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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Cartilha deve ajudar no tratamento de dependentes de crack
Em uma investigação sobre a Cracolândia, a polícia do Rio de Janeiro prendeu cinco traficantes que se escondiam no prédio da Fiocruz. Eles estavam com drogas, armas e dinheiro.
O consumo de crack é uma epidemia. São pelo menos dois milhões de usuários, segundo o Ministério da Saúde. De norte a sul do país os flagrantes são quase diários.
O Conselho Federal de Medicina diz que o combate ao crack só funciona com a união de todos. “Mais importante é que haja o compromisso não só do poder público, mas da própria sociedade. É uma tarefa conjunta, coletiva, necessária”, acredita Roberto D'ávila, presidente Conselho Federal Medicina.
Segundo a cartilha lançada pelo conselho, é preciso afastar os dependentes das ruas e garantir abrigo para eles. O tratamento não deve ser feito apenas com remédios, os pacientes devem ser encaminhados para grupos de autoajuda ou clínicas de reabilitação e, sempre que possível, para terapia. As famílias devem receber apoio total.
O problema é considerado gravíssimo entre crianças e adolescentes. Pelos dados do Ministério da Saúde, o atendimento a esses jovens aumentou em cem vezes, nos últimos oito anos, nos centros de assistência psicológica do SUS.
“A família deve procurar sempre um sistema de atendimento, o Estratégia Saúde da Família ou a Urgência Psiquiátrica mais próxima, não conseguindo, ela deve procurar o Ministério Público”, diz Ricardo Paiva, conselheiro Conselho Federal Medicina.
Erismar de Oliveira tem 27 anos, começou a usar drogas aos 13 anos e conheceu o crack aos 22. Até os vinte e seis viveu o inferno. ”Aí um dia eu vi que minha vida não tinha mais sentido nenhum, porque quando a gente começa a usar pedra a gente se afasta das pessoas, mas depois as pessoas se afastam da gente”.
Foi quando ele procurou ajuda. “Eu cheguei aqui pesando 45 quilos, hoje em dia eu peso 75 quilos. Hoje em dia só saúde mesmo”.
Fonte: Jornal Hoje
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