sexta-feira, 13 de março de 2009

Enxaqueca vai além das dores de cabeça


A auxiliar de administração Natália Martins, a advogada Natália Dutra e a designer Cláudia Cicala são três mulheres com o mesmo um problema: tentam há muito tempo se livrar ou diminuir a dor de cabeça provocada pela enxaqueca.

“É uma dor no fundo do olho que passa para a cabeça. É insuportável”, comenta a auxiliar de administração Natália Martins.

A Sociedade Brasileira de Cefaléia diz que 18% da população mundial têm os mesmos sintomas. A enxaqueca não é uma dor de cabeça comum. É uma doença crônica e hereditária, que compromete a harmonia das substâncias químicas que existem no cérebro. É esse desequilíbrio que traz tanto sofrimento, principalmente às mulheres.

A proporção da doença é de um caso em homens para seis em mulheres. A dor pode começar de uma hora para outra. Estresse, cansaço, bebida alcoólica, depressão e, sobretudo, tensão menstrual intensificam o mal-estar. Especialista em cefaléia, o médico Abouch Krymchatowski afirma que a enxaqueca pode ter outros sintomas além da dor de cabeça.

“A dor de cabeça é uma das possíveis manifestações da enxaqueca, provavelmente a mais comum e a mais incapacitante. Mas há várias outras manifestações que não sugerem enxaqueca a não ser aos olhos de um médico especializado, como dormência em várias partes do corpo; dores abdominais, sobretudo nas crianças; crises de suor frio e de náuseas. Isso tudo manifesta enxaqueca e não necessariamente é acompanhado de dor de cabeça”, explica Abouch Krymchatowski.

O médico alerta: é preciso cuidado com os analgésicos. A automedicação pode ser perigosa.

“O uso regular, de mais de dois dias na semana, de analgésicos piora a enxaqueca, piora a dor de cabeça e ainda traz efeitos colaterais”, orienta o médico Abouch Krymchatowski.

Além dos remédios receitados pelo médico, é importante que as pessoas que têm enxaqueca não se esqueçam dos exercícios físicos e de uma alimentação rica em frutas e vegetais. São grandes aliados para afastar a chegada da dor.

Fonte: G1

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