
Diferenças estruturais no cérebro poderiam causar depressão, segundo cientistas que acompanharam famílias com histórico desta doença. O principal fator, segundo pesquisa americana, seria uma significativa redução da densidade do lado direito do córtex cerebral. Para os autores, isto pode ser um traço ou marcador de vulnerabilidade à depressão. O estudo teve início há 27 anos, com a cientista Myrna Weissman, e será publicado na revista "Proceedings of the National Academy de Sciences".
A análise de imagens do cérebro de 131 indivíduos, de 6 anos a 54 anos, mostrou afinamento do córtex direito (camada mais externa do cérebro) em descendentes de pais e avós com depressão. Essa camada era 28% mais fina em pessoas com história familiar, comparada ao grupo sem relato da doença.
- É extraordinário. Vemos a alteração duas gerações depois, em crianças e adultos - disse Bradley S. Peterson, professor de psiquiatria no Columbia College of Physicians and Surgeons, e um dos principais autores. - A alteração é encontrada mesmo nos filhos que ainda não adoeceram.
Peterson ainda não sabe se a característica é de origem genética ou consequência de a criança crescer com os pais ou os avós deprimidos. Outros estudos têm demonstrado que quando os pais são doentes, eles modificam o ambiente em que os filhos estão se desenvolvendo.
Fonte: O Globo
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