terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sentimento de rejeição parental quanto a opção sexual pode levar a piora da saúde mental

Diversos estudos mostram que a média de problemas de saúde e transtornos mentais é maior em adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) do que em adolescentes heterosexuais, e diversos estudos apontam a rejeição social como um dos fatores para essa disparidade. Um estudo recente aponta que a rejeição dos pais pode ser, na verdade, o principal fator que contribui para esse quadro.

A pesquisa, publicada no periódico Pediatrics, mostrou que adultos GLB que indicavam um alto grau de rejeição parental quando adolescentes eram 8 vezes mais propensos a tentarem o suicídio, desenvolviam quase 6 vezes mais quadros depressivos e aproximadamente 3,5 vezes mais comportamentos de abuso de álcool e outras drogas, isso ao serem comparados a adultos GLB com pouco ou nenhum tipo de rejeição dentro de casa.

“Considerando o fato das famílias terem um grande peso no desenvolvimento das crianças e adolescentes, não é surpresa nenhuma que eventos e reações traumáticas ou punitivas por parte dos pais e responsáveis gerem uma influência tão negativa nos comportamentos de risco e saúde de jovens adultos”, diz Caitlin Ryan, pesquisadora da Universidade Estadual de São Francisco.

O estudo acompanhou 224 jovens adultos GLB. Inicialmente foram identificados e medidos determinados comportamentos de rejeição por parte dos pais e os comparados aos índices de saúde e transtornos mentais desses indivíduos. O projeto faz parte de uma pesquisa ampla chamada “Projeto de Aceitação Familiar” (“Family Acceptance Project” em inglês).

Ryan e outros pesquisadores estão usando os dados para desenvolver intervenções e estratégias para ajudar as famílias a entenderem e apoiar as escolhas de seus filhos.

Os resultados iniciais são promissores. “Estamos comprovando que as famílias podem crescer, do ponto de vista pessoal, e se tornarem mais presentes quando os pais compreendem o quanto suas palavras, ações e comportamentos podem afetar seus filhos com opções sexuais diferentes das suas”, explica Ryan.


Fonte: UOL

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