Já não é novidade a “fe-bre”que os sites de relacionamento se tornaram aqui no Brasil. De acordo com informações veiculadas em matéria da revista Veja, 8 em cada 10 internautas fazem parte de uma rede social online. Além de fazer amigos, manter os antigos, trocar fotos, vídeos e músicas, o mundo virtual também pode ajudar sua saúde.O meio em que vivemos e pessoas com quem convivemos exercem sobre nós uma influência muito maior do que se possa imaginar. Um estudo de Harvard afirma que a interferência de outras pessoas em nossas atitudes, humor e qualidade de vida pode se dar até mesmo sem que haja contato pessoal, ou seja, ocorre entre desconhecidos e à distância.
Exemplo disso são sites de relacionamento existentes hoje, onde pessoas ou familiares de pessoas com determinadas patologias trocam informações e conselhos entre os enfermos, profissionais e instituições, no intuito de trazer melhorias no tratamento e a possível cura da doença. Para membro do site americano Patients Like Me, a rede serve como se fossem “alguns minutos de terapia de graça para mim todos os dias” .
Além do amparo, mesmo que anônimo, e do acompanhamento profissional, a ferramenta ainda favorece o auto-conhecimento do paciente, que através da escrita consegue organizar melhor suas idéias e sentimentos. Tal característica contribui para o tratamento, tanto de doenças físicas como psíquicas.
A equipe Blog da Saúde ouviu o Dr. José Toufic Thomé, médico especializado em Psiquiatria e Psicologia Social e Clínica para complementar o assunto e alertar sobre a confiabilidade dos sites de auto-ajuda. Acompanhe a entrevista abaixo.
1. Grupos de auto-ajuda auxiliam na cura de doenças?
Grupos de auto-ajuda quando preparados e com instrumentação podem auxiliar. Já os grupos sem embasamento teórico, supervisão e orientação podem até mesmo complicar o quadro da doença. A união de voluntários, simplesmente, é útil num primeiro momento, mas coloca o paciente como vítima, o que é considerado negativo para o tratamento.
2. Qual o grau de influência que um desconhecido pode ter em nossas atitudes, humor, qualidade de vida?
O grau de influência varia de pessoa para pessoa, do momento que esta vivendo e do próprio grau de discernimento.
3. Qual sua opinião em relação à “terapia online”?
Quando pacientes com uma mesma doença ou problema trocam informações entre si, há o risco de enredar mais a doença. Isso depende de como o paciente lida com ela e a maneira como as informações são passadas, podendo dar tanto resultados positivos como negativos. Em relação à participação de um especialista, quando este tem uma boa formação, pode auxiliar sim.
4. Você sugere o tratamento on-line como complemento a um tratamento comum?
Deve haver cautela. Se o site ou blog tiver a participação de um profissional com credibilidade é uma ótima fonte para buscar orientações extras. Porém, já que através da internet você não pode ver o especialista e nem seu consultório, corre maior risco de receber informações equivocadas. A dica é procurar em sites, como o Google, o currículo do profissional que está “do outro lado”.
5. Você tem uma página de auxílio na internet?
Sim, tenho meu blog e faço parte da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria, no site há um link chamado comunidade, onde as questões dos internautas interessados são respondidas.
Fonte: Blog da Saúde
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