sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mulheres assumem volante em protesto na Arábia Saudita

Campanha Women2drive, na web, as convocou em desafio à proibição de dirigir


Quarenta e duas mulheres sauditas atenderam nesta sexta-feira a uma convocação feita pela campanha Women2drive para desafiar a proibição de dirigir e assumiram o volante em cidades do reino. A Arábia Saudita é o único país do mundo onde as mulheres não têm esse direito por causa da rigorosa interpretação do Islã.

De acordo com os organizadores, apenas uma das manifestantes cometeu uma infração de trânsito. Outras duas foram escoltadas para suas casas por agentes da polícia. Nenhuma prisão foi registrada.

Após a convocação, feita pelo Facebook, diversas testemunhos de mulheres dirigindo foram publicadas em redes sociais e no Youtube.

"É um direito das mulheres que nenhuma lei, nenhuma religião podeira proibir. Eu saí para obter meu direito", disse Maha al-Qahtani, que transitou pelas ruas da capital Riad durante 45 minutos. Seu marido, Mohammad al-Qahtani, presidente da Associação saudita dos Direitos Civis e Políticos, acompanhou tudo de perto. Pelo Twitter, informou que sua mulher estava preparada para ir à prisão sem medo.

Convocação - Iniciada há dois meses na Internet, a campanha Women2drive promete lutar até a publicação de um decreto real que autorize as mulheres a dirigir. Elas são chamadas a agir individualmente para evitar o ocorrido em uma carreata organizada em 1990, quando todas as manifestantes foram detidas.

O ícone do movimento desta sexta-feira foi Manal al Sharif, jovem presa por duas semanas por desafiar proibição de dirigir. Na ocasião, ela publicou no site Youtube um vídeo no qual aparecia ao volante.

Anistia - Em comunicado, a Anistia Internacional pediu às autoridades que parem de tratar as mulheres como cidadãos de segunda classe e abram as vias do reino às motoristas. "Não permitir que as mulheres assumam o volante é um imenso entrave à sua liberdade de movimento e limita a capacidade de realizar atividades cotidianas, como ir ao supermercado ou levar os filhos à escola", cobrou.

Fonte: Agência France-Presse.

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