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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Governo usou só 48% da verba para evitar desastres

Até novembro, apenas R$ 2,1 bi dos R$ 4,4 bi previstos foram utilizados

Previsão para o verão é de chuvas fortes, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, segundo o Inmet.

Antes mesmo do período mais crítico de chuvas, o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), inaugurado em agosto pela presidente Dilma Rousseff, já emitiu alertas de emergência a 407 municípios atingidos por seca ou chuva.

As previsões para os próximos três meses são de chuvas fortes, mas as principais ações para prevenção e resposta a desastres continuam à espera de recursos.

Até o fim de novembro, dos R$ 4,4 bilhões reservados no Orçamento de 2012 para programas em todo o país -sobretudo ações de prevenção na época de chuvas-, o governo se comprometeu a pagar menos da metade -48%, ou R$ 2,1 bilhões. Pagou efetivamente R$ 1,1 bilhão, ou 25%.

O governo federal divide o ônus da baixa execução orçamentária com municípios e Estados. Diz que, como beneficiários, eles precisam cumprir uma série de exigências.

Um dos resultados dessa "dificuldade" em executar ações preventivas é que o governo precisa abrir os cofres para remediar tragédias.

A Comissão de Orçamento do Congresso aprovou crédito extra de R$ 676 milhões para os municípios que sofrem com a seca, principalmente no semiárido do Nordeste -a liberação ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara.

Esse dinheiro extra foi solicitado porque pode ser gasto livremente em ações emergenciais, enquanto a verba do Orçamento é em sua maioria atrelada à prevenção.

CULPA DA METEOROLOGIA

"Colocam a culpa na meteorologia, mas nós avisamos com antecedência. Se os governantes não tomarem providências, todo ano vai ser a mesma coisa: enchentes, carros boiando, deslizamentos", afirma o meteorologista Fabrício Silva, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

O prognóstico climático para o verão é de chuvas fortes, em especial nas regiões Sudeste e Sul do país.

"Não vai haver chuva abaixo da média no próximo trimestre", avisa Silva.

A maioria das ações à espera de verbas federais está descrita de forma genérica no Orçamento. São obras para contenção de encostas, controle de cheia e de erosão, drenagem e canalização de córregos, que envolvem sete diferentes ministérios.

Cabe a Estados e municípios apresentar projetos específicos que, depois de analisados e aprovados pelas pastas, entram na fila de repasses.

Para o Estado de São Paulo e seis municípios paulistas, por exemplo, há R$ 89,15 milhões autorizados.

Desse total, foram comprometidos R$ 500 mil para drenagem no bairro Morrinhos 3, no Guarujá (litoral sul), e R$ 3 milhões para apoio a obras preventivas em diferentes áreas do Estado.

Todos esses recursos foram garantidos no Orçamento por parlamentares de São Paulo por meio de emendas, cujos pagamentos precisam ser autorizados pela presidente.

Não saíram do papel ainda, por exemplo, R$ 45 milhões previstos para Osasco, na Grande São Paulo, e R$ 21 milhões para a capital paulista prevenirem enxurradas, enchentes e cheias.

MONITORAMENTO

Para o chefe do Cenad, Rafael Schadeck, obras de prevenção e um sistema eficiente de monitoramento são igualmente importantes. Para isso, o governo se prepara para criar um software que vai uniformizar e gerenciar todas as informações de áreas de risco e desastres em todo país.

A região serrana, no Rio, e os vales Doce, no Espírito Santo e em Minas, e do Paraíba, na divisa entre São Paulo e Rio, são apontadas como as regiões que mais exigem atenção.

Informção divulgada através do jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Artigo: sustentabilidade

Código Florestal (1934-2011)

Obituário: ele faleceu na noite da terça-feira, 6/12, vítima de múltiplos atropelamentos no Congresso. O corpo passará o verão em necrotério, pois há quem proponha seu esquartejamento antes da cerimônia no Planalto. Crueldade que só poderá ser evitada se deputados e senadores forjados na luta pela redemocratização aproveitarem o recesso para meditar sobre três questões.

O Código que está para ser revogado amadureceu em 15 anos de deliberações democráticas. Começou a tramitar em 2 de janeiro de 1950, quando o "Projeto Daniel de Carvalho" foi encaminhado ao Congresso por mensagem presidencial de Eurico Gaspar Dutra. Resultou a lei federal do "Novo Código Florestal" (NCF), só promulgada dia 15 de setembro de 1965, já por Castello Branco, em conjuntura que Elio Gaspari tão bem caracterizou como "Ditadura Envergonhada" (Companhia Das Letras, 2002). Antes do Ato Institucional nº 2 que dissolveu os partidos, tornou indireta a escolha do presidente da República e transferiu para a Justiça Militar o julgamento de crimes políticos.

Esse esclarecimento é crucial para desmentir ladainha da cruzada dos grupos mais interessados em afrouxamento das normas de conservação agroambiental. Infelizmente, também por desinformados simpatizantes da mobilização que alerta a opinião pública para as injustiças e retrocessos contidos nos projetos da Câmara (PLC 30) e do Senado (Substitutivo 1358). O NCF não foi "obra dos militares". Afirmá-lo é conspurcar a memória das lutas pela democracia.

A obra dos militares foi inversa. Por 27 anos foram promovidos desmatamentos de áreas vocacionadas à preservação permanente, assim como sabotagens de outros dispositivos de proteção desses "bens de interesse comum a todos os habitantes do país". Não apenas nos dois decênios de ditadura "escancarada", "encurralada" e "derrotada" (1965-1985), como também no tragicômico setenado de Sarney e Collor (1985-1992). As salvaguardas do artigo 225 da Constituição de 1988 só puderam surtir efeito dez anos depois, com a Lei de Crimes Ambientais, também esmiuçada pelo Congresso entre 1992 e 1998.

A principal consequência política dessa história institucional é a admissibilidade de se anistiar aqueles produtores agropecuários que - até 1998 - descumpriram o NCF por terem sido oficialmente tangidos a suprimir vegetação nativa de áreas sensíveis. O corolário é que nada tem de anistia, mas sim de torpe indulto, qualquer perdão a desmatamento feito sem licença a partir de 1999.

Ao não estabelecerem tal distinção, PLC e Substitutivo tratam como se fosse farinha do mesmo saco duas realidades opostas: áreas rurais legitimamente "consolidadas" por árduo e cuidadoso trabalho de abnegados produtores agropecuários, versus terras travestidas de pastagens para a especulação fundiária. A predatória aposta que alavancou 80% do déficit de áreas de preservação permanente: 44 dos faltantes 55 milhões de hectares (Mha).

Só isso explica a ilusão de que a bovinocultura ocupe área 3,5 vezes maior que o total das lavouras. A maior parte dos 211 milhões de hectares tidos como pastos constitui gigantesco estoque imobiliário voltado a rendimentos que nada têm a ver com atividades produtivas (lucros "extraordinários" em economês). Serão os senhores desses domínios os principais ganhadores caso o NCF seja revogado por diploma semelhante ao PLC ou ao Substitutivo senatorial.

Além de indultar as criminosas devastações dos últimos 13 anos, e premiar especuladores fundiários disfarçados de pecuaristas, esses dois projetos embutem uma terceira atrocidade: dispensam todos os imóveis rurais com área de até 4 módulos fiscais, por alegada compaixão por empreendedores agropecuários de pequeno/médio porte. Aí se tira proveito da reinante confusão entre duas categorias legais: imóveis e estabelecimentos. Uma coisa é propriedade/posse fora de perímetro urbano ("imóvel rural"). Outra é empreendimento agrícola, pecuário e/ou florestal ("estabelecimento agrícola"). Nem toda propriedade imobiliária abriga negócio produtivo.

Atinge 56 milhões de hectares o hiato entre a área ocupada por imóveis rurais de até 4 módulos fiscais (136 milhões de hectares) e a dos estabelecimentos agrícolas familiares (80 milhões de hectares). Lacuna que corresponde a 544 mil imóveis, cuja área média é, portanto, de 103 hectares. A maior parte não entra no Censo Agropecuário pelo simples fato de se tratar de terras nas quais inexiste atividade produtiva relevante. É a fatia da especulação imobiliária voltada ao mercado dos sítios e chácaras de recreio, turbinado pelas famílias urbanas emergentes. Neste caso, solidariedade aos agricultores familiares só serve de pretexto para contentar outros ocupantes do andar de cima com desobrigações de práticas conservacionistas.

Esta é, em suma, a economia política da revogação do NCF: um pacto do latifúndio mais tropical com as bucólicas elites urbanas. Aliança que já demonstrou imensa força parlamentar. Principalmente por contar com estarrecedora adesão do PT, a reboque da esquisita titular do Meio Ambiente.

Autor: José Eli da Veiga.
(professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP - IRI/USP, e do Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ)
Publicado no jornal Valor Econômico.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comissão sobre catástrofes climáticas aprova relatório final

A comissão especial sobre prevenção a catástrofes climáticas acaba de aprovar o relatório final, elaborado pelo deputado Glauber Braga (PSB-RJ). O relatório sugere medidas para um novo marco regulatório para a Defesa Civil no Brasil.

No texto, Braga propõe a criação de um novo fundo de recursos dentro de uma política nacional de proteção civil, para executar ações imediatas de prevenção e atendimento às populações afetadas por calamidades. Pelo relatório, metade das verbas será destinada necessariamente à prevenção de futuros desastres.

"Não se pode falar em prioridade sem estabelecer claramente de onde vão sair os recursos e de que forma esses recursos vão ser trabalhados. Precisamos ter clareza de onde os recursos podem sair e de que forma o governo brasileiro pode se comportar nesse sentido", disse o deputado sobre o relatório.

Para ver a íntegra do relatório aprovado, clique aqui.

Divulgado através do portal da Câmara dos Deputados.

Defensoria pede ações à Prefeitura para evitar enchentes em SP

Sugestões são para bairros da Zona Leste da capital paulista. Coleta de entulho e obras de contenção são algumas das recomendações.

A Defensoria Pública de São Paulo informou que enviou no final do mês de novembro uma série de recomendações à Secretaria de Infraestrutura Urbana, à Subprefeitura de São Miguel Paulista e ao Conselho Municipal da Defesa Civil para tentar diminuir os riscos de enchentes e transbordamentos de córregos e rios em bairros da Zona Leste da capital paulista. Se atendidas, as medidas podem afetar cerca de 1.000 famíliasm segundo a defensoria.

Dentre as sugestões feitas, a defensoria pede a remoção de entulhos, lixos, móveis, pneus e outros resíduos que estejam à margem do córrego da Vila União e também do Córrego Sítio Casa Pintada, na comunidade de Maria Santana.

A Defensoria recomenda ainda a realização de obras de contenção e controle do processo erosivo do leito e margens dos córregos. Essas obras também visam eliminar riscos de desabamento em imóveis dessas regiões. Outras recomendações envolvem a limpeza de bocas-de-lobo, poços de visita e galerias de águas pluviais.

Outro lado

Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “a Subprefeitura São Miguel Paulista e a Subprefeitura Ermelino Matarazzo estão realizando a limpeza mecanizada nos córregos situados na Vila Unia, córrego Ponte Rasa e também do córrego Sítio Casa Pintada, na comunicada Maria Santana”. O comunicado diz ainda que “a Subprefeitura de São Miguel Paulista executa continuamente os trabalhos de limpeza e manutenção na região, que auxiliam na prevenção de alagamentos e inundações”.

De acordo com a Coordenação das Subprefeituras, os investimentos “no combate a enchentes na cidade cresceram quatro vezes desde 2005 - passaram de 97 milhões para 401 milhões de reais”. Há ações “nas bacias dos córregos Aricanduva e Pirajussara e no Jardim Pantanal que, prioritariamente, atendeu a região do bairro Jardim Romano, em São Miguel Paulista, onde se destacam as construções de um grande dique e de um reservatório”.

A Prefeitura diz que começou as ações de retirada de famílias de áreas de risco e, ao todo, 4.159 imóveis foram esvaziados. “As famílias receberam atendimento habitacional com pagamento de auxílio aluguel enquanto aguardam futura inclusão nos programas habitacionais”.

Publicado no portal G1.

terça-feira, 1 de março de 2011

Casas desabam após chuva na Zona Norte de SP

Novos riscos fizeram 16 residências serem interditadas.

Seis casas desabaram na noite desta segunda-feira (28) na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, após a chuva forte que atingiu a cidade. Ninguém ficou ferido, mas diversas famílias tiveram que sair de suas casas.

Casas foram destruídas após chuvas fortes em São Paulo.

No total, 16 casas foram interditadas até o início da manhã desta terça-feira (1º), segundo o coronel Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil Municipal.A área foi isolada e guardas civis municipais preservavam a área nesta manhã. Existe o risco de novos desabamentos.Alguns moradores de casas interditadas foram abrigados por vizinhos que não tiveram seus imóveis isolados. Além das casas, a parte de trás da Igreja Nossa Senhora de Fátima também desabou.“Vi as casas caindo, barulho de madeira quebrando, telha quebrando, foi muito forte de barulho e até de sentir tremer o chão”, contou o vendedor Gabriel Basílio. A casa em que ele mora também foi interditada. A família precisou voltar ao local de madrugada para retirar a água que ficou no chão.

O problema aconteceu em uma rua bem próxima à Subprefeitura da Vila Guilherme. Os moradores pedem providências para evitar acidentes como este. “Corre o risco de cair a parede do prédio, e se cair vem várias casas, fora o resto que já caiu”, disse a vendedora Ligia Basílio.

De acordo com a Defesa Civil, a área não é de ocupação irregular. O desabamento ocorreu devido a uma acomodação do terreno, causada por infiltrações no solo e pelas chuvas dos últimos dias, que fizeram a área, que é muito íngreme, ceder.
A Defesa Civil e os bombeiros devem fazer uma nova vistoria nesta manhã para verificar se novas casas precisarão ser interditadas.

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Chuva causa transtornos em SP

Bombeiros dizem ter enviado equipes com bote nos bairros da região.

A chuva que atingiram a capital paulista na tarde de ontem (27) provocaram transtornos, principalmente, na Zona Oeste. De acordo com uma funcionária da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Lapa, o local, às 15h30, estava alagado.
Os bombeiros informaram que os bairros da Pompéia, Butantã e Lapa, todos na Zona Oeste, concentraram o maior número de chamados. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, as equipes de resgate seguiram para lá de bote para resgatar pessoas ilhadas. A Avenida Pompéia e as ruas do entorno foram bastante afetadas pelo temporal.


Micro-ônibus fica em alagamento na Pompéia. (Foto: Leopoldo Godoy/ G1)

Estado de atenção

Às 15h35, com a entrada da região Sudeste, toda a capital estava em estado de atenção, como informou o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura (CGE). No horário, São Paulo tinha 37 pontos de alagamento, cinco deles intransitáveis. Um deles ficava na Rua Corifeu de Azevedo Marques, no Butantã, um dos bairros afetados pela chuva.

Túneis Fechados

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a chuva provocou, por volta de 16h, o fechamento dos túneis Anhangabaú, no Centro, e Fernando Viera de Mello, em Pinheiros, Zona Oeste. Até essa hora, três árvores tinham caído.

Fonte: G1

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Defesa Civil registra 24 mortes em SP desde o início da Operação Verão

Capital e Mauá tiveram, cada uma, seis óbitos.

A Defesa Civil do estado de São Paulo registrou 24 mortes causadas pelas chuvas desde o início da Operação Verão, em 1º de dezembro de 2010. Boletim divulgado nesta quarta-feira (19) mostra que 13 óbitos ocorreram na capital paulista e na região metropolitana. No interior, 11 pessoas morreram.

As cidades que tiveram mais vítimas foram São Paulo e Mauá, no ABC, cada uma com seis mortos. No balanço desta quarta está contabilizada a mulher de 64 anos que morreu afogada dentro de casa no Jardim Zaíra, em Mauá, nesta terça (18). Antônia Avelaneda Grande tentava salvar seus dois netos quando foi arrastada pela água.

Uma das vítimas das chuvas em frente a casa em Mauá.

São José dos Campos e Jundiaí tiveram, respectivamente, cinco e quatro óbitos. Embu, Limeira e Tatuí registraram uma morte cada. Das vítimas, 17 delas foram soterradas.

Desde o início da Operação Verão, são 2.162 desabrigados, 9.712 desalojados e 23 feridos nos 90 municípios atingidos. A Defesa Civil decretou alerta em Mauá, no ABC, Atibaia, Jundiaí, Sumaré e São José dos Campos, no interior.

Os municípios de Limeira, Lindoia, Serra Negra, Cubatão, Guarujá, Santos e São Vicente estão em estado de atenção. Outras 102 cidades, incluindo São Paulo, estão em observação.


Fonte: G1

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Água começa a baixar no Centro de Franco da Rocha

Cidade permanece alagada, mas nível diminui em relação à quarta.

Três dias após as fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de São Paulo, a água começou a baixar em Franco da Rocha nesta quinta-feira (13). A cidade está com seu Centro alagado desde a noite de segunda. A situação se agravou na terça-feira (11), quando as comportas da Represa Paiva Castro foram abertas devido ao grande volume de água.

Alagamento deixou ônibus ilhado em Franco da Rocha nesta quarta-feira (12).

O alagamento começou a se reduzir durante a madrugada desta quinta. A velocidade é lenta, mas já é possível ver a diferença: no pátio da delegacia, onde a água cobria os carros nesta quarta-feira (12), já era possível ver a roda dos veículos nesta manhã. Isso acontece porque não choveu forte na região nesta madrugada – foi registrada apenas garoa leve.

Entretanto, prédios públicos, como a prefeitura, Fórum e Câmara Municipal, além de boa parte do comércio da cidade,continuam alagados. Os estragos ainda não foram contabilizados – isso só será feito quando a água baixar totalmente. Nesta quarta, de um gabinete improvisado, o prefeito Márcio Cecchetini decretou estado de emergência.

A enchente também atingiu a linha de trem da CPTM que liga a cidade a Francisco Morato e Caieiras. O trajeto até Caieiras da Linha 7 está interrompido desde a madrugada de quarta, e não há previsão para sua normalização. Ônibus fazem o transporte gratuito de passageiros até Caieiras.

O transporte público municipal também tem problemas – com parte das vias interditadas, os veículos precisam pegar vias secundárias, dificultando o trajeto. Bombeiros e Defesa Civil percorrem as áreas alagadas de bote para resgatar pessoas ilhadas e verificar a situação.

Apenas um bairro residencial foi atingido pelo alagamento – 35 casas foram afetadas e 67 pessoas resgatadas pelos bombeiros de bote. Elas foram levadas para casas de amigos e parentes. Outros moradores permanecem nos imóveis afetados.

De acordo com a prefeitura, os comerciantes e moradores foram avisados sobre a abertura das comportas da represa. Segundo a Sabesp, isso foi necessário porque a Represa Paiva Castro reteve toda a água das últimas chuvas, chegando ao nível máximo de segurança.

A prefeitura foi avisada sobre o aumento da vazão, mas disse que ele foi maior do que o esperado. A represa faz parte do Sistema Cantareira, que abastece quase 10 milhões de pessoas da Grande São Paulo.

Fonte: G1

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chuva causa cinco mortes durante a madrugada na Grande SP

Mãe e filha morreram soterradas na Zona Norte da capital.

A chuva forte que atingiu a Grande São Paulo durante a madrugada desta terça-feira (11) causou a morte de cinco pessoas na capital paulista e em Mauá, no ABC. No interior do estado, em São José dos Campos, cinco pessoas de duas famílias estão desaparecidas após o desabamento de casas.

Na capital paulista, mãe e filha morreram após o desabamento da casa onde estavam, no bairro de Furnas, no início da madrugada desta terça. Segundo a Polícia Militar, as vítimas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital.


No Parque Fernanda, na Zona Sul, na divisa com Embu, na Grande São Paulo, outra residência desabou e causou a morte de um homem de 76 anos, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. Outro ocupante da casa ficou ferido e não corre risco de morrer.

No Centro de São Paulo, também foi registrada a morte de uma pessoa. Ela foi arrastada pela enxurrada. Já em Mauá, no ABC, um homem morreu soterrado.
Até esta segunda-feira (10), a Defesa Civil do estado registrava 11 mortes causadas pelas chuvas durante a Operação Verão, desde o dia 1º de dezembro de 2010.

São José dos Campos

Segundo a Defesa Civil de São José dos Campos, até as 7h desta terça, cinco pessoas estavam desaparecidas após o desabamento de um casa no bairro de Rio Comprido, na Zona Sul da cidade, por volta das 23h desta segunda-feira.

Fonte: G1

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Defesa Civil decreta alerta para deslizamento em 8 regiões de SP

Outras 17 regiões estão em estado de atenção.

A Defesa Civil decretou na manhã desta quinta-feira (6) estado de alerta para deslizamento em oito regiões de São Paulo. Na Zona Norte, estão as regiões do Jaçanã, Casa Verde e Pirituba. Na Zona Leste, São Mateus está em alerta. As regiões do Butantã e da Lapa (Zona Oeste), Ipiranga e M’ Boi Mirim (Zona Sul) também estão na lista de regiões com risco de escorregamento.

Outras 17 regiões estão em estado de atenção para deslizamento. Na Zona Norte, estão Perus e Santana. Já na Zona Leste estão Freguesia do Ó, Vila Prudente, Aricanduva, São Miguel Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaquera. Na Zona Sul, estão as regiões de Jabaquara, Santo Amaro, Cidade Ademar, Parelheiros e Capela do Socorro.

A medida faz parte do Plano Preventivo de Defesa Civil que usa como base a previsão meteorológica feita pelo Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo.

Fonte: G1

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bombeiros localizam corpo de mãe de menino que morreu em deslizamento

Criança de 11 anos foi soterrada dentro de casa em Mauá.

O Corpo de Bombeiros localizou por volta das 6h30 desta quarta-feira (5) o corpo da empregada doméstica Deise Trindade dos Santos, 34 anos, mãe do menino Tauã Trindade da Silva Lima, de 11 anos, que também morreu após o soterramento de uma casa no Jardim Zaira, em Mauá, no ABC, nesta terça-feira (4).


Outras duas pessoas que estavam na residência conseguiram ser resgatadas com vida. Uma menina de 13 anos, irmã do garoto morto, foi salva pelos bombeiros. O tio das crianças, de 23 anos, foi levado por vizinhos ao hospital Radames Nardini, no Centro da cidade. Ambos sofreram apenas ferimentos leves e passam bem. A operação de resgate teve início às 20h desta terça-feira e não há previsão para o término dos trabalhos de remoção dos escombros.

A Defesa Civil de Mauá informou que dez casas vizinhas à residência que desabou serão interditadas por tempo ainda não definido. Uma vistoria será feita nesta manhã, e o número pode ser ampliado.

Fonte: G1

sexta-feira, 26 de março de 2010

SP registra segundo dia mais chuvoso do mês de março na quinta-feira

O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) afirma nesta sexta-feira (26) que São Paulo teve o segundo dia mais chuvoso de março na quinta-feira (25), com a média de 24,1 milímetros de volume de água. O bairro mais afetado foi Pinheiros, com 80,7 mm, que registrou metade do índice esperado para o mês, que é de 160 mm.

Assista:



Fonte: R7

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

SP tem a segunda maior chuva do ano

Com 61 mm, a chuva da última quarta-feira (17) foi a segunda maior do ano, informou o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). De acordo com os meteorologistas, até esta quinta-feira (18) já choveu 250 mm, um volume que significa 7% a mais da média esperada para todo o mês de fevereiro.

A maior chuva de 2010 ocorreu no dia 4 de fevereiro, quando o Inmet registrou 90 mm. No dia 27 de janeiro deste ano também foi registrado grande volume de chuva pelo Inmet, 53 mm.

Toda a cidade de São Paulo ficou em estado de atenção por mais de seis horas por causa das chuvas. Nesta manhã, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou dois pontos de alagamento intransitáveis que complicaram o trânsito na marginal Tietê e na avenida Eusébio Matoso.

Na zona sul de SP, um homem foi arrastado pela enxurrada por causa da chuva na tarde de quarta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele caiu em um córrego próximo à avenida Professor Abraão de Morais e ainda não foi encontrada.

A frente fria que chegou na cidade de São Paulo e que causou a chuva de quarta-feira deve deixar o tempo nublado e com chuva moderada ao longo desta quinta. O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) disse que não são esperados temporais para esta quinta, mas deve chover moderadamente o dia todo.

Na madrugada, o CGE registrou 19º C, uma temperatura mais próxima da média mínima esperada para o verão, de 18,7 º C. Nos últimos dias, segundo o CGE, as temperaturas ficavam 2º C acima da média mínima esperada.

Uma vaca da mostra Cow Parade foi levada pela água da chuva na rua Turiaçu, no bairro na Pompeia, zona oeste de São Paulo. A onde a vaca ficou boiando foi um dos pontos mais críticos da cidade. E quando a chuva diminuiu, a obra artística ficou no meio da rua, atrapalhando o trânsito.

Assista:



Fonte: R7

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Chuvas já provocaram mais de 700 pontos de alagamentos em SP este ano

As chuvas que atingiram São Paulo em janeiro e nos quatro primeiros dias de fevereiro já provocaram 702 pontos de alagamentos na cidade, de acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), órgão ligado à prefeitura e que monitora as chuvas na cidade. Em 2009, no mesmo período, foram registradas 267 ocorrências de alagamentos, um número quase três vezes menor em relação a este ano.

A quantidade crescente de pontos alagados está relacionado ao maior volume de chuvas registrados nos primeiros meses deste ano em comparação à 2009. Em janeiro deste ano, choveu 461,3 mm e, em 2009, o volume de chuvas foi de 246 mm. O mesmo aconteceu em fevereiro. Só nos quatro primeiros dias, choveu cerca de 37% do esperado para todo o mês, o equivalente a 80,1 mm. Em 2009, a quantidade de chuvas registrada foi de 22 mm no mesmo período.

Na tarde da quinta-feira (4), o temporal que atingiu São Paulo mais uma vez provocou 31 pontos de alagamentos. Por causa do transbordamento dos rios Ipiranga e Aricanduva, nas zonas sul e leste, os bairros Ipiranga, Aricanduva e Itaquera ficaram em estado de alerta. Toda a cidade permaneceu em atenção para riscos de desabamento e alagamentos por cerca de duas horas. A chuva também prejudicou o funcionamento do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que ficou fechado por uma hora.

Até mesmo o Zoológico de São Paulo decretou estado crítico devido à forte chuva que atingiu a cidade nesta tarde. Alguns tanques do parque tiveram que ser esvaziados para que não vazassem, evitando que animais aquáticos de espécies diferentes se misturem.

Na última quarta-feira (3), duas pessoas morreram por causa da chuva. Com isso, sobe para ao menos 72 o número de vítimas em decorrências dos temporais no Estado desde o início do verão.


Fonte: R7

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Temporal em SP deixa dois mortos e dois desaparecidos

O Corpo de Bombeiros confirmou na madrugada desta quinta-feira (4) que duas pessoas estão desaparecidas na Zona Leste de São Paulo, após as fortes chuvas desta quarta-feira (3) na capital paulista: uma idosa, de 72 anos, e um menino, de 11 anos.


Assista:



Fonte: G1

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ABP propõe ajuda à cidade atingida por enchentes

A Associação Brasileira de Psiquiatria realizou no dia 27 de janeiro, uma reunião com representantes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para apresentar um projeto de ajuda aos moradores do município de São Luiz do Paraitinga, que foi devastado pelas fortes chuvas e enchentes que atingiram a cidade nos primeiros dias de 2010.

O encontro foi realizado na sede do Departamento Regional de Saúde (DRS XVII), em Taubaté, órgão responsável pela administração pública de saúde de 39 municípios paulistas que compõe a região do Vale do Paraíba, entre eles, São Luiz.

Representando a ABP, o coordenador da Comissão Técnica de Intervenção em Catástrofes e Desastres, José Toufic Thomé, esteve na reunião e apresentou os trabalhos realizados com populações atingidas por desastres em outras regiões. “Nosso objetivo é trazer ajuda às pessoas atingidas pelas enchentes e aos cuidadores, através de protocolos internacionais de prevenção a transtornos e doenças mentais”, explicou Thomé.

O psiquiatra lembrou que a população da região está passando por uma situação de ruptura, atípica, com perdas pessoais e materiais inestimáveis. “Devemos ter a noção de que estamos lidando com pessoas sãs, mas que estão vivenciando uma situação anormal, de catástrofe. As chances de essa população adoecer são grandes”, alertou Thomé.

Durante a explicação do projeto, o especialista relatou a experiência de sucesso da ABP, adquirida ao longo dos trabalhos desenvolvidos em Santa Catarina, no ano passado, devido às chuvas e enchentes que atingiram diversos municípios do estado.

Após ouvir as explicações e fazer perguntas sobre o assunto, a diretora técnica do Departamento Regional de Saúde, Sandra Maria Tituhashi, se mostrou bastante interessada com o projeto da ABP. “Essas pessoas precisam de ajuda e eu acho que este projeto é de extrema importância. Nossa equipe avaliou que essa proposta é necessária”.

A diretora informou que apresentará o projeto ao Secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas, e à prefeitura de São Luiz. “Vamos levar essa iniciativa adiante, pois todas as autoridades responsáveis precisam conhecer essa proposta", afirmou Sandra.

Também participaram da reunião a diretora técnica II da Regional de Saúde, Maristela Luzia, a articuladora de Saúde Mental da Regional, Tatiana Amaral, o psiquiatra e auditor, Leandro Gavinier, e a vice-presidente da Associação Valeparaibana de Psiquiatria, Sabrina Cabral.

Desastre

Localizada a 170 km da capital paulista e com pouco mais de 10 mil habitantes, a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga sofreu a pior enchente de todos os tempos, e teve grande parte de seu patrimônio destruído. Devidos às chuvas no início deste ano, diversas construções centenárias, como a Igreja Matriz construída no século 19, ficaram totalmente destruídas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Chuva atinge 153 cidades e deixa 34 em situação de emergência em SP

As fortes chuvas que atingem o estado de São Paulo desde dezembro já causaram estragos em 153 cidades e deixaram 34 delas em situação de emergência, segundo balanço da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil desta segunda-feira (1º). Além disso, 69 pessoas morreram em decorrência dos temporais desde 1º de dezembro, quando foi iniciada a Operação Verão.

Outros dois municípios continuam em situação de calamidade pública: Cunha, a 231 km de São Paulo, e São Luiz do Paraitinga, a 182 km. Entre sexta-feira (29) e esta segunda, a Defesa Civil aumentou em 10 o número de cidades atingidas e em três o de cidades em situação de emergência.

As cidades em situação de emergência são: Álvares Machado, Atibaia, Bofete, Bom Jesus dos Perdões, Caieiras, Caiuá, Carapicuíba, Capivari, Chavantes, Cotia, Ferraz de Vanconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Getulina, Guararema, Inúbia Paulista, Itapevi, Lucélia, Lourdes, Manduri, Mineiros do Tietê, Mirassol, Osasco, Oscar Bressane, Pardinho, Pracinha,
Presidente Venceslau, Ribeirão Pires, São José do Rio Preto, São Lourenço da Serra, Santa Bárbara D'Oeste, Santo André, Santo Antônio do Pinhal e Sumaré.

Além das 69 mortes, as chuvas também deixaram 51 feridos e dois desaparecidos. Equipes do Corpo de Bombeiros retomaram nesta segunda as buscas pelas vítimas, que foram arrastadas pela enxurrada em Alumínio e São Roque na semana passada.

Até esta segunda, 20.227 pessoas ficaram desalojadas por causa dos temporais. Outras 5.454 pessoas permanecem desabrigadas – elas tiveram suas casas destruídas.


Fonte: G1

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Número de pessoas que deixaram casas após chuvas passa de 23 mil em SP

A Defesa Civil estadual diz que já passa de 23 mil o número de pessoas que tiveram que sair de casa por causa dos temporais desde o dia 1º de dezembro em São Paulo. Até esta terça-feira (26), eram 4,7 mil desabrigados e 18,6 mil desalojados. No mesmo período, chegaram a 64 os mortos por causa das chuvas. A vítima mais recente foi uma mulher, arrastada por uma enxurrada que atingiu Campinas, a 93 quilômetros da capital paulista, no começo da noite desta terça-feira (26).

A mulher tentava passar por um alagamento no bairro Taquaral, perto do principal parque do município. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela caiu, foi arrastada para a parte de baixo de um carro, ficou presa e se afogou. Outras pessoas que estavam no local conseguiram retirá-la debaixo do veículo. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.

Na manhã desta quarta-feira, ruas e avenidas do município viraram depósitos de móveis estragados e entulho. O muro do clube da Polícia Militar chegou a ser derrubado pela enxurrada. Em um shopping de Campinas, corredores próximos às portas de entradas ficaram cheios d’água. Cerca de cem casas ficaram alagadas em Amparo, na mesma região do estado, por causa do transbordamento de um rio.

Represas no limite

Por causa da chuva, as represas do principal sistema de abastecimento da região metropolitana, o Cantareira, estão no limite. A Represa do Jaguari chegou ao máximo pela primeira vez em 27 anos. Populações ribeirinhas estão sendo retiradas de casa para dar vazão à água da represa. Os rios e córregos também alcançaram o limite e, com as chuvas diárias, as inundações são inevitáveis.

Três das seis represas que abastecem a região metropolitana estão com água acima da capacidade. Nesta terça-feira (26), a Represa do Jaguari chegou ao limite pela primeira vez. Foi preciso liberar o excesso de água: 20 mil litros por segundo. Com isso, prefeituras de duas cidades, Bragança Paulista e Atibaia, tiveram que fazer um plano de emergência para retirar 1.300 moradores de áreas ribeirinhas.


Assista:



Fonte: G1

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Chuva alaga São Paulo e provoca nova manhã de caos

SÃO PAULO - A forte chuva que atingiu a cidade de São Paulo durante a madrugada desta quinta-feira, 21, voltou a deixar vítimas e levar caos ao transporte urbano. Um aposentado morreu soterrado na Pompeia, após um deslizamento de terra, e as Marginais e outras avenidas importantes foram fechadas. Há 52 trechos alagados em toda a cidade e 88 km de congestionamentos.

Com o transbordamento do rio Tietê, a água também invadiu o pátio da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, e tomou conta de praticamente toda a área da gigantesca rede de armazéns. No setor das frutas chega a quase um metro de altura, segundo os donos dos boxes daquele setor.

Pelo menos três córregos transbordaram: Jaguaré (zona oeste), Ipiranga (sudeste) e Morro do "S" e Pirajuçara (sudoeste), colocando estas regiões em estado de alerta. Na região do Butantã, algumas casas foram invadidas pela água na Avenida Rio Pequeno, no Rio Pequeno, e na Rua Doutor Ulpiano da Costa Manso, no Jardim Peri-Peri, bairros vizinhos, na região do Butantã. Ainda na mesma região, outro ponto de alagamento deixa intransitável o fluxo de veículos na Rua Alvarenga, em frente ao portão 1 da Universidade de São Paulo.

A Avenida Professor Abraão de Moraes está intransitável junto ao Viaduto Aliomar Baleeiro, em ambos os sentidos, em razão do transbordamento do córrego Ipiranga. Alagamento também na Avenida 23 de Maio, sentido, sob Viaduto Euclides Figueiredo, na zona sul. Por motivo de segurança, a avenida foi bloqueada pela CET e o trânsito é desviado ara a Avenida Pedro Álvares Cabral e para o Túnel Ayrton Senna.

Também há alagamento na avenida Roque Petroni Júnior, no cruzamento com a avenida Chafik Maluf; na avenida Vicente Rao junto à Avenida Washington Luiz e na Avenida dos Bandeirantes, sentido Imigrantes, junto à Rua Antônio de Macedo Soares, na zona sul.

A esquina da Rua Sena Madureira com a Avenida Ascendino Reis, na zona sul, também está intransitável. A água bloqueou o trânsito no cruzamento entre as avenidas Rebouças e Brasil, na região sudoeste; na Rua Ribeiro Lacerda com a Praça Leonor Kaupa, no Jardim da Saúde, zona sul; na Avenida De Penedo, no Socorro, zona sul; além do Viaduto Antártica e Avenida Marquês de São Vicente, na região oeste.

Vítimas

O aposentado Roberto de Fazzio, de 75 anos, morreu soterrado em um desabamento na Rua Rifaina, na Pompeia, zona oeste. A terra de um barranco próximo deslizou com as águas da chuva e derrubou a casa da vítima, perto das 2 horas. Por volta das 4 horas, o corpo do aposentado foi retirado do local por equipes do Corpo de Bombeiros.

Um outro desabamento deixou seis vítimas na região do Grajaú, zona sul. Uma casa caiu sobre a outra na Rua Rio Icatu. Três adultos e três crianças foram soterrados. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 3h20 e enviou nove viaturas ao local.

Conforme informações da corporação, uma mulher e uma criança já foram retiradas dos escombros com vida e encaminhadas ao pronto-socorro do Grajaú. As outras duas crianças já foram localizadas pelos bombeiros: uma visualmente e outra pelo choro. Dois adultos seguem desaparecidos.

Também foi registrado o desabamento de um barranco nas proximidades do número 2.000 da Avenida Sumaré, na região de Perdizes, zona oeste. A terra atingiu o trailer onde mora o caseiro José Pereira de Oliveira de 58 anos. Ele dormia no momento do acidente, pouco depois das 3 horas.

Oliveira acordou com o estrondo do deslizamento e conseguiu deixar o trailer pela parte de trás. Ele sofreu apenas pequenas escoriações nas mãos. "Eu vivi de novo. Dou graças a Deus que eu e o meu cachorro, o Mailon, estamos vivos", disse o caseiro.

Oliveira mora no trailer instalado no local há quatro anos e afirma nunca ter enfrentado problemas com a chuva. "Eu não esperava isso (o deslizamento). Meu documentos e tudo o que eu tenho está lá dentro. Nem sei direito o que eu perdi de vez. Mas mesmo assim acho que tive sorte de escapar", avaliou.

Transporte

A circulação de trens da Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi normalizada em toda a extensão, às 8h30 desta quinta-feira, 21. Às 9h, também foi normalizada a circulação em toda a extensão da Linha 9-Esmeralda, que estava operando parcialmente.

Em razão das fortes chuvas que atingiram a capital paulista e a região do ABC na madrugada desta quinta-feira, a circulação de trens ficou paralisada entre as estações Luz e São Caetano, durante boa parte do horário de pico.

As demais linhas (7-Rubi, 8-Diamante, 11-Coral e 12-Safira) não foram afetadas pelas chuvas e operam normalmente desde às 4h.

Todas as linhas do Metrô estão operando normalmente, mas com restrição de velocidade. Até o momento, o rodízio de veículos não foi suspenso.

Os aeroportos internacionais de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e o de Cumbica, em Guarulhos, operavam visualmente para pousos e decolagens.

Grande ABC

A chuva também deu muito trabalho para os bombeiros na maioria das cidades do Grande ABC. Até as 3h45, não havia registro de deslizamentos com vítimas, mas muitas pessoas ligaram para o 193 solicitando auxílio por estarem ilhadas em suas casas. Foram pelo menos 10 regiões, entre elas: Vila Pauliceia e 31 de Março, em São Bernardo do Campo; Piraporinha, em Diadema, e bairro da Fundação, em São Caetano do Sul.

Fonte: Estadão Online

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Já chega a 44 número de mortos pelas chuvas em SP

Subiu para 44 o número de mor-tos em razão das fortes chuvas que atingiram o Estado de São Paulo desde o dia 1º de dezembro do ano passado, de acordo com o boletim divulgado nesta quinta-feira (14) pela Defesa Civil Estadual. O órgão informa ainda que 34 pessoas ficaram feridas e uma continua desaparecida.

Mais de 17 mil permanecem desalojadas e 3.545 continuam desabrigadas, pois perderam tudo e necessitam de abrigos públicos.

Os temporais já afetaram 121 municípios, deixando 2 em situação de calamidade pública (Cunha e São Luiz do Paraitinga) e 21 em estado de emergência: Atibaia, Bofete, Caieiras, Caiuá, Capivari, Chavantes, Franco da Rocha, Getulina, Guararema, Inúbia Paulista, Lourdes, Manduri, Mirassol, Osasco, Oscar Bressane, Pardinho, Presidente Venceslau, São Lourenço da Serra, Santo André, Santo Antônio do Pinhal e Sumaré.

Fonte: R7