pela Avenida Presidente Vargas. Além dele, outro assaltante deu coronhadas na cabeça de um passageiro e eles ainda ameaçaram explodir uma granada - disse, lembrando que cinco pistolas de PMs que participaram da ação e atiraram no ônibus para acertar os pneus foram recolhidas.
A ação na noite da terça-feira terminou pelo menos seis pessoas feridas, entre elas um dos acusados de ter participado do crime, que seria o sobrinho do traficante Fernandinho Beira-Mar. A delegada assistente da 6ª DP (Cidade Nova), Tânia Burlandi, disse nesta quarta-feira que Jean Júnior Costa Oliveira, que estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul, após ser baleado na perna, confirmou que é filho de uma das irmãs do traficante. Em depoimento ele negou ter participado do assalto, e disse que foi baleado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Oliveira, que disse ser morador da Favela Beira-Mar, foi reconhecido por um dos passageiros do ônibus. Ainda nesta quarta-feira um representante da Viação Jurema deverá prestar depoimento à delegada Tânia Cardoso. O motorista do veículo, segundo a empresa, está de licença por três dias.
A polícia investiga a participação de um quinto assaltante no crime. Mais cedo, a polícia confirmou a participação de um quarto criminoso - e não três, como se supunha inicialmente - no sequestro que aconteceu na Avenida Presidente Vargas. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Gisele Rosemberg, o último integrante da quadrilha foi identificado por passageiros e testemunhas através do banco de dados da Polícia Civil como Clerivan da Silva Mesquita. O bandido teria passagens por roubo a residências e a coletivos. Um mandado de prisão preventiva foi expedido na manhã desta quarta-feira.
Também nesta manhã, profissionais do Instituto de Criminalística Carlo Éboli (ICCE) realizaram uma perícia complementar no ônibus. Até agora, já foram encontradas 16 marcas de balas, sendo a maioria no lado esquerdo do ônibus. Segundo os peritos, a maior parte das perfurações está concentrada na lataria do coletivo, na altura dos pneus. Isso indica que os tiros foram disparados de fora para dentro do ônibus, na intenção de parar o coletivo. Os peritos fizeram uma varredura minuciosa para checar, além de todas as perfurações, vestígios de sangue no coletivo.
Fonte: O Globo
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