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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Decisão judicial cria 'paranoia' de terremotos na Itália


Passaram-se quatro anos desde o devastador terremoto em Áquila, Itália, e seis meses desde que seis cientistas e uma autoridade foram condenados por homicídio culposo (sem intenção), por supostamente terem fracassado em comunicar o tremor à população.

Como consequência, dizem alguns moradores, ordens de evacuação são cumpridas rapidamente - talvez rapidamente demais.

"Todo mundo sabe que não dá para prever um terremoto." A frase é de Anne Thornley-Bennett, que mora na cidade italiana de Barga. Então por que, em 31 de janeiro, ela decidiu abandonar sua casa quando as autoridades locais emitiram advertências de que um grande terremoto se aproximava?

"Recebemos dezenas de telefonemas e mensagens de celular, uma dela dizendo apenas 'saia'. Acabamos entrando na onda", ela suspira. "Se fôssemos apenas eu e meu marido, acho que não teríamos seguido a advertência. Teríamos ficado no piso térreo (da casa) em nossos sacos de dormir, como já fizemos antes. Mas temos crianças... Se algo acontecesse, nunca me perdoaria."

Pânico para nada

Barga fica na pitoresca - porém sismicamente instável - região de Garfagnana, na Toscana. Durante uma semana, seus moradores conviveram com tremores e choques secundários.

"Foi assustador, porque podíamos escutar a terra grunhindo. Um dia, as crianças foram retiradas da escola sem seus casacos", ela ri, explicando que apenas em uma emergência séria crianças italianas seriam retiradas da sala de aula sem abrigos no inverno.

Garfagnana foi palco de um enorme terremoto de magnitude 6,5 em 1920; mesmo assim, autoridades locais nunca haviam entrado em pânico como fizeram em janeiro passado.

A decisão de um dos prefeitos locais, de evacuar o centro da cidade em 31 de janeiro, espalhou medo nos municípios ao redor, onde milhares de moradores foram advertidos a dormir em seus carros ou em abrigos improvisados em escolas. Hospitais e asilos foram esvaziados.

No final, nada aconteceu. No dia seguinte, todos voltaram para casa.

A Itália não costumava se preocupar muito com pequenos tremores. A mudança parece ter sido consequência direta da polêmica e contestada condenação, no ano passado, de sete membros (seis dos quais eram cientistas) da Comissão de Alto Risco da Itália, por homicídio culposo.

Eles foram penalizados por falhar em comunicar à população o grande risco do terremoto em Áquila.

O veredicto produziu seus próprios choques secundários.

"Alarmismo? (Na verdade), é consequência do veredicto de Áquila", diz Franco Gabrielli, chefe da Defesa Civil, no dia seguinte à evacuação de moradores em Garfagnana.

Sua porta-voz, Francesca Maffini, diz que cientistas vão ser mais cautelosos a partir de agora. "Não é o veredicto em si, mas o fato de eles terem ido a julgamento", diz ela. "Se o risco (estimado de um terremoto) for entre zero e 40%, eles vão te dizer que será de 40%, mesmo que achem que é mais perto de zero. Eles estão se protegendo, o que é compreensível."

Aplicativos e tuítes

O professor Stefano Gresta, presidente do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, admite que as condenações dos cientistas tiveram um grande impacto. Mas ele também acha que houve erros no dia 31 de janeiro em Barga, na forma como a previsão de terremoto foi comunicada entre as autoridades. A escalada do pânico partiu de um único tuíte enviado por um conselho local, pedindo que os moradores "dormissem longe de suas casas".

No passado, advertências como essa seriam interpretadas e filtradas por órgãos como a Comissão de Alto Risco, a Defesa Civil e autoridades regionais. Hoje, moradores recebem avisos diretamente em seus celulares, com aplicativos como "Terremoti Italia" e "Hai sentito il terremoto?" (Você sentiu o terremoto?).

"Alguns aplicativos te avisam sempre que houver um tremor, inclusive os menores, que sequer podem ser sentidos por humanos", diz um artista irlandês radicado na Itália que se identifica apenas como Keane. "O meu (celular) diz que houve 15 desses hoje na Itália, dois aqui na área. Torna-se uma paranoia."

Esse fenômeno preocupa Gresta. Ele não acha que o alarmismo e as noites passadas nos carros serão a solução para o problema e defende mudanças de infraestrutura. "É preciso mais conscientização quanto à vulnerabilidade das casas onde moramos e trabalhamos e, se necessário, elas devem se tornar mais seguras", diz ele.

Mas isso custaria caro.

Ao mesmo tempo, Thornley-Bennett diz que os moradores de Barga não se importaram em abandonar suas casas no dia 31 de janeiro. "Encontramos conhecidos e as crianças brincaram entre si. Por volta de 2h00 da manhã, autoridades apareceram com centenas de cadeiras, então sentamos e conversamos. Na manhã, levamos as crianças para tomar café e voltamos para casa."

Ainda que um pouco assustadas pelos tremores, pelo menos naquela noite as crianças se divertiram.

Informação divulgada através do portal BBC Brasil.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Desastres naturais causaram prejuízo de 138 bilhões de dólares, calcula ONU

O Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) afirmou nesta quinta-feira (14) que, pela primeira vez na história, ocorreram perdas econômicas anuais de mais de 100 bilhões de dólares por três anos consecutivos. As perdas se deram, segundo a agência, ao um enorme aumento de exposição de bens industriais e de propriedade privada em eventos de desastres extremos.

Em uma coletiva de imprensa em Genebra, a Diretora do UNISDR, Elizabeth Longworth, disse que uma revisão das perdas econômicas causadas por eventos de grandes desastres desde 1980 mostra que desde meados da década de 90 tem havido um aumento nos prejuízos econômicos, se transformando em uma tendência ascendente confirmada pelas perdas do ano passado.

Mesmo sem nenhum grande desastre, como um grande terremoto urbano, Longworth lembrou que as perdas econômicas – em estimativas conservadoras – foram de 138 bilhões de dólares.

Esse índice já atingiu esse patamar em nove ocasiões desde então, incluindo os últimos três anos: 2010 (138 bilhões), 2011 (371 bilhões) e 2012 (138 bilhões). Em 2012, cerca de 310 desastres mataram mais de 9.300 pessoas, afetando outras 106 milhões. Os danos atingiram principalmente Estados Unidos, Itália e China.

O ano foi particularmente acentuado pelo fato de que não houve desastres de grandes proporções, em termos de impacto humano. O pior caso foi o tufão Bopha, que atingiu as Filipinas em dezembro, com mais de 1.900 mortos e desaparecidos. A Ásia, mais uma vez, mostrou-se a região mais propensa a desastres do mundo, tanto em termos do número de desastres quanto do número de vítimas.

Por outro lado, 63% das perdas econômicas foram nas Américas, principalmente devido ao furacão Sandy (50 bilhões de dólares) e à seca (20 bilhões). A Europa foi atingida por duas longas ondas de frio no início e no final do ano, matando quase mil pessoas, enquanto a África foi severamente afetada pela seca, mas também por inundações como a da Nigéria, com mais de 300 vidas perdidas.

“Globalmente, a maioria das vítimas deste ano foram de inundações e secas, responsáveis por quase 80% de todas as vítimas. Mas como ocorreram em países mais pobres, as perdas econômicas são baixas”, destacou a professora Debby Guha-Sapir, Diretora do Centro para Pesquisa em Epidemiologia de Desastres (CRED) na Universidade de Louvain, na Bélgica.

“Mesmo assim, as inundações do Paquistão custaram cerca de 2% de seu PIB anual, um valor muito grande para ser recuperado. Os desastres são um grande problema em todos os países pobres e ameaças à segurança global. Eles devem ser levados a sério”, completou Guha-Sapir.

Acesse o banco de dados do CRED (em inglês).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Terremoto e Tsunami no Chile: Trauma


O neuropsiquiatra chileno Rodrigo Paz detalhou à BBC Mundo as sequelas psicológicas e psiquiátricas do terremoto de 2010 no país:

Em um nível psicológico, encontramos um país que experimentou o trauma de um desastre de enormes proporções. A tragédia deixou na população uma sensação de grande insegurança uma vez que a natureza é imprevisível. Além disso, as pessoas consideram que o estado chileno não tem estrutura capaz de proteger as vítimas. Como resultado, gera-se um clima de ansiedade e vulnerabilidade.

Em um nível psiquiátrico, vemos pacientes psiquiátricos que sofrem de doenças neuropsiquiátricas, total ou parcialmente estabilizadas, ter uma recaída e permanecerem com tais sintomas até hoje. Além disso, constatamos diversos casos de pessoas previamente saudáveis, nas quais o evento traumático desencadeou transtornos psiquiátricos após a tragédia.

Os sintomas comuns são ansiedade e depressão patológica (falta crônica de energia, depressão, ataques de pânico, sono excessivo e pouco apetite). Menos frequentes são os fenômenos de stress pós-traumático em que os pacientes tendem a se lembrar das imagens ou sensações corporais associadas com o evento e desenvolver fobias, como por exemplo, não querer voltar a viver nas suas casas antigas, em lugares altos ou próximos da costa, etc).

Cerca de 70% das pessoas podem superar os temores desencadeados a partir do trauma sem ajuda profissional. No entanto, os 30% restantes desenvolvem sintomas de ansiedade crônica, associados a transtornos depressivos e, às vezes, a fobias.

Aproximadamente 80% dos transtornos associados à exposição ao desastre devem ser tratados com a ajuda de remédios específicos para controlar a ansiedade e depressão.

Dois anos após terremoto, Chile ainda tenta se recuperar de sequelas do desastre

A sinalização multiplica-se por todas as cidades da longa costa do Chile. A mensagem é sempre a mesma: terremoto e tsunami, perigo mortal. As placas, no entanto, não alertam sobre o grande mal que afeta muitos chilenos após essas tragédias naturais, o trauma psicológico.

Desde 27 de fevereiro de 2010, quando o país foi abalado pelo pior terremoto de sua história em 50 anos e por um tsunami, pouco mais de meia hora depois, o governo chileno instalou inúmeros avisos nas áreas turísticas do litoral. As placas contem indicações do que fazer no caso de uma fuga em massa.

"Algumas coisas mudaram para nós que trabalhamos nas áreas turísticas da costa. Tivemos inúmeros casos de pessoas que preferiram deixar de vir aqui por medo de um novo tsunami", disse à BBC a chilena Viviana (nome usado para proteger sua identidade), uma gerente de um hotel perto de Algarrobo, cidade da Província de San Antonio, na região de Valparaíso.

"Ouvimos muitas vezes de proprietários de casas de veraneio aqui que pararam de vir para o litoral porque têm medo (de uma nova catástrofe), principalmente, quando veem especialistas de terremotos na televisão", disse.

O Chile tem pouco a pouco reconstruído a infraestrutura destruída após o terremoto de 2010, enquanto a população do país ainda contabiliza as perdas.

Menos visíveis, contudo, são as cicatrizes deixadas pela tragédia.

"Faço cerca de 40 consultas por dia, de segunda a sábado, atendendo crianças, adolescentes e adultos. Pelo menos 30% dos meus pacientes buscam ajuda para tentar superar o dano psicológico causado pelo terremoto ", afirmou à BBC o neuropsiquiatra Rodrigo Paz.

"Muitos desses pacientes não sofriam de nenhum transtorno psiquiátrico antes da catástrofe. Para aqueles que já padeciam de alguma neurose, tiveram seus quadros agravados", acrescentou.

Sequelas

Os sintomas mais comuns apresentados pelos pacientes são insônia, depressão e falta de desejo sexual, enumera Paz.

"Há também uma pequena porcentagem de pacientes que tende a reagir de forma desproporcional sempre que sente um novo tremor. Na maioria das vezes, o medo é tanto que eles querem mudar de casa ou mesmo nunca mais viajar ao litoral", disse.

"A experiência do Chile é semelhante à experiência de outros países afetados por desastres naturais. A literatura médica conta que entre 30% e 40% da população diretamente afetada por um desastre desse tipo frequentemente desenvolve transtornos psicológicos", afirmou Rodrigo Figueroa, diretor do Centro Intervenção em Trauma, Stress e Desastres (Cited, na sigla em espanhol), em Santiago.

"Aconteceu aqui exatamente o que a teoria diz. Seis meses após o terremoto, fizemos um estudo com base nos dados dos domicílios chilenos (Casen), que englobam entre 20 mil a 30 mil pessoas, e concluímos que pelo menos 11% das amostragens apresentaram stress pós-traumático ", disse Figueroa.

Estima-se que aproximadamente 80% dos chilenos foram afetados em maior ou menor grau pelo sismo de 2010.

Entretanto, foram as pessoas que viviam nas áreas costeiras próximas ao epicentro do terremoto e, posteriormente atingidas pelo tsunami, quem apresentaram os maiores danos psicológicos e psiquiátricos.

O estudo indica que em vilarejos próximas ao litoral, como Conceição ou Talca, cerca de 25% da população foi diagnosticada com stress pós-traumático.

"Além disso, um terço das pessoas com stress pós-traumático (aproximadamente 8% do total) apresenta uma condição crônica do sintoma. Esse número é assombroso, porque, em um cenário de desastre natural, essa patologia atinge apenas 2,4% da população", acrescenta Figueroa.

"Tal condição leva a grandes perdas de produtividade, um aumento na taxa de suicídio e problemas de alcoolismo ", diz o especialista.

Pânico
Desde o terremoto, informações geológicas começaram a ocupar uma posição importante no noticiário do país.

Mas entre os reconhecidos especialistas convidados a discorrer sobre o tema, há aqueles que não passam de charlatões.

Um desses comentaristas, que apareceu recentemente em um programa de televisão sobre celebridades, chegou a prever um novo terremoto, o que disseminou pânico entre os telespectadores.

Entretanto, Sérgio Barrientos, um dos especialistas mais consultados pela imprensa chilena, vê com bons olhos a circulação de informação sobre os terremotos.

"Depois do sismo, houve uma maior procura de informação não apenas de jornalistas, mas de autoridades e da população em geral, que nos pedem apresentações ou palestras para entender mais sobre esses fenômenos", afirmou Barrientos à BBC.

Prova disso é que o site do departamento de Geologia e Geofísica da Universidade do Chile, onde Barrientos trabalha com professor, recebe milhões de acessos a cada vez que um novo terremoto atinge o país, independentemente de sua magnitude.

"Nosso foco é fornecer mais informações para contribuir para a educação da população, porque quanto maior for o conhecimento da população, menos suscetível ela está em consumir informações incorretas", afirmou.

Informações publicadas no portal BBC.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mortes em Fukushima não foram por radiação, diz ONU


Um relatório da ONU informou ontem que os seis trabalhadores da Tepco, empresa que administra a usina nuclear japonesa de Fukushima, que morreram desde o grave acidente nuclear ocorrido em março de 2011, não perderam a vida em consequência da radiação recebida.

O estudo - do Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR, na sigla em inglês) - explica que graças às medições de elementos radioativos no ar, solo, água e alimentos, foi possível analisar as doses recebidas por adultos e crianças em diferentes partes do Japão. Segundo o relatório, apesar da elevada exposição à radiação sofrida por alguns dos trabalhadores da Tepco em Fukushima, "não foram registrados efeitos clinicamente observáveis".

Os dados do UNSCEAR apontam que um total de 20.115 trabalhadores esteve exposto a radiações na usina de Fukushima. Deste número, apenas 8 receberam elevadas doses de radiação.

O presidente do comitê, Wolfgang Weiss, considerou como "confiáveis" estes números e ressaltou que as maiores concentrações de radiação foram registradas nos primeiros dias após o acidente, quando um número muito reduzido de trabalhadores estava na usina.

Por outro lado, Weiss destacou as medidas de contenção promovidas pelas autoridades japonesas - entre elas as retiradas em grande escala e o corte de provisão de leite para crianças. Segundo ele, graças a essas medidas, a exposição radiológica da população local foi "muito moderada".

No entanto, o presidente do comitê fez questão de lembrar o tempo todo o caráter preliminar dos dados apresentados e o fato de que a análise dos efeitos de Fukushima é um projeto de longo prazo - dentro de um ano o UNSCEAR deve apresentar um relatório mais detalhado sobre o caso.

O acidente de Fukushima foi provocado pelo terremoto, seguido de tsunami, registrado no nordeste do Japão em 11 de março de 2011. A tragédia, uma das maiores da história do país, deixou mais de 13 mil mortos e 16 mil desaparecidos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Terremotos assustam população na Nova Zelândia

Dois fortes terremotos provocaram cenas de desespero nesta sexta-feira na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.

O centro da cidade estava repleto de pessoas fazendo compras de Natal quando os tremores começaram.

Muitos temiam que se repetisse a tragédia de dez meses atrás, quando um terremoto causou a morte de cerca de 180 pessoas no país.

Nesta sexta, dezenas de pessoas ficaram feridas pelos tremores, mas não há relato de mortos.

Prédios foram danificados, a luz foi cortada em partes da cidade, houve alagamentos e o aeroporto local ficou temporariamente fechado.



Informação divulgada através do portal BBC Brasil.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Artigo: Durban


A conferência de Durban

"Guerras são decididas no campo de batalha, e não nas conferências de paz" - frase atribuída a Stalin, que sabia do que estava falando. O que ocorreu na conferência sobre o clima em Durban, no começo do mês, é um bom exemplo de situação parecida. Batalhas estão sendo travadas em inúmeros países, onde não só os ambientalistas, mas os melhores dos cientistas têm alertado continuamente seus governos a respeito das consequências nefastas da emissão de gases que estão aquecendo a Terra e mudando o clima.

A conferência sobre o clima no Rio de Janeiro em 1992 reconheceu, pela primeira vez na História, a gravidade do problema e a necessidade de tomar medidas para evitar um aumento da temperatura do planeta que tivesse consequências catastróficas. Mas entre reconhecer o problema e atuar efetivamente para evitá-lo há uma grande diferença, e as negociações sobre o clima nos últimos 20 anos mostram bem qual é ela.

Todos os anos os países que aderiram à Convenção do Clima - hoje são 194 -, adotada em 1992, se reúnem numa chamada Conferência das Partes em alguma cidade do mundo. Este ano a reunião, a 17.ª, foi em Durban, na África do Sul. Daí o nome COP-17.

A última vez que se chegou a um acordo sobre o que fazer foi em 1997, quando se adotou o Protocolo de Kyoto, pelo qual os países industrializados se comprometeram a reduzir as suas emissões até 2012 e os demais países (em desenvolvimento) foram isentos desses compromissos. Esse acordo foi rejeitado logo no ano seguinte pelo Senado dos Estados Unidos. O motivo alegado foi o de que era injusto, para os Estados Unidos, adotar mudanças para reduzir as suas emissões enquanto outros grandes emissores, entre os países em desenvolvimento, como a China, a Índia e o Brasil, ficaram livres da obrigação de reduzi-las. As reduções fixadas pelo Protocolo de Kyoto são mandatórias, isto é, obrigatórias. Porém somente os países da União Europeia - que representam cerca de 15% das emissões globais - aderiram plenamente a ele.

Durante estes 20 anos desde a Rio-92, os cientistas e ambientalistas de muitos países se esforçam para convencer os seus governos de que mais precisa ser feito. Com a eleição do presidente Barack Obama, em 2008, surgiram expectativas de que os Estados Unidos viessem a adotar medidas sérias de redução de suas emissões e eventualmente aderissem ao protocolo. A Câmara dos Deputados daquele país aprovou uma lei que levava a esse resultado, mas as mudanças políticas naquele país em 2010 impediram que a lei fosse submetida ao Senado.

Em outros países, como o Brasil, houve também um grande esforço no mesmo sentido.

As expectativas de se chegar a um novo acordo que estendesse o Protocolo de Kyoto, com a ampliação do número de países que aceitassem reduções, acabariam na COP-15, em Copenhague, no ano de 2009. No texto do acordo, "reduções obrigatórias" das emissões pelos países foram substituídas por "reduções voluntárias", o que desfigurou completamente o processo.

O Estado de São Paulo adotou leis adequadas, mas o governo federal preferiu optar por metas voluntárias, que são até difíceis de entender, ainda mais num país onde leis ambientais mandatórias relativas às áreas de preservação permanente das florestas não são obedecidas.

Globalmente, as emissões já aumentaram 50% desde 1992, e as emissões da China já superaram as dos Estados Unidos.

Em Durban, a China e o Brasil evoluíram para uma posição na qual reconhecem que todos os países - e não somente os industrializados - precisam reduzir suas emissões, a única que o bom senso recomenda. A Índia resistiu, argumentando que tem muita pobreza e "450 milhões de pessoas ainda não têm acesso à energia". Esse argumento, que era usado até agora por todos os países em desenvolvimento, não se sustentou justamente porque a China e o Brasil estão resolvendo os problemas da pobreza e o acesso dos mais pobres à energia. Além disso, a economia chinesa e a brasileira, mesmo em etapa de crescimento, estão se tornando mais eficientes, exigindo menos combustíveis fósseis e ampliando o uso de energias renováveis. Melhor governança e tecnologias mais eficientes são o exemplo dado pela China e pelo Brasil.

O resultado é que, em Durban, ficou decidido que será negociado um novo protocolo, que deverá ser adotado até 2015, para entrar em vigor em 2020, pelo qual todos os países, industrializados e não industrializados, assumirão compromissos obrigatórios - "instrumentos com força legal", na linguagem dos negociadores. A linguagem dúbia do Protocolo de Kyoto, que fala de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas" (e sempre foi usada pela China, pela Índia e pelo Brasil para não assumirem responsabilidade alguma), foi eliminada.

Apesar das suas limitações, o Protocolo de Kyoto foi prorrogado até ser substituído por outro mais abrangente. Em outras palavras, o problema foi jogado dez anos para a frente, o que é claramente inadequado, porque muito carbono que poderia ser evitado será lançado na atmosfera durante os próximos nove anos (até 2020).

O fundamental, contudo, é que o problema das emissões de carbono, daqui para a frente, é claramente de todos, e não somente dos países industrializados. Se há algo que não tem fronteiras são as emissões de carbono, bem como suas consequências. Essa decisão vai reforçar a posição daqueles que em seus países têm proposto políticas públicas com força de lei para reduzir as emissões, para o que já existem tecnologias disponíveis.

Após Durban, a luta contra o aquecimento global volta aos campos de batalha em cada um dos países, que montarão suas estratégias para cumprir as metas que serão negociadas até 2015.

Autor: José Goldemberg
(professor da USP, foi secretário do Meio Ambiente da Presidência da República e do Governo do Estado de São Paulo).
Publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

COP adiou problema, dizem especialistas

Especialistas afirmam que uma promessa de acordo global com metas obrigatórias para 2020 - resultado da última Conferência do Clima da ONU (a COP-17) - dificulta o combate às mudanças climáticas.

"Não entendo porque estão chamando isso de acordo histórico. Minha impressão é de que o mínimo necessário para sinalizar que os países terão de mudar seu comportamento econômico não foi feito", afirma o professor da área de sociologia econômica da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP)Ricardo Abramovay.

"Essa euforia está vinculada ao fato de que não havia expectativa para o segundo período do Protocolo de Kyoto", diz Osvaldo Stella, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Para Abramovay, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) relativiza as reduções.

"As reduções de emissão por unidade de PIB são relativas. A eficiência do sistema econômico em termos de emissões está aumentando e hoje emitimos 30% menos por unidade de dólar que em 1980. Mas, como o PIB global não para de crescer, continuamos emitido muito."

Problema acumulado. Para o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Fearnside, é bastante grave que não haja um acordo vinculante para antes de 2020. "O que estava sendo discutido era, pelo menos, honrar os compromissos assumidos em Copenhague, na COP-15. Se não fizermos nada até 2020, vai ficar muito mais difícil atingir metas futuras", avalia.

Abramovay concorda. "No ano passado, a Price Waterhouse calculou que, para evitarmos o aumento da temperatura, cada unidade monetária teria de ser produzida com 4,7% menos carbono que no ano anterior ao longo dos próximos 50 anos. Se você não atinge o que deveria, a cada ano a taxa de redução de emissões terá de ser maior."

Amazônia. Fearnside chama atenção para a Amazônia. "É preciso restringir a quantidade de emissões a, pelo menos, 400 partes por milhão em volume (ppmv). O número mais citado hoje é 450 ppmv. Com esse número, a Amazônia vai sofrer com secas e queimadas."

Stella, do Ipam, diz que a reunião tem um saldo bom: ter derrubado o paradigma dos países do Anexo 1 (industrializados). "É positivo que todos os países tenham de se comprometer com metas obrigatórias depois de 2020, mas o acordo ficou muito aquém do necessário, sobretudo a prorrogação do Protocolo de Kyoto. Antes, os países do chamado anexo 1 representavam 30% das emissões globais. Com a saída de Japão, Rússia e Canadá, esse porcentual caiu para 15%", afirma.

Publicado no jornal O Estado de São Paulo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Passos dados em Durban

A luta contra o aquecimento global se arrasta há 17 anos. Sob o patrocínio das Nações Unidas, quase 200 países se reúnem anualmente para buscar acordo sobre um dos mais sérios problemas que desafiam a humanidade — o aquecimento do planeta. Encontro após encontro, somaram-se decepções e ampliaram-se as dificuldades. Tornou-se tarefa hercúlea alcançar as metas que freariam a escalada da temperatura média global nos 2º Celsius.

Durban deu passo importante em direção a esse objetivo. A 17ª Convenção de Mudanças Climáticas da ONU, encerrada no domingo, depois de dois dias da data prevista, conseguiu chegar a consenso. Os países, sem discriminação, se comprometeram a adotar metas obrigatórias de controle da emissão de carbono. Antes, só os ricos eram submetidos a tal compromisso. (Por essa razão, os Estados Unidos não ratificaram o acordo.) Os pobres e os emergentes ficavam livres da camisa de força. Agora a obrigação é democrática. A implementação se fará até 2020.

Outro acerto importante foi a aprovação da continuidade do Protocolo de Kyoto — cuja vigência se esgotaria em 2012. Trata-se, vale lembrar, de uma das principais teses defendidas pelo Brasil para evitar o vácuo que se prenunciava. Até 2015 deverá estar pronto o acordo que vai suceder o tratado, no qual entrarão as especificações a serem seguidas por nações centrais e periféricas.

Os críticos reconhecem a importância do acerto, mas censuram o ritmo — muito moroso diante das urgências climáticas. Só daqui a nove anos começará a imperar a obrigatoriedade. Temem que a lentidão das decisões internacionais contribua para a deterioração do clima. Mais: o encontro de Copenhague, há dois anos, criou o fundo de financiamento das ações no campo das mudanças climáticas. Mas os recursos não chegaram.

Embora tenham razão, é injusto afirmar que Durban foi um fracasso. Não foi.

Houve progressos importantes em relação a cúpulas anteriores que nada avançaram. Entre elas, sobressai a obrigatoriedade de os países se enquadrarem nas metas obrigatórias. É verdade que o texto se caracteriza por certa vagueza, própria dos acordos internacionais.

Fica no ar o compromisso real de cada nação com o novo marco. Todos se obrigam a cumprir metas, mas não se sabe quais. Até 2015, o pacto deverá ganhar concretude. O traçado do mapa do caminho está pronto. Não significa, porém, que será seguido. A experiência recomenda cautela e temor. Impõe-se que no acordo de 2015 os países sejam mais claros no caminho a percorrer. Em bom português: que se alinhem com a urgência das mudanças climáticas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz Pnuma

Estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que mulheres, especialmente em países pobres, enfrentam riscos elevados de saúde e subsistência.

Um relatório das Nações Unidas sobre os efeitos da mudança climática, sobre os seres humanos, sugere que as mulheres são mais vulneráveis ao fenômeno que os homens.

O levantamento “ Mulheres na Linha de Frente da Mudança Climática: Riscos e Esperanças de Gênero”, foi lançado, nesta terça-feira, na Conferência sobre Mudança Climática, COP 17, em Durban, na África do Sul.

Efeitos Extremos

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, afirma que mulheres, que vivem em regiões montanhosas, em países pobres, enfrentam mais riscos de saúde e subsistência que em outras áreas.

O Pnuma também cita o crime do tráfico humano como um dos riscos. Muitas pessoas fogem de suas casas por causa de efeitos extremos da mudança climática. E nessas situações, os casos de tráfico costumam aumentar em até 30%.

Tecnologias Limpas

Especialistas, que participaram do relatório, recomendaram investimentos em economia verde, tecnologias limpas e mais ações de combate as emissões de CO2.

Entre 1999 e 2008, mais de 1 bilhão de pessoas na Ásia sofreram com inundações. As mudanças climáticas também atingiram dezenas de milhões nas Américas e na África.

O relatório conclui que em áreas, onde a mão-de-obra feminina é maior, na África e na Ásia, o impacto de desastres naturais se amplia prejudicando rendimentos, alimentação e a saúde das mulheres.

Na África, elas são responsáveis por 75% da produção de alimentos e na Ásia por 6%.

A falta de medidas como salva-vidas e técnicas de primeiros-socorros fazem com as mulheres tenham mais chances de morrer durante desastres naturais que homens.

Divulgado através da Rádio ONU.

sábado, 19 de novembro de 2011

Japão: A Tragédia - Parte 1

No dia 11 de março, um terremoto de magnitude 9 na Escala Richter atingiu o Japão seguido de um maremoto devastador que engoliu cidades costeiras e redesenhou o mapa do país. O número de vítimas é impreciso, mas calcula-se que passem longe de dez mil pessoas. Como se não bastasse, danos na usina nuclear de Fukushima, no nordeste do país, provocaram vazamento de material radioativo em proporções ainda não identificadas.

Parte 1.


Material produzido pela Band Tv.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Turkey search for quake survivors continues

Death toll climbs to 459 as the government finally requests foreign help to shelter thousands of homeless families.

Turkey is clinging to hopes of finding survivors under rubble three days after a powerful earthquake killed at least 459 people in the southeast as the government finally requested foreign help to shelter thousands of homeless families.

In a remarkable episode on Tuesday that raised hopes that more survivors could yet be found, a two-week-old baby was pulled alive from the rubble, almost two days after being buried inside a collapsed apartment building.

Rescue workers then pulled out baby Azra's mother, Semiha Karaduman, and grandmother, Gulzade Karaduman, to cheers and applause.

The baby was in good health, but has been sent to a hospital in Ankara, the capital, with her injured mother.

"What kept them alive is a sofa bed, a sofa bed sufficiently robust in construction to have kept the collapsed floor and ceiling apart just enough for those three people to survive more than two days in the rubble," reported Al Jazeera's Anita McNaught from Ercis, the site of the rescue.

Fight over tents

Complaints over the lack of tents have grown louder with each passing day, and some desperate survivors fought among themselves to try and grab tents being distributed by relief workers from the back of a lorry.

The Turkish Red Crescent has been struggling to deliver fast enough to provide shelter for victims of the quake shivering in freezing temperatures at night. relief workers from the back of a lorry.

Rain fell in the region on Tuesday, with expectations that the first winter snow would fall soon. relief workers from the back of a lorry.

The 7.2 magnitude quake, Turkey's most powerful in a decade, is one more affliction for Kurds, the dominant ethnic group in the impoverished region. relief workers from the back of a lorry.

"There is absolutely no coordination, you have to step on people to get a tent," said jobless 18-year-old Suleyman Akbulut. relief workers from the back of a lorry.

Having started out by saying Turkey could handle the disaster alone, Prime Minister Tayyip Erdogan's government put out requests on Tuesday to 30 countries, including Israel, for emergency materials, including prefabricated housing, tents and containers. relief workers from the back of a lorry.

Israel, whose ties with Turkey hit rock bottom after Israeli commandos killed nine Turks on board a Gaza-bound flotilla last year, immediately said it was launching an airlift of supplies, starting with a shipment of prefabricated homes on Wednesday. relief workers from the back of a lorry.

Japan's embassy in Ankara said its government was donating $400,000 to the relief effort and would be sending urgently needed items including tents. relief workers from the back of a lorry.

Meanwhile, rescue crews continued to attempt to free dozens of people trapped inside collapsed structures, most of which have been reduced to mounts of broken concrete and twisted steel. At least nine people were rescued on Tuesday, although many more bodies were found. relief workers from the back of a lorry.

Workers used heavy machinery, jackhammers, shovels, pick axes and bare hands to comb through the debris. relief workers from the back of a lorry.

Our correspondent said there were still many people trapped in the rubble because rescuers could hear their voices. Listening devices were being used to help locate people. relief workers from the back of a lorry.

Prison violence relief workers from the back of a lorry.

On Tuesday evening, a strong aftershock with a 5.4-magnitude hit the Van region, the Kandilli Observatory and Earthquake Research Institute said. The epicentre was Degirmenozu, between Van city and Ercis. relief workers from the back of a lorry.

Close to 500 aftershocks have been recorded in the area since Sunday's earthquake.

The latest major aftershock sparked panic at Van's prison, where inmates set fire to certain parts of the building while demanding to be let out.

Parts of the jail were on fire on Tuesday evening, and witnesses reported hearing gunfire emanating from within it.

"I'm standing outside the main gates of the jail, and a potentially very serious situation is developing here. As we drove towards the jail it was clear that it was still on fire. We could see a prison guard with a riot shield moving down from one of the watchtowers," reported Al Jazeera's McNaught.

A total of 2,200 buildings collapsed as a result of the quake and aftershocks, including a dormitory in Ercis under which many students were believed to be buried.

The Red Crescent said it had distributed up to 13,000 tents, and was preparing temporary shelter for about 40,000 people, although there were no reliable figures for the homeless.

A football pitch in Ercis has been transformed into a relief camp as the stadium served as a make-shift field hospital. About 1,500 units of blood have been sent to the region.

The government said about 2,400 search and rescue teams from 45 cities and more than 200 ambulances were deployed across the disaster-struck area.

Vhttp://english.aljazeera.net/news/europe/2011/10/2011102612929444498.html

Reportagem e informações veiculada no portal da emissora de tv Aljazeera.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Chega a 279 o número de mortos no terremoto na Turquia

Cerca de 1,3 mil pessoas estão feridas e centenas estão desaparecidas. Cientistas registraram cem abalos secundários, dez horas depois do tremor principal.


Aumenta o número de mortos no terremoto na Turquia.
O número de mortos no violento terremoto que atingiu o sudeste da Turquia não para de subir. Agora, já são 265. Mais de mil pessoas estão feridas. Cientistas registraram 100 abalos secundários, dez horas depois do tremor principal.


Vídeos veiculados nos canais do sistema Globo, durante a noite desta segunda-feira.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Terremotos na Turquia.

Turquia tem mais de 200 mortos e mil feridos em terremoto.

O epicentro foi a 19 quilômetros de Van, cidade de 380 mil habitantes. O primeiro-ministro Tayyip Erdogan foi à área atingida junto com o ministro da Saúde. A Comissão Europeia ofereceu ajuda solidariedade e até Israel propôs apoio à Turquia.


Mais de mil pessoas estão feridas, mas segundo o ministro do Interior, esse número pode ser ainda maior, porque muitas pessoas estão soterradas sob os escombros. Duas cidades foram devastadas.
Aumenta o número de mortos no terremoto na Turquia.


O número de mortos no violento terremoto que atingiu o sudeste da Turquia não para de subir. Agora, já são 265. Mais de mil pessoas estão feridas. Cientistas registraram 100 abalos secundários, dez horas depois do tremor principal.

Vídeos veiculados nos canais do sistema Globo, durante a manhã desta segunda-feira.

Turkey scrambles to reach earthquake victims

A 7.2-magnitude earthquake that struck eastern Turkey has killed at least 138 people and the death toll was expected to rise as rescuers sifted through the rubble of collapsed buildings and reached outlying villages.

The hardest hit area was Ercis, an eastern city of 75,000 close to the Iranian border, which lies on one of Turkey's most earthquake-prone zones. The bustling city of Van, about 90km to the south, also sustained substantial damage.

Highways in the area caved in. The temblor struck at 1:41 pm (1041 GMT), the US Geological Survey said.

Prime Minister Recep Tayyip Erdogan said at least 93 people were killed in Van, 45 others died in Ercis, and about 350 were injured. Several people were still trapped under rubble, he said, without citing any estimates.

Erdogan said rescue work would continue through the night.

The death toll will rise further when information from other towns and remote villages comes in, an official at the provincial crisis centre in the city of Van told Reuters news agency.

Up to 600 people are known to have been injured and between 300 and 400 are missing, believed to be buried beneath the rubble of collapsed buildings, the official said.

Up to 80 buildings collapsed in Ercis, including a dormitory, and 10 buildings collapsed in Van, the Turkish Red Crescent said. The sheer number of collapsed buildings gave rise to fears that the death toll could rise substantially.

US scientists recorded over 100 aftershocks in eastern Turkey within 10 hours of the quake, including one with a magnitude of 6.0. Authorities advised people to stay away from damaged homes, warning they could collapse in the aftershocks.

Civilians joined in the desperate search, using their bare hands and working under generator-powered floodlights.

Al Jazeera's Anita McNaught, reporting from Van, said rescuers lacked proper tools to search for survivors and were using equipments from nearby roadworks.

"Everyone here is desperate to help but no one has the right tools and the expertise," she said.

"We're not seeing what we know exists in Turkey, professionally trained earthquake disaster relief teams.

"They are saying they can hear voices, but there are so many other noises here, so it's impossible to pick up anything with any certainty."

The centre of the city was pitch black due to power outages.

Residents in Van and Ercis lit campfires, preparing to spend the night outdoors while the Red Crescent began setting up tents in a stadium. Others sought shelter with relatives in nearby villages.

Students gathered around a camp fire in Van's centre told journalists that bread prices on the black market had more than quadrupled. Dazed survivors wandered past vehicles crushed by falling masonry.

Rescue efforts went deep into the night under generator-powered floodlights. Workers tied steel rods around large concrete slabs in Van, then lifted them with heavy machinery.

Residents sobbed outside the ruins of one flattened eight-story building, hoping that missing relatives would be found. Witnesses said eight people were pulled from the rubble, but frequent aftershocks hampered search efforts. By late evening, some joy emerged as a ninth, a teenage girl, was pulled out alive.

Some inmates escaped a prison in Van after one of its walls collapsed. TRT television said around 150 inmates had fled, but a prison official said the number was much smaller and many later returned.

Many buildings also collapsed in the district of Celebibag, near Ercis, including student dormitories, hotels and gas stations.

"There are many people under the rubble," Veysel Keser, the mayor of Celebibag, told NTV. "People are in agony, we can hear their screams for help."

Authorities had no information yet on remote villages but the provincial governor was touring the region by helicopter and the government sent in tents, field kitchens and blankets.

The earthquake also shook buildings in neighbouring Armenia and Iran.

In the Armenian capital of Yerevan, 160km from Ercis, people rushed into the streets in fear but no damage or injuries were reported. Armenia was the site of a devastating earthquake in 1988 that killed 25,000 people.

Sunday's quake caused panic in several Iranian towns close to the Turkish border and caused cracks in buildings in the city of Chaldoran, Iranian state TV reported.

Major geological faultlines cross Turkey and small earthquakes are a near daily occurrence. Two large quakes in 1999 killed more than 20,000 people in northwest Turkey.

More recently, a 6.0-magnitude quake in March 2010 killed 51 people in eastern Turkey, while in 2003, a 6.4-magnitude earthquake killed 177 people in the southeastern city of Bingol.


Rescue workers in Turkey are scrambling to dig people out of the rubble after a 7.2 magnitude earthquake struck the eastern Van province. State-run TRT television said at least 85 people were reported killed and the country's seismology institute said up to 1,000 people could be trapped under collapsed buildings. Prime Minister Tayyip Erdogan went by helicopter from Van to Ercis to see firsthand the scale of devastation. Meanwhile, civilians joined in the desperate search, using their bare hands and working under generator-powered floodlights. Al Jazeera's Anita McNaught reports from Van, Turkey.

Reportagem e informações veiculada no portal da emissora de tv Aljazeera.

domingo, 23 de outubro de 2011

Terremoto deixa mortos e feridos na Turquia

Confira as primeiras notícias veiculadas sobre o terremoto na Turquia.

Vários prédios desabaram e, um número ainsa não determinado de pessoas morreram. A imprensa estatal diz que há pelo menos 50 feridos. Equipes de resgate lutam para retirar pessoas dos escombros. As áreas mais castigadas estão sem energia


Um terremoto de 6,2 º na escala Richter destruiu construções na Turquia. Uma das cidades mais atingidas é Van, perto da fronteira com o Irã. O presidente Barack Obama já ofereceu assistência ao país, que teria recusado ajuda de Israel.


O terremoto que atingiu o sudeste da Turquia pode ter provocado até mil mortes. Até agora, as autoridades confirmaram oficialmente 135 vítimas.


Vídeos veiculados nos canais do sistema Globo, na primeira hora após o terremoto que aconteceu na Turquia, hoje.

Mundo: 130 mortos e mais de 350 feridos em terremoto na Turquia

Um terremoto de 7.2 graus na escala Richter sacudiu o leste da Turquia, neste domingo e provocou mais de 130 mortes. Na região de Van, dezenas de construções desabaram. O premier Recep Tayyip Erdogan admitiu que há pelo menos 350 feridos.

Este já é considerado um dos piores terremotos da história de um país onde abalos sísmicos costumam acontecer. Equipes de emergência correm para resgatar pessoas presas sob escombros de casas e prédios que desabaram. Civis ajudam na busca desesperada por sobreviventes.

Na falta de equipamentos específicos, as pessoas cavam com as mãos. O desespero é muito grande. Testemunhas relatam terem ouvido gritos, e choro vindos dos soterrados. A cidade de Van fica perto da fronteira com o Irã. Também foi atingido o distrito de Ercis. A área foi atingida por mais de 70 abalos, subsequentes.

Os socorristas pedem com urgência que sejam enviados remédios, equipamentos e tendas para os desabrigados. O Crescente Vermelho está mobilizado, e já transportou alimentos e cobertores para a região.

Abalos sísmicos são comuns na Turquia. Em 1999, dezoito mil pessoas morreram em tremores no noroeste turco. Em maio deste ano, duas pessoas morreram, e 79 ficaram feridas em um abalo na cidade de Simav, também no noroeste.