
Entre 35 países europeus, Portugal está em destaque por ser aquele onde mais aumentou o consumo excessivo de álcool entre os jovens de 16 anos.
Trata-se do consumo de cinco ou mais bebidas numa só ocasião, a chamada “grande bebedeira".
Os dados foram revelados hoje pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), mas onde os responsáveis pela saúde não mostraram pressa em aumentar a idade legal para o consumo de álcool.
Há boas e más noticias neste estudo europeu a jovens de 16 anos em 35 países, realizando no ano de 2007.
As boas é que os portugueses desta idade fumam cada vez menos e na altura ainda não estava em vigor a lei do tabaco. Consomem também cada vez menos drogas ilícitas ou nalgumas substâncias o consumo estabilizou.
A parte negativa é que, entre 2003 e 2007, passou de 25 para 56% o número de jovens que bebe “muitíssimo” de uma só vez.
“Embora na generalidade os valores sejam inferiores à média europeia, o certo é que tivemos uma subida. Passámos de uma situação de maior estabilidade para uma situação de subida, como no caso das cinco bebidas numa última ocasião em que tivemos um aumento muito significativo nos grupos ”, afirma Fernanda Feijão, do IDT.
A responsável recorda que é o momento ideal para se agir quando há um plano de combate ao alcoolismo em cima da na mesa e onde se propõe que seja ilegal a venda de álcool a menores de 18 anos.
O presidente do Instituto, João Goulão, diz que a proposta chega ao Governo até final do ano, mas o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, não garante que seja aprovada.
A subida da idade legal para consumo de álcool, dos 16 para os 18 anos, já tinha sido proposta há uma década, no entanto, nunca a lei não passou por pressão dos estabelecimentos nocturnos, produtores e distribuidores de bebidas.
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